Valderina Coimbra Costa - VIVI
a mulher do século XIX.
Vivi nasceu Valderina, em Correntina no dia 12 de outubro de 1916, filha do capitão Miguel Soares Coimbra, Seo Miguelzinho. e (?). Foi uma mulher de coração puro, que viveu intensamente sua vida de dedicação e amor ao próximo, em especial as classes menos favorecidas. Não importa a quem, que por algum motivo batia-lhe a sua porta a procura de abrigo ou alimentos, batia à porta certa. O portão dos fundos do seu Hotel, horas depois de servido as refeições, sempre tinha um pequeno grupo de carentes, com suas vasinha em punho, para levar para casa um prato de comida.
Antes de Vivi não houve outra e depois dela quase um século depois, surge uma professora que se destacou por seu trabalho a frente da diretoria de uma das escolas públicas do município, a quem num artigo enaltecendo o seu trabalho, a chamei de A Vivi do novo século, instigando a sociedade a olhar para a Professora Vanúzia Barbosa como um boa opção política, já que a mulher que mais próxima esteve do Legislativo municipal, foi Vivi, nos anos de 1948 a 1958 ocupou uma cadeira no Legislativo Municipal por cinco mandatos consecutivos. Cargo esse, na época, eletivo mas não remunerado. Era um voluntario que o povo tinha que aceitar pelo voto. O principal papel do vereador. além de criar leis municipais, era ouvir a comunidade, conhecer suas necessidades e pleiteia-las junto ao prefeito convencendo-o de suas prioridades. A principal fonte de recursos da Prefeitura era a arrecadação de impostos no municipio; somenbte em casos especiais, o Governo Federal intervinha com auxilio de verbas em justificadas situações de infraestrutura, questões de saúde pública e educação.
O tal artigo gerou um embriglio político, entre o Prefeito,candidato a reeleição e a professora, despretenciosa do cargo a que foi indicada sem qualquer aviso prévio. A Professora cresceu na oponião pública, chamando atenção nas pesquisas de intenção de voto; o resultado é que a Profssora não saiu candidada ao cargomaximo, questões partidárias, mas saiu candidata a vereadora, sendo um recordista de voto e passando, desde enetão, a ser presença marcante em temporadas eleitorais.
Em um breve apanhado de sua atuação em nossa história, pode testemunhar, como seu neto, que a "pequena e notável Vivi" (apelido lhe conferido por Teófilo Guerra), foi como meteoro reluzente que passou pelo espaço político, social e empresarial de Correntina, deixando a sociedade machista surpresa com a ousadia daquela mulher. Em não se contentando com sua vida empresarial, mãe, resolve entrar para a política. Uma pequena mulher em estatura e uma gigante em determinação; uma mulher diferenciada.
Ela foi notável em tudo que se propôs ser e fazer, exatamente em um período em que as mulheres eram limitadas em seus pensamentos e sonhos; a sociedade maxista era dominante. A mulher era proibida pensar além da porta de sua casa, onde sua misão era ser esposa e mãe.

A história de Vivi, ou Valderina Coimbra Costa certamente há de si prolongar, enquanto dela existir um descendente ou admirador que conhecendo seu legado, não a negue o título de mulher do século XIX, concedido na popularidade entre seus admiradores sem ser algo oficialmente reconhecido, mas assim considerado. Seu nome sem dúvida alguma, está no pedestal da história, além dos anais legislativo e das ações sociais por ela empreendidas, junto as comunidades carente, com recursos próprios.
Parte sua historia conheci de ouvi falar outra parte de ter vivido a seu lado, no velho hotel, onde já rapazinho, era um garçon voluntário no hotel, defendendo uns trocados e me deleitava quando ao fim das refeições dos hospedes, era minha hora de sentar-me a mesa e servir-me a vontade… Tinha também outra incumbência, pois não se havia casas especializadas em hortigranjeiros e somente nas feiras de sábados dispensa era abastacida. No periodo de grandes movimentos, Eu e Shuite de Luizinho saíamos pelos arredores da cidade identificando hortas e galinheiros, para comprar flolhagens, verduras e ovos e manter a cozinha de Dona Nenem, a velha chefe da cozinheira, abastecida. O bom em tudo aquilo era ter na Vó a fonte de uns trocados para a matinê, o sorvete e o picole de Seo Zeferino.
Vó Vivi sera uma mulher alegre, sorridente, despachada, en sua pequena estatura de mulher se escondia uma gigante esperta e vivaz, o que por certo lhe rendera o apelido de Vivi e assim ficou reconhecido por toda sua existência. Foi uma mulher inovadora e empreendedora. A seca de 1932 foi um dos períodos de estiagem mais devastadores e trágicos na região do nordeste brasileiro, o que marcou de forma até trágica certas regiões e quando esta crise chegou a Correntina, Vivi sugeriu o esposo fechar a Casa Combate, cujo especialidade era mais voltada as questões agricolas, principal atividade atingida pela seca naquela década. Rafael Martins da Costa fechou o comércio e Vivi preparou o local para ali então instalar o primeiro hotel da cidade. Menos de dois anos destas mudança, Rafael Martins faleceu
Após a viuvez, ocorrida por volta do ano de 1949, o Hotel Correntina foi aos poucos conquistando seu espaço e a preferencia entre os viajantes que passaram por Correntina rumo ao Estado de Goiás. Nos anos 60 atinge seu apso, era o Hotel o ponto de partida dos caminhoes de carga e os velhos paus-de-arara, porém ninguém o reconhecia como hotel Correntina, mas sim Hotel de Vivi. .
CASA COMBATE DE CORRENTINA ou HOTEL DE VIVI
Este é o cenário imponente do velho casarão, após reforma realizado por seu herdeiro, por compra facilitada, o Biomédico Weden di Sordi Costa. Atualmente é uma das relíquias arquitetônicas do século passado, um dos poucos casarões coloniais ainda de pé na cidade, cuja reforma realizada pelo neto, filho de Iôzinho, procurou valorizar a faixada frontal e lateral do velho prédio, erquedo aos fundos, uma pequeno prédio que complementa o visual majestoso da centenaria construção. Ali o novo proprietário fez algumas tentativas de abrir um pizzaria, depois uma casa de eventos, com neme específico, mas nada consegue tirar do belo prédio o emblemático título Hotel de Vivi.
O CASAMENTO DE VIVI
O casamento de Vivi não podia ser diferente do que se esperava de uma mulher determina como era Ela. Rafael Martins havia ficado viúvo, com dois filhos para criar; a filha Jublia entre 12;13 anos de idade e o filho Raimundo,entre os 8/9, esse menino era o IÔzinho.(e vamos contar a origem deste apelido em sua biografia)
O viuvo mostrou-se interessado em uma das filhas do Capitão Miguelzinho, conhecida pelo apelido de Teté e um dia se encheu de coragem e foi a casa do Capitão pedir daa mãoa até os pés da pretendida, em casamento e assim o fez. …
Era certamente um fim de tarde de sábado ou domingo, pois dia de semana não se tem tempo para luxos e sim muito trabalho. Lá fo Rafael todo engravatado e muito cheiroso; já corria rumores de suas intensão pra cima de uma das filhas do Capitão. pois em cidade pequena nada fica em segredo se a alguém se revela pedindo conselhos ou pedindo segredos… Enfim lá chegou, bateu a porta, que se abriu e com cordiaalidade foi convidado a entrar… - Entrou.
O Capitão Miguel Coimbra já sabia das intensões do elegante e cheiroso cavalheiro e conversa vai… conversa vem, falam dos assuntos do momento, planejamento do futuro, quando enfim o viuvo Rafael abre o coração e fala de suas intensões… A esta altura as moças da casa, Teté, (?) Dalva, Vivi e a caçula Peixinha estava num dos quartos do casarão dos Coimbra… Todas elas contidas em seus assanhamentos, afinal, uma delas iria ser pedido em casamento, mas esta euforia não empolgava Tete, que já desconfiava ser ela o alvo daquela visita.
O Capitão Miguel pediu a esposa para chamar as filhas, sabia que aquela altura as mesmas já deviam estar arrumadas esperando o chamado para comparecer a sala. A Esposa logo retornou, pediu licença ao cavalheiro e falou baixinho aos ouvidos o Capitão, que pediu licenva dizendo^- voltamos já, pediu para trazer um licor e servi-lo, viu que o cidadão estava nervoso e um bom licor sw tangerina produzido em sua prospera chacara, caíria bem.
As moças estavam arrumadas para ir até a sala, menos Tete que disse a mãe que nada a fazia casar-se com o viuvo Rafael, Dona (?) deu meia volta e aí foi requerer a autoridade do Pai. Nenhum filho, imagine filha, desobedia as ordem do Pai que geralmente escolhiam com quem os filhos se casariam. Teté não bateu o pé na presença do Pai, como fizera com a mãe, mas disse chorosa que não era do gosto dela tal casamento. Mante sua opinião, com respeito, mas não repararam que Vivi, tão logo o pai entrou no quarto, saiu…
Na sala o cavalheiro viuvo, Rafael se desajeitava na cadeira e secava o garrafa de locpr. esfregamdp as mãos… percebia no ar que alguma coisa não estava segundo segundo o costume… Não sabia o que pensar ou o que fazer, mas aguentou firme… o que o pertubava era saber da gozação dos fofoqueiros da cidade. - O viúvo Rafael foi recusado pela filha do Capitão Miguelzinho!!! já sentir os risos e buxicos pelas costas… e se consumia emminutos anciosos, Vivi adentra a sala sem que ninguem esperasse e se dirige ao viuvo, no exato momento em que seus pais adentravam… Vivi chegou primeiro e disse na “lata do Viuvo”: - Teté não quer se casar com o Senhor Rafael, mas eu caso!
O capitão gritou de lá: - Vivi!! Dona (?) correu abraçou a fllha e procurou tira-la da sala… a situação já estava o configurada diante para o viuvo; a pretendia não o queria por esposo e tinha que ser rapido numa saída… agora era Ele que deixava a filha do Capitão em más lençoies diante do fofoqueiros da cidade; - A menina Vivi, de 15 anos, foi recusada pelo viuvo RafaeL… Segundos que pareciam eternos… quando já nos umbrais da porta de aceso ao interior da casa, Vivi e sua Mãe, o Viuvo Rafael fala em meio tom: - Espera! e prossegue sua fala… Espera! Não é certo casar com a Senhorita Tete que já manifestou sua recusa em casar-me comigo. Não fica bem eu saí deixando a Srta Vivi sem uma resposta digna. Senhorita Vivi, se seus país consentirem nos nos casamos sim.
Era natural casar uma filha com 15 anos ou até menos, desde que seu corpo já tivesse se manifestado estar preparada para ser mãe. Dali para o casaento foi apenas acertos e preparativos.. Vivi tinha quase a idade da filha mais velha do viuvo, 12 anos! Porém nada foi impecilho para que o casamento aconteceu; Valderina, passou ser senhora Valderina Coimbra Costa.
Foram poucos anos de casamento, o casal já tinha dois filhos em 949 quando Rafael Martins veio a falecer. Os filhos eram Lazaro e Iracy que criados tomar seus rumos na vida. Lazaro se muda para São Paulo, ingressa na Segurança Pública e lá vive até o fim de sua existencia, sem nunca mais retornar a Correntina, enquanto Iracy se muda para o Rio de Janeiro onde já residia sua meia irmá mais Júblia. Iracy se mantem proxima da mãe, vindo com certa periodicidade visita-la.
Aos 32 anos de idade Vivi chega a Camara de Vereadores, confirmando ser o grande patrimônio ético e moral no município, defendendo cinco mandatos consecutivos, de 1948 a 1958. Eram cargos eletivos, sim, porém o eleitorado tinha que se manifestar nas urnas se aceitava ou não o candidato voluntario, que eleito assumia por dois anos o mandato, sem remuneração. Os municipios não contavam com verbas federais mensais, quando recebiam eram por ocasião de alguma urgencia na saúde, na irfraestrutura; os municipios sobreviviam dos impostos municipais e o grande importancia dos vereadores era ouvir as comunidades, conhecer sus necessidades e leva-las ao Prefeito, negociando com ele uma forma ou para atendimento.
Após cinco mandatos Vivi afastou-se da política em razão de seus compromissos empresariais, mas logo fora requisitada, em 1962, para disputar as eleições daquele ano com Elias de França Barbosa que já despontava como uma nova liderança política no municipio. O preconceito com a mulher era bem pior entre a classe poítica, ainda estavamos sob a sombra do periodo dos coroneis. Vivi perde a eleição, embora alguns correligionários acusem ter havido sabotagem, coisas da poítica.
O atinge seu auge nas décadas de 50/60 com uma voa estrutura hospedeira para caminhaoneiros que na ópoca abasteciam os municipios da região oeste baiana com importanto produtos industrializados vindo do Goias e exportando a produção rural e agricola da região, além de servir como meio de transporte de pasageiros, entre Bahia e Goiás. Correntina estava há 1000Km da capital do Estado, Salvador, distante da Capital Federal da República, enconstrução, há a 500Km da Capital Goiana há 700Km, logo era para lá que os baianos migravam em busca de nova vida, trabalho e estudo.
Foram muitos os mascates e representantes de grandes armazes que chegavam e partiam fazendo o transporte de gens de consumo. O destaque deste período ficaram por conta dos da família Badecos; poloneses que se radicalizan em Goiânia; os irmãos Brandão da cidade de Santana dos Brejos - BA, o Caminhaoneiro Vavá e Emílio de Santa Maria da Vitória - Samavi que tibgam no Hotel de Vivi um porto seguro, onde multidão de pessoas se reunião para se despedirem dos parentes que partiam ou dos parentes que retornam de férias.
Vivi e sua filha Iracy Costa com os netos Diana - Javan
Flamarion - Weden e os bisnetos Lanusia, Dante e Tales ao fundo.
Vivi ficou conhecida no município como “mãe dos pobres”. Ela e Dr. Lauro se popularizaram pelos relevantes serviços que prestavam, voluntariamente, as comunidades mais carentes; aplicando recursos próprios ou recorrendo a políticos, estadual ou federais, à cata de recursos para ajudar socorrer os pobres, com material de construção, roupa, remédios. O portão dos fundos do hotel, depois do horário oficial das refeições, lotava de mães esperando a distribuição sobras das refeições, para alimentar seus filhos, o que não lhes era negado.
O SEGUNDO CASAMENTO DE VIVI
Aconteceu em agosto 1975, aos sessenta anos de idade, Vivi rompe mais uma barreira do preconceito e contrai matrimônio com um jovem entre 30/40 anos no máximo. Ela se paixonou perdidamente e não houvem parente ou amigo que fizesse desistir da ideia; todos na cidade sabiam das intensões do espertalhão, tanto é que logo logo passou a ser chamado de "Vivão", poucos eram os que sabiam seu verdadeiro nome.
Para evitar o bochichos dos inconformados parentes e amigos Vivi arrenda o Hotel e muda-se para Santa Maria, onde abre um baita comercio, sem igual na cidade. Uma casa de produtos veterinários e ao lado dessa uma casa de eletronicos, aparelhagem de som domesticos e profissionais. O Vivão logo logo estava desfilando entre Correntina e Santa Maria em uma C10, a caminhonete do momento. Essa boa vida nõ durou muto tempo. Vivi era uma mulher bem relacionada e tinha credito em qualquer banco que batesse as portas e bateu, fez vultuosos emprestimos para montar o comercio. Passou a morar no Hotel Sertanejo da grande e inseparável amiga Detinha, não sei de que forma, mensalista talvez.
E o golpe veiio numa noite de sábado… Vivão fugiu com dois carros fretados e a sua caminhonete abalroada de produtos… escafedeu! Não sei como terminou este episodio, eu também estava muito apaixonado e cego… 
A FILHA: IRACY COIMBRA COSTA
Vivi não se entrega, mas sofre um AVC, que lhe trás marcas visíveis no rosto; o seu prestigio foi o que amenizou a questão; recegeu ajuda de muitos amigos, principalmente da filha Iracy que deixou a famlia no Rio de Janeiro e veio para passar uma temporada com a mãe, que além do golpe do Vivão, agora se virava na justiça para receber o seu Hotel de volta, pois o arredatário também tentou lhe passar a perna.
Aparentemente as coisas pareciam normalizadas, porém cansada e fragilizada, com tudo que havia passado, com apoio da filha, de alguns advogados amgos, consegue reaver o Hotel, porém seus fieis funcionários não estavam mais a sua disposição. Maria de Vivi, sua gerente, havia se casado e partiu para o Goiás, Dona Nenem a chefe de cozinha, já muito velhinha, aposentara, elas eram os braços da Vó Vivi que aquela altura só contava com a filha Iracy que até tentou tocar o hotel com novoa funcionários, mas a familia no Rio precisa de seu apoio. Fazia rapids viagens ao Rio porém acabou mesmo optando pelo fechamento do velho e terno Hotel de Vivi.
Os últimos momentos de vida de Vivi, foi ao lado dos parentes, com total apoio de sua única filha, Iracy e o filho enteado Iozinho, mais especificamente o Biomédido Weden que não mediu sacrifícios para estar ao lado da vó. No ano de 2001, aos 85 anos de idade, ela retorna para o céu, de onde veio!. Voltou ao seu lar o anjo de bondade que viveu em Correntina, servindo a todos que se aproximaram dela. Valderina Coimbra Costa, VIVI deixou seu nome na história e anais do legislativo municipal, sobretudo, no coração dos que eternamente lhe são gratos.
Vivi foi a primeira e ainda única, mulher, a quebrar a couraça do machismo assim como fizera tantas outras bravas mulheres, na história da humanidade. Os correntinenses tiveram em Vivi, a sua Indira Gandhi; Irmã Dulce, a mãe dos pobres Maria Quitéria e Maria Felipe exemplo da força e determinação da mulher que não se curva diante dos desafiou e da prepotência masculina.
Poema de Teófilo Guerra, um de seus aliados político, eleito vereador em sua campanha a prefeita, à memória da mulher do século, em Correntina Bahia.
VALDERINA COIMBRA COSTA
VIVI
Teófilo Guerra
Ninguém viveu intensamente
Ninguém a vida amou com tanta compulsão
Ninguém teve o sorriso que Vivi sorria
Ninguém se deu no amor com mais sofreguidão.
Pequena, feminina transpirava afeto
na voz rouca e suave um toque de doçura.
No olhar sempre a alegria a dissipar tristezas
Em cada gesto, um jeito de insinuar ternura.
Na Câmara a primeira mulher a ser eleita
Primeira candidata a se propor prefeita
Com nome nos anais perenes da memória.
Dinâmica inquieta, autêntica e despojada
presença singular, brilhante, despachada
não só marcou seu tempo, como fez história.
Valderina Coimbra Costa
VIVI !
O HOTEL DE VIVI
Flamarion Costa
O hotel de Vivi tem uma estrela só:
Vivi
dela transborda sorriso graça
que iluminam a praça
luz irradiante no céu de nossa cidade
O hotel de Vivi tem uma estrela só:
Vivi !
Brilha solitária no céu de Correnitna
ilumiunando sonhos
cheia de graça singular
de rara beleza
uma rara estrela cadente
passa...
incendiando o espaço de graça
VVI !
O hotel de Vivi tem uma estrela só:
Vivi !
Brilha feito constelação
O hotel de Vivi
tem uma estre só: Vivi !
Nos quartos homens sem legenda
sem fama
frágeis mortais anonimos
que mascateiam sonhos
de consumo e desejos...
risos, artes e quimeras...
O hotel de Vivi tinha uma estrela só:
Vivi !
Texto do livro: Conto mais um Ponto
De Flamarion Antonio de Araujo Costa