IÔZINHO
20/09/1924 a 01/04/1992
Raimundo Martins da Costa, simplesmente IÔZINHO, nasceu em Correntina – BA., no dia 20 de setembro de 1924, filho enteado de Valderina Coimbra Costa - Vivi, que assumiu sua maternidade aos oito anos de idade, quando essa casou-se com o viúvo de Dona Gregória Costa, Rafael Martins da Costa, um próspero comerciante local.
Órfão aos 8 anos de idade, o menino carregou por toda vida uma tristeza por vezes visível em seus olhos, o que lhe causava momentos depressivos, amenizados bem mais tarde, quando veio o casamento com Laurina Araújo Costa - Lulu de Major Felix, ao se revelar um paizão dedicado e amoroso, sendo para seus filhos o pai que Ele não teve.
O apelido Iôzinho foi-lhe dado ainda na infância, pelos empregados do seu pai, cuja origem vem do latim senior, durante o Brasil Império.
O pai, Rafael era um próspero comerciante, cujos empregados o reconheciam no filho um o pequeno “pequeno senhor” que em razão do hábito linguístico, denominado corruptela, que nomina o ato que altera a grafia e a pronuncia de uma palavra ao longo do tempo e muito habitual naquele período, quando os escravos, trabalhadores domésticos e braçais, se utilizaram desse recurso para dar origem as palavras “inhô, nhô ou sinhô” , que são “corruptelas” que se referem a Senhor. Associada ao sufixo diminutivo, “ inho “ temos o pronome “senhorzinho que logo tornou-se “Iôzinho”, (Io + zinho).
A família adotou a fórmula cheia de carinho e assim ficou, Raimundo Martins da Costa - Iozinho!

Por volta dos 11/12 anos foi internado no Colégio Oliveira Magalhães, em Santa Maria da Vitória, sob a orientação educadora Profa. Rosa Magalhães, onde iniciara suas atividades no grêmio cultural do colégio. Ao retornar a Correntina, dá continuidade as atividades em grupos e entre esses, Vanderlina Alves, Dona Vanda, uma das grandes lideres culturais da época que dedicou a vida a cultura e as artes.
Na adolescência aprendera a profissão de alfaiate, mais tarde com apoio do Reverrndo André, já casado torna-se o responsável pela escola de formação de datilógrafos, sendo Ele o professor de datilografia principal na cidade, já que outras vieram surgir depois, A escola de Datilografia Nossa Senhora da Glória formou dezenas de profissionais, quando então realizadas uma grande solenidade de formatura. Os alunos formandos vestidos a rigor com uma toga, personalizado.
O casamento ocorreu por volta de 1948 e trouxe grandes mudanças na vida de Iozinho que se mostrava outra pessoa, alegria feliz com com o nascimento dos filhos.
Foram sete filhos; duas mulheres, inicialmente: Lanuzia e Diana e 5 homens5: Javan Carlos, Flamarion Antônio, Henrique Luiz, Ítalo Ipojucan e Weden di Sordi; todos os nomes ligados a uma história a volta do casal.
Depois da metade dos anos 60 fez algumas tentativas de emprego em Brasília, deixando a família aguardando os acontecimentos; a tentativa não dera certo e retornou a Correntina onde a família aguardava e por aqui seguiu escrevendo sua grande história.
O LOUCO DA ALDEIA
(Esmeralda IOZINHO Pedro Mariano

Era comum as famílias se unirem em apoio ao começo de vida de um novo casal, o Major Félix sogro foi muito importante na vida de todos os filhos e filhas que ao se casarem contavam com total apoio do pai e sogro.
Não sei definir se a influencia política do velho sogro Major Félix Joaquim de Araújo veio contribuir pra que Ele se tornara servidor público da extinta Comissão do Vale do São Francisco, hoje Codevasf, onde após uma entrevista teve seu curriculum aprovado para secretário da estatal no canteiro de obras da barragem, em correntina; pela qual se aposentará.
Iôzinho foi musico, clarinetista na Filarmônica Heráclito Correntinense, fundada em 1932e esta era a segunda maior atividade dos jovens de então, a musica.
Iôzinho foi o fenômeno das artes que se dedicou de forma exclusiva na região oeste baiana. Suas peças teatrais chegaram ao planalto central acompanhando uma excursão do Educandário São José liderada pelo Revdo André Berénos, só centro oeste, Posse Goiânia e Brasília. no final dos anos 60, com a peça teatral comédia, tendo por título Almas do outro Mundo.
Iôzinho foi um artista completo; músico cantor. Ator, escritor, declamador de versos, figurinista, estilista, diretor teatral. Escreveu algumas peças teatrais, mas o forte era extrair dos romances e passagens bíblicas, peças teatrais em três ou quatro atos. Com talento e simplicidade promovia e organizava suas peças, revelando talentos atores. Iôzinho foi o maior referencial artístico, incomparável em todas as épocas, na história de Correntina; suas experiências se estenderam ao retornar da Escola da Professora Rosa Magalhães, tendo por referencia grandes nomes da cultura correntinense, como Aldegundes Joaquim de Araújo, Helvécio Rocha, Pedro Alexandrino Moreira Guerra, Porfírio, formando a partir dele, um grande acervo de elencos artísticos locais.
ANGUSTIA DE UM CORAÇÃO AMARGURADO

Sua equipe de trabalho, apoiadores, era sem dúvida uma das razões de seu grande sucesso, devido a competência e a dedicação de pessoas como Amélia Santos, Ena Rocha, Ir. Zélia Brandão, Entre os principais atores que compunha sua equipe teatral estavam Claudionor Rocha, Ena Rocha, Ir. Zélia Brandão; elenco contava com o grande Oswaldo Barbosa, (Vadú) que atuava nos palcos, no sonoplastia e nos efeitos especiais ao lado de Raimundo Amaral; Mirian de Araújo Lopes e Clarice Santos as insuperáveis atrizes ao lado de nomes como Alvaro do Socorro, Claudio Oliveira; os filhos Flamarion Antônio e Javan Carlos e outros.
O destino estava escrito que Raimundo Martins da Costa retornaria a Santa Maria da Vitória (Samavi) anos mais tarde e isso aconteceu em 1972 quando a estatal Comissão do Vale do São Francisco - Codevasf concluido o projeto da Usina Hidrelétrica de Correntina, a entregando à Companhia de Elétrica da Bahia - Coelba.
Alguns servidores fizeram aceitaram a opção indenizatória outros foram transferidos para o canteiro de obras mais próximo, na região, que ficava na Colônia do Formoso, hoje município de São Félix do Caribe, do outro lado do Rio Corrente em Santa Maria da Vitória.
A Colônia do Formoso era um projeto experimental agrícola da Codevasf, a uma distancia de 15 a 20km de Santa Maria da Vitória, onde os servidores transferidos fizeram a opção por morar, já que na Colônia do Formoso não havia estrutura de mercado, escola, hospitais etc, por esta razão seus trabalhadores moravam no São Felix ou mesmo em Sta Maria da Vitória, sendo-lhes oferecido a condução diária.
Adeilde IOZINHO Antônio Augusto

De volta a Santa Maria Iôzinho encontra as atividades culturais de Santa Maria paralisadas; o famoso Clube 2 de julho, desativado de suas atividades culturais, principalmente a realização de peças teatrais. Logo recebe da prefeitura e das lideranças locais todo apoio para reativar o teatro e os tradicionais bailes a rigor. Velhos saem de suas clausuras, e novos atores são estimulados a incorporar ao grupo, nomes como Wilson Barros, Pedro Mariano, Esmeralda Queiroz, Antônio Augusto João Nogueira e diversos outros reativam a cultura santamariense, enquanto Correntina sente a ausência de seu grande artista.
todos os eventos promovidos por Iôzinho são apoiados pela sociedade e atingem, fácil, a bilheteria desejada. Salões e auditórios lotados em todas as localidades do oeste baiano por onde excursiona sua equipe teatral desde Correntina, Santa Maria, Santana dos Brejos, Serra Dourada.
Em 1968 participa de uma inesquecível excursão pelo Planalto Central, visitando a cidade de Posse - GO e a nova capital do Brasil, Brasília -DF, chegando até a capital Goiânia. Faziam parte da excursão os alunos do 4o. ano ginasial e os concluintes ginasianos no período letivo do Educandário São José. Foi excursão coordenada pelo memorável Reverendo Pa. André Frans Berenos, com todo patrocínio conquistado por ele; ninguém sabe onde, porém o reverendo André tinha grande trânsito político e empresarial para arcar com a alta despesas de uma viagem com tanta gente, por mais de 5 dias, pois só em Posse a estadia foi de cinco dias, com uma recepção inacreditável.
A excursão lota dois caminhos pau-de-arara na travessia do cerrado, com baldeação para ônibus no entrosamento de Posse - GO, onde houve a recepção de chegada, com fogos, musica e uma carreata conduzindo os excursionistas até uma praça da cidade, onde todos foram recebidos com mais fotos, discursos e entrega da chave da cidade. A excursão tinha convidados especiais, além de professores, na sua programação estava a equipe de teatro de Iôzinho Costa, que preparou o elenco com alguns alunos participantes da excursão. A peça teatral escolhida para se apresentada nas localidades por onde passava a excursão foi Almas do outro mundo, não sei informar o autor.
Iôzinho era o diretor e produtor teatral limitado em recursos e patrocínio, este quase inexistente por parte dos comercio local. Por vezes havia uma participação da Prefeitura local, principalmente quando havia uma conveniência política. A Igreja católica era quem geralmente arcava com os custos para produzir uma apresentação teatral, cuja renda já tinha uma finalidade definida na Paróquia de Nossa Senhora da Glória.
Era um tempo em que a tecnologia se movia pelas ondas do rádio e telegráfos com o seu código mouse. A literatura tinha diversas barreiras para transpor e chegar ao município, público. As noticias atualizadas somente pelo rádio, pois a imprensa escrita das capitais chegavam quando a noticias já era passado sem efeito. Por esta razão a cultura local era muito valorizada pela população.
Além de escritor, diretor era também ator, na maioria das vezes no papel principal do enredo: O vilão, o galã; o mocinho e o bandido. Era o personagem que fazia vibrar o público que sempre queria vê-lo em ação, tendo como parceira em suas peças as grandes atrizes Clarisse Santos e Miram Araújo Lopes.
Diana IOZINHO Laurina / Diana IOZINHO Javan


Quando Iôzinho não brilhava nos palcos, certamente estava por trás dos bastidores dirigindo seus discípulos, aprendizes de teatro. Iôzinho era sem dúvida alguma, a estrela que brilhava intensamente, fosse cantando, declamando Teófilo Guerra ou Castro Alves.

Flamarion DINDA IOZINHO Italo
Escreveu e produziu diversas peças teatrais, adaptando-as dos grandes romances da literatura brasileira, entre essas a mais famosa foi A Escrava Isaura; romance escrito por Guimarães Rosa; depois veio José, o filho da Velhice, (Gênesis 37). "Angustia de um Coração Amargurado" e Entre a Cruz e a Espada, peças teatrais de sua autoria que retratou um período marcante de sua vida. As leituras bíblicas para inspiração teatral acabaram por converte-lo ao evangelho; como se dizia na época, tornar-se um “crente”. Os crentes eram descriminados pelos católicos, isso não só em Correntina. No século passado, quando das grandes cruzadas evangelicas no pais, os católicos tiveram reações serias. Em alguns lugares cujos padres eram abertos a pratica de outras religiões; intervieram em seus sermões, explicando as comunidades que temos UM SÓ DEUS, embora alguns optem em servi-lo e adora-lo de forma diferente. A questão da Mãe de Jesus, desconsiderada pelos evangelicos como “intercessora” foi um guerra.
Os evangelistas Ceres e Zila Crisóstomo sofreram essa descriminação e ainda bem que tiveram a seu favor os sermões do Monsenhor André. Iôzinho estava feliz da vida, convertido, fazendo seus solos, acompanhado pelo violão de Mariano, um ex seresteiro cujo família toda se converteu na mesma igreja onde Iozinho se convertera. Mariano deixou a vida passado, tornando-se membro do louvor e consagrando o seu violão para o louvor a Deus. O Pastor exigiu de Iôzinho a mesma atitude de fazer morrer o velho homem e nele nascer a nova criatura… Não é assim! esta é uma transformação que o Espírito Santo é quem promove em uma nova criatura; óbvio que o novo convertido tem que fazer também sua parte. Como um dono de boteco vai se converter se o seu fruto amadurece da pinga que vende? óbvio que no tempo certo Deus há de promover um nova forma dele ganhar a vida.
Umbelina Moreira & Iôzinho Costa

Meu Pai foi desligado da Igreja e ví em seus olhos a decepção, mas Deus o honrou ao inspira-lo escrever duas peças teatrais baseadas em suas curta experiencia de novo convertido. Então escreveu a peça “Entre a Cruz e a Espada”, e "Angustia de um Coração Amargurado". O lamentável é que essas peças se perderam, pois eu já morava em Brasília neste período e as peças foram apresentadas em Santa Maria, foram duas peças teatrais fundamentadas em experiências proprias, nas quais não só derramou seus sentimentos, como fez a opção certa, de manter-se ao lado da cruz.
Iôzinho foi também o grande cartola no esporte, tanto em Correntina quanto em Santa Maria. Ele fundou e presidiu três grandes agremiações esportivas em Correntina; Ipiranga Esporte Clube; Sociedade do Esportiva do Palmeiras e Cruzeiro de Correntina e em Santa Maria fundou e presidiu o Esporte Clube Castro Alves sênior e Juvenil no Castro Alves Juvenil atuou o seu filho o canhotinha Italo Ípojucan, meia esquerda e na equipe do Cruzeiro atuou o artilheiro Javan Carlos (foto).

Iôzinho nunca interessou-se a entrar para a política, alegando não querer vê o seu nome e a sua arte rotulada como atividades ligadas a partidos, entretanto, Ele e Seo João Diamantino eram os oradores impecáveis solicitados tanto por politicos como outras autoridades, para escreverem seus discursos de posse ou de candidatos a cargos eletivos. Eram raro vê Iôzinho num palanque político, com exceção do acirrado período da implantação do MDB no município, por Zoroastro Magalhães, em apoio ao grupo liderado por Dr. Lauro Joaquim, é que se viu mais uma participação política de Iôzinho, quando até compôs uma marcha para os grades comícios da época
Avante emedebistas
é hora de votar
a luta nos conclama
a nossa terra salvar
queremos um bom prefeito
que saiba bem governar
Arcênio Ramos na Prefeitura
nossa terra haverá de mudar
Nossa vitória então consiste
nossa terra defender
Arcênio Ramos na Prefeitura
paz e democracia todos vamos ter…
E ai, poderíamos adentro no capítulo dos memoráveis comícios políticos, animados com marchinhas autorais, parodias e inéditas, de grandes compositores como Claudionor Rocha, (Canô) Ena Rocha, Iôzinho Costa, Liozírio Ferreira, que sem duvida foi o mais dotado de inteligência aguda e rápida, ou seja perspicaz de nossos compositores, que enquanto os fatos ainda estavam acontecendo, Ele já antecipava sua composição, como O BODE PRETO DA ARENA, BOMBEIROS APAGANDO FOGO… era demais!! os ensaios ocorriam na casa de Clarisse Santos, outra de nossas celebres composições. Este foi um período marcante na política de Correntina, quando ainda se prevalecia a intervenção militar, onde ARENA de fato era uma Aliança entre os políticos do partido e os militares que intervieram no pais, em razão do avanço nas pretensões de se estabelecer o comunismo no pais. Jà naquela época! Muitos anos depois, compreendendo aquele momento, que no momento não compreendia; pude entender depois o que foi o período da intervenção militar no pais; longe de ser uma ditadura como a imprensa e os interesses das conveniências apregoam. Afinal a tal dita ditadura nem foi tão dura assim, pois os filhotes de serpente sobreviveram e hoje tomaram as mais sérias instituições do Pais, com escândalos financeiros absurdos, violão da constituição, democracia de exceção, universidades federais transformadas em antros de drogas, ideologias prostituição e doutrinação, corrompendo Senado, Câmara de Deputados e até a Suprema Corte transforma em um chiqueiro composta por meliantes associados ao crime organizado, que agem em nome da democracia… (bem, não me propus a isso e sim falar do meu Paizão
…
Raro evento, bailes, quermesses, teatros, esporte em que não havia o dedo mágico de Iôzinho, fazia de tudo e bem feito, com o objetivo de angariar fundos para obras sociais e/ou religiosas. Iôzinho nunca deixou de dedicar-se as causas sociais das Igrejas e da sociedade a quem dedicou sua vida e sua obra.
Não me lembro de vê um tostão de tais eventos, servir para cobrir despesas em nossa casa.
FOTO DA FAMILIA
Como amigo, pai e esposo foi uma pessoa exemplar e fiel a cada segmento de sua vida, seus amigos o amavam, sua família o adorava pelo exemplo em amor e dedicação que lhes dispensavam. Se em 10 ou 1000 vezes eu o tivesse que escolher um pai, uma mãe, não excitaria correr para os braços de Laurina e Raimundo.
O difícil começo de todo casal, teve indispensável apoio na exímia arte de costureira de Dona Lulu e o alfaiate Iôzinho e assistência próxima da mãezona Vó Aninha. Tiverem seis filhos, uma falecida ainda criança, de nome Lanusia, depois vieram Diana, Javan Carlos, Flamarion Antônio, Henrique Luiz, Ítalo Ipojucan e Weden di Sordi. No começo não entendemos muito bem sua disfarçada preferência pelo filho Ipojucan, como assim o chamava; tinha sim aquele disfarçado, percebido carinho para com o galinho de janeiro, meia esquerda do seu Castro Alves Juvenil; seu coração já via o futuro, que embora não passando pelo processo de José do Egito, teve sim Ipojucan uma bênção especial Divina que o tornaria o socorro bem presente a toda família, sem cenas de ciúmes, ou meias palavras, a gratidão a Ipojucan é algo de consenso absoluto, pelo grande coração que pulsa em seu peito.
Como de ter sido difícil para nosso querido velho, vê seus rebentos queridos voando do ninho… disse uma vez Ipojucan com os olhos lacrimejando igual aos meus, e aí então houve aquela reflexão dos momentos de tristeza que víamos em seus olhos, se sentar-se solto sobre o sofá e por uma das mãos sobre a testa, meio cobrindo os olhos… nosso pai estava pensativo, certamente querendo pedir para que ficássemos, mas o fim das férias chegava e tínhamos que retornar as atividades da vida, à família constituída e hoje a saudade de Raimundo e Laurina é tão grande, tão grande que tem dias que aperta… machuca … doi! até parece que eles desta vida partiram há poucos dias. A saudades de você e de Laurina não passa.. e hoje, 15/06 em nosso coração comemoramos o seu dia dona Lulu.
Obrigado Deus pela família que escolheu nos colocar, pelos pais que nos dera por amigos e pelo amor que nos enlaça..
Casal recém casados: Raimundo e Laurina

Com o encerramento das atividades da Codevasf em Correntina que muitos dos servidores foram transferidos para Colônia do Formoso, próximo a Santa Maria da Vitória, onde fomos morar em 1972, quando então se registrou as situações citadas acima, enfatizamos a hospitalidade dos santamarienses ao nos receber como moradores e não em para apresentação de mais um evento cultural.
Nossa casa era constantemente visitada por jovens e pessoas ligadas a cultura local, pois sabiam das qualidades do ilustre morador e sua família. Os santamarienses passaram a ter exclusividade nas ações do velho artista. O Teatro 2 de Julho retorna suas atividades, velho atores como Wilson Barros, Pedro Maniano Nélio Galhardo retornam aos palcos e novos atores surgem, Esmeraldo Queiroz, Antonio Augusto, João Nogueira e muitos outros jovens talentos revelados a cada peça teatral apresentada ao público.
Por mais que se fale de Raimundo Martins da Costa, o popular Iôzinho, ficaremos devendo, diante de sua genialidade, seu dom para organizar grandes eventos, de percepção em revelar talentos, no esporte e na cultura se revelava um alquimista.
Iôzinho foi um homem realizado em todas as suas crias, que de si, deram importante contribuição para a sociedade Correntinense e Santamariense.

Sua fama foi além do oeste baiano e Vale do São Francisco, apresentou-se em Brasília, Posse - GO e na capital Goiana, durante a excursão do Educandário São José, por volta de 1968/69. A mais aplaudida peça teatral, em todos os tempos, de maior elenco, foi a mega a adaptação do romance de Guimarães Rosa, A Escrava Isaura em 1970. Retratou a obra de Guimarães Rosa em quatro atos, antes mesmo que a Globo a incluísse em seu roteiro de novelas. Essa peça mobilizou os grandes diretores teatrais de Correntina, como os seus mestres Helvécio Rocha, Amélia de Araújo Santos, popular Florzinha, Ena Rocha, Ir. Zélia Magalhães Brandão. que se dividiam nas atividades preparatório, ensaiando atores em suas falas e sendo o “ponto oculto” atrás dos bastidores, que atentamente acompanhavam o desenrolar da peça, prontas para intervir a qualquer pequenos deslize dos atores em cena, como esquecer uma fala, ou perder uma “deixa” para fala seguinte. (Coisas de bastidores Também este presente no ultimo ensaio, Sr. Pedro Guerra, que deu o OK final, saudando um a um, os atores de peça; entre eles estavam Iôzinho Costa no papel principal (Sr. Leôncio) Oswaldo Barbosa - Vadú (Pai de Isaura) Raimundo Amaral (João servo fiel Leôncio) Clarice Santos, (Malvina esposa de Leônicio), Isaura) Flamarion Antônio, (o jardineiro Belquior) Mirian Araújo, (A escrava Isaura) Helenilde Guerra (Rosa) João Guerra (Alvaro noivo de Isaura) Claudionor Rocha (Coronel Sebastião Cunha/fazendeiro) e tantos outros.

Na arte das letras deixou uma pequenas porção poetica em todos os filhos além de outras qualidades individuais. Flamarion Antônio formou-se em Gestor em RH, com graduação e pós-graduação em administração de pessoas; também escritor com três livros publicados. Claridade - Conto mais um Ponto e Voo dos Poetas; No teatro, na música e como promoter de eventos, o caçula Weden di Sordi, aquele que mais herdou do talento do velho Pai na artes dramáticas e organização de eventos. O bio médico e maestro do Coral de Senhoras de Correntina; um dos criadores da série O Baile do Havaí, em mais de 10 eventos consecutivos, abrindo a temporada carnavalesca dos da década de 80; Javan Carlos a eloquência nos discursos, formado em Direito; Henrique Luis revelou-se o cantor violonista de canções românticas; engenheiro agrônomo com doutorado e diversos projetos com premiados, inclusive internacionais, na área de estudos ambientais de captação e preservação de mananciais hidricos; Ítalo Ipojucan não se dedicou muito as artes… um e outra poesia, mas entrou de sola na competência política e empresarial. Saiu fora da curva e se engajou com sucesso no mundo empresarial e político do estado do Pará, onde ocupou varias cargos importante, sendo politicamente reconhecido como uma força atuante, significativa a quem empresta o seu prestígio. Já se elegeu a cargo eletivo; elegeu deputado estadual e agora prepara-se para eleger a filha; por fim a estrela da casa, a deusa Diana que nas salas de aula se dedicou ser professora; ajudou a fundar e tornou-se diretora por vários anos, a Cooperativa de Ensino COOPEDUQUE um colégio conceituado criado a partir da união associativa de professores.
Com certeza a história de Correntina está escrita na mente de homens e mulheres que conheceram a genialidade deste artista correntinense, o alquimista que transformou tudo aquilo em que colocou as mãos. Como se não bastasse, IOZINHO fora um pai presente, bondoso, cujo coração facilmente se identificava, também, um coração de mãe.
ALBUM DE FAMILIA



