Correntina Arte & Cultura
Casa da Cultura Iozinho Costa
Textos
UM DIA DE CHORO DE UM HOMEM QUALQUER
Teoney Araújo Guerra - 1985

Eu me acordei chorando:
Era sábado, quase manhã
e havia chuva molhando o telhado
era frio, sua falta me entristeceu.
A um canto da cama me recolhi, me encolhi
e a tristeza me abateu.

Veio o choro, veio a lágrima, eu reprimi
Por um momento abafei o meu desabafo
mas era grande aquele espaço
que ao meu lado havia.

Era sábado, vinha a manhã
quase encharcado era travesseiro.
Por dentro uma navalha cortava
um estilete furava, uma bomba explodia...
Eu me implodia em  visões alucinadas
cenas ainda bem claras...
o dia vinha...  a noite vinha...
Teoney Guerra
Enviado por Flamarion Costa em 28/11/2009
Alterado em 15/07/2013
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