

O Educandário São José sem dúvida foi o grande destaque na grande obra realizada pelo Pa. André. Foi e continua sendo o instrumento de formação de valores humanos, rapazes e moças ali ainda recebem a assistência educacional e religiosa exemplar. No Educandário se recebia rapazes e moças no sistema de , onde por regra, não perdiam um compromisso ou festividade promovida pela igreja, os internos da professora Julita tinham lugar cativo nos primeiros bancos da igreja e apesar da vida regrada em disciplina, quando nos encontramos com algum ex-interno, não ouvimos de nenhum, palavras de magoa ou ressentimento, mas agradecimentos pela dedicação e empenho dos inesquecíveis professores do velho Educandário São José.
Falar do trabalho realizado por Padre André, com o apoio das Irmãs Zélia e Neide, só mesmo um livro especifico, como em parte o fez nosso jornalista Hélverton, mas sem dúvida o pilar mestre da obra do Reverendo André foi consolidado na educação. Correntina tinha como colégio, único, o velho Duque de Caxias, onde a Professora Maria Rocha, Dona Zinha era a diretora e delegada escolar do município. No prédio modesto de duas salas, onde hoje funciona do Bradesco pela manha funcionava o 1o e 2o ano e a tarde o 3o e 4º e depois disso, os pais que tinham condições, mandavam seus filhos para outras cidades, entre elas destacava-se Barra e Carinhanha e os que não conseguiam vagas no Duque de Caxias, mas que seus país se importavam em dar educação aos filhos, iam pra escolas particulares improvisadas em residências e entre elas estava Professor Manoel Amâncio, que alfabetizou minha mãe, Professora Siana, na imediações do Cemitério, Professora Idalina, na Praça da Matriz, Professora Anísia, na Rua Dr. Guerra e lá também a Professo Ilzinha Guerra, que a preços simbólicos assumiam a tarefa de pelo menos alfabetizar meninos e meninas das gerações de 50 e 60.
ilos; construiu uma catedral, onde hoje repousa seus restos mortais, localizada no antigo local da serralheria, onde muitos jovens aprenderam o oficio de marceneiro, realizou encontros de missões e cruzadas, formou grupos sindicais para defesa dos direitos humanos e foi este um eficiente instrumento na defesa dos pequenos agricultores, na década de 80, quando os grandes latifundiários invadiam e os expulsavam de suas terras. Para isso o Reverendo, já com idade avançada, foi estudar direito, para melhor se estruturar na defesa de seu rebanho agrícola, fundou a primeira rádio comunitária do município, fundou o Centro de Formação de Lideres, fundou a escola agrícola, escola de formação de padeiros, escola de datilografia, cursos de profissionalização, grupo da Pastoral da Saúde, que realizam visitas nos domicílios, conhecendo e auxiliando nos problemas de saúde de crianças, moços e velhos .