Paisagem do Morro do Estreito jun/2008
O DIA SEGUINTE
(Fabula do PÉ de GARRAFA!
Somente Valmir de Vessinho poderia com exatidão descrever a angustia Vera Coco, quando perseguido na mata pelo Pé de Garrafa; depois daquele tremendo susto muita coisa mudou na vida daquele levado maroto. A notícia do ocorrido havia se alastrado pela ruas da cidade e no meio da gurizada não falava noutra coisa, senão naquele episódio sinistro e um tanto cômico; ocorrido lá pras bandas da Luzia, no sítio de Pedro Ferreira. Só mesmo na Luzia pra acontecer fatos desta natureza: livisia, cobras monstros, bichos exóticos… também puderaa pois alí por perdo ficava o misterioso sítio arquiológico do velho ChiChico e suas estórias cheia de enigmas. Como Vera Côco achou por ir num lugar desse caçar passarim com um simples estinlingue? Alí sempre foi um lugar dos melhores cajús silvestre, os compridos, finos e doce dedo de moça, cascudos enormes e araça pra todos os lados, alí pertinha também estava a Tabatinga, sempre nos fins de anos, outubro, novembro, o povo da cidade iam pegar um barro liguente, para misturar com goma e água quente, formando variadas cores para pintar as casas. Varias cavernas no lugar, cheia de desenhsr rupestres; uns diziam que foram feitos por alienigenas, outros diziam que foram primitivos estereotipos sers humanos selvagens da era paleolitica; era mesmo uma região cheia de misterios e pouco visitada, senão pelos proprietários de terraas no lugar.
Ali se via de tudo, sem vê; pois a imaginação antecipava ao ruido de um galho seco quebrado; ao som de um canto arrepiante que não se sabia que bicho ou assombração estava a frente, ou atrás e na dúvida… cabelos arrepiados… pernas pra quê ti quero? Muitas vezes saí dalí suando frio, correndo sem olhar pra trás, mas juro, sentindo o bafo no pé do gangote. Até o silêncio era assustador eu só tinha paz até o momento em que Beto de Tezim, menino corajoso, acenava com a mão como se a dizer: - calma. Quando Beto de Tezim gritava corre era mesmo pra correr. até o vento falava, coisas imprescionantes ao dobrar o galhos das árvores e levantar o pó da terra fina e o som dos gravetos sendo pisados davam suera, significando que a livusia que fosse estava no pé-do-cangote.
Como Vera Coco foi parar num lugar desse? Era muita coragem ou Ele nada sabia do lugar.
Ali somente o velho ChiChico tinha o dominio dos espiritos do lutara, estava acostumado com todos esses mistériios, pois por nada deixava seu pequeno pedaço de chão. O nosso velho pelo “Pantaleão” contava histórias cabulosas do lugar. embora muitos soubessem que o velho era especialistas em contar mentiras, não por ser um mentiroso, mas por uma imaginação fertil em inventr casos que somente Ele era capaz. uas mentiras eram contadas com tanta convicção, que creio ser ele mesmo uma dos seus admiradores de suas in-verdades, Ali Ele dizia já ter visto de tudo em sua exotica propriedade onde criava um casal de unicornes e um Nego D´água viuvo que vivia tentando roupar a mulher que se atrevesse ir lavar roupa sozinha na beira do rio… era ir e não voltar. O velho dizia que já tinha devolvido uma duas mulheres a seus maridos, embora traumatizadas pela ousadia do Nego, em querer intimidade com elas . Pé-de-garrafa Xixico dizia que de quando em vez levava dois ou três para soltar nas cabeceiras dos rio no cerrado, para assim ter controle de especie.
Quando o rio ficava com suas águas barrentas e muitos reclamavam dizendo ser o excesso de chuvas no cerrado, ChiChico contradizia e dizia que eram os filhetes de baleias brincando .
Quem sabe se a besta fera que atacara Vera Coco não tinha escapado do viveiro do velho Xixico, já que tudo ocorrera nas mediações de sua propriedade!
- Afinal, o Pé- de-Garrafa comeu ou não comeu Vera Côco?
Esta era a grande gozação da meninada! Eu sei bem o que era passar pela atentação dos endiabrados meninos, afinal nós também eramos um deles, a questão era apenas de oportunidade e eu havia dado também um grande motivo para ser alvo de seus maldosos comentário, quando peguei CR$ 10.000 (dez mil cruzeiros) no armário do me pai, achando ser dinheiro dele… era pilhas e maços de altas notas que durante a semana seriam envelopadas, em valroes preciso, para pagamento dos servidores da Codevasf… Que fria! Não havia banco na cidade e meu Pai era responsável pelo pagamento dos funcionarios da Codevasf e para tal, buscava o dinheiro em Bom Jesus da Lapa, ficando como guarda do mesmo três ou quatro dias, até a data do pagamento. Neste intervalo em minha curiosidade apenas por curia, descobria que a chave da penteadeira de vidro da sala também abria o seu armazio de valiosos guardados e aí foi que me deparei com tanta grana… bem mais esta é outro história onde o mentor intelectual do assalto paterno foi de Pedrinho de Pedro Aleixo, o amigo mais próximo e juntos bolamos o plano que ele já fazia com sucesso em sua casa. Pegar dinheiro no bolso do Pai.
Só que o velho Pedro Aleixo tomava todas e meu pai não tomava nada! Resultado. Peguei os dez mil cruzeiros, dei três para Pedrinho, e queimei cinco mil entre sexta e segunda, pagando tudo para todos, sentando nos bares da cidade e pagando rodadas e mais rodadas de guaraná antartica, a melhor bebida do mundo, comprando bandeijas e tabuleiros de bolo, pão, cocada, doces... Este caso terminou numa bela surra com plateia e tudo, mas voltemos ao encontro de Vera Côco com o Pé-de-Garrafa!
Eu sabia o que era passar pelo que Vera Côco estava passando, pois daquele dia e por um bom tempo, eu virava bicho quando um menino apoiava o pelegar na palma da mão e girava, gritando meu nome: Toinho oh! oh! ... Outros faziam o mesmo gesto, apoiando o polegar na beira do bolso da calça ou da camisa e girava os mesmos quatro dedos, enfiando depois a mão inteira no bolso: - Toinho oh! oh! oh! Tudo aquilo era como se gritasse na minha mente: - Ladrão! ladrão! tanto que eu por vezes respondia impensadamente: - Pegar do Pai não é ladrão!
Hoje chamam tudo isso de "buling", coisas da modernidade de uma vida globalizada. Os meninos de Correntina e de toda cidade do interior do país, nos anos 60 e 70, viviam a procura de emoções, como fosse! ... Talvez o minha história e o causo de Vera Côco tenham sido os ultimos vividos.
. No caso expecífico de Vera Côco, para que não ficasse dúvidas quanto ao tipo de comida se referiam os fedelhos; o aceno que se seguia como pirraça era o que mais indignava Vera Côco: Com os braços curvados pra fente, em L e a altura da cintura, o maroto pirraçento levava e trazia os quadris como se o saculejo de um ato sexual!
Ao invés de ais e uis de prazer a cena era precedida de risos de deboches e por vezes com uma baixa frase: - O Pé-de-Garrava o comer o cú de Vera Côco? Era uma dúvida ou uma certeza! Isso era demais, muito demais para o macho menino que sentia na pele a raiva que passara também os loucos da cidade, quando atingidos em suas fragilidades.
- O Pé de Garrafa enrabou o côco de Vera côco! ih ! ih! ih!...
E Côco nada podia fazer, senão azular de raiva...! Pensa num moleque irado, com o sangue a subir-lhe pela cabeça!! Vera Côco espumava enquanto os fedelhos contavam como bem imaginavam ter ocorrido. Teve menino que foi até o local vê se encontrava indícios que comprovasse a tal aparição.
Este fato dizem ter ocorrido no roçado das Praxedas, com a tal assombração saindo de dentro de uma centenário pé-de-barriguda e para o seu interior levou Vera Côco. A testemunha ocular desse ocorrido foi Luiz de Queno quando no momento exato de Vera ser abduzido, acertom uma estinlinguada tendo por pelota uma bola de vidro, contra o pé do pé-de-garrafa, que teve de largar sua presaa para se defender, quando então Luiz e Vera deram no pé… .
Afinal nada foi como se contava que foi, toda questão estava na imaginação promovida pelo medo!! porém na manhã seguinte a meninada já estava assanha em torno do que se contava, cada um tinha sua versão para os fatos.
- O Pé de Garrafa comeu Vera Côco!
Na manhã seguinte àquele fatídico domingo, lá estavam eles, Vera Côco e seus algozes, hora jogando uma peladinha na grama da praça, no campinho frente ao casa de Bazu; ou jogando bola de gude nos fundos da igreja matriz, ao lado do hotel de Vivi e os bons nesta brincadeira de bola de gude era o grandalhão Lutucha o magricela Shuitte de Luizinho e Linguiça, esses eram como se profissionais e jogar com ele era querer ser depenados. A brincadeira perdia agraça e virava briga, quando alguém passava, dobrava os braços em L para frente e balançava os quadris e gritava…- Vera CÔco olhs o Pé-de-Garrafa oh! oh!
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Tudo ía bem nestes furtiveis encontros, desde que nada do acontecido entre Vera e o Pé-de-Garrafa viesse a tona… mesmo um olhar atravessado, seguido de um sorriso de canto e todo cenario mudava de cor... a harmonia de antes se transformava em bate-boca ou num atracamento dos moleques que rolavam pelo chão, aos gritos da torcida...
Os meninos da cidade não podiam saber de um pé de barriguda tombado na matat e pra corriam para pegar pedaços daquela grande arvore e nele escupir uma prancha para navegar por sobre as corredeiras dos Rio das Éguar… e ai morava o perigo… quem inventou que o tal pé-de-garrafa emrabou Vera Côco? Bem pelo que sei foi Valnir de Vessim, agora se foi realidade ou imaginação de escritor, vai saber Vera Coco, ois Ele é quem sabe se há verddade ou não nos fatos.
O certo é que depois deste conto de Valnir todo menino passou a se prevenir ao ir até um pé de barriguda caído, só !
Embora sabido que essas narritivas eram mais imaginárias que realidade, mas em se tratando do cuidar do toba, era preciso ter precausão, a meninada de machos e nada dessas frescuras desmoecadas e boquinha mole, dengosa… Isso era mesmo coisa de viado e homem que é homem, não arrisca o “forever”.
COMIA MUITOOO!
São tantas pequenas histórias "bullings ou pirraças" que hoje, as próprias vítimas, se confessam saudosa daquele tempo... das velhas lembranças dos meninos que fizeram morada eterna em nossas lembranças. "Comia muiiito!!" Quem se lembra dessa?
Era um sobrinho do velho Lormino, morador da Praça da Matriz, na antiga casa onde havia morado Miro Telegrafista, funcionário dos correios, Comia muitoo ficou com este nome adquirido em sua primeira refeição como interno do Educandário e ao sentar-se a mesa, a responsavel por servir as refeições passava servindo os pratos com o que se tinha para o almoço ou jantar e ao vê em seu prato feito, a minguara de comida, olhou para a responsavel em servir os pratoe e disparou a frase que eternizou…
Lá em casa eu comia muitooo aqui só essa moitinha?
O acontecido saiu do ambiente interno e ganhou o pátio do velho Educandário, onde aquele garoto teve seu nome esquecido e sempre que se referiam a Ele era simplesmente: - Comia Muito!
Com certeza o protocolo fora quebrado em risos incontroláveis, quando Zinzinho de Zé de Malvina, de nome Evangelista, passou por uma dessas experiências memoráveis.
GARFANDO BOLACHA DE SAL.
Outro episodio hilariante, com uma pitada de verdade e outro imaginária. Di\em que o fato ocorreu quando o time de futebol de Correnitna foi jogar em Santana dos Brejos, o responsavel pela excursão futebolisca em sua preleção ao chegar a cidade, frente ao hotem, fez algumas recomendações relacionadas a postura numa mesa de café, almoço ou jantar e entre as recomendações aconselhou a ninguém se servir pegando as coisas usando as mãos, mas uma colher, um garfo ou algo geralmente ao lado do prato para usar ao servir-se.
ZimZim de Zé de Malvina senta a mesa com todos os demais, e a sua frente um prato com bolachas cream cracker eo sol cracker ficou por pilheria o que azuava ZimZim.