Correntina Arte & Cultura
Casa da Cultura Iozinho Costa
Textos
DEPOIS QUE A TEMPESTADE PASSAR
Caiu a última gota de tolerância
mas uma e o coração transborda,
a mente aborda de mim o último suspiro de paz que me prendia a alma.

Não há mais como refazer o caminho de volta
estou solto na corrente de águas turvas
tentando salvar meus pensamentos
meus sonhos;
fragilizados estou em meio a tempestade
que quase leva de mim a vida e tudo que sonhe.

Percebi em meio a torrente
que tudo até ontem fora lampejos de breves sorrisos
ao final de uma enorme interrogação a me perguntar
em qual momento foi, que do caminho perdi a direção?

Há momentos que precisamos mesmo estar só
reagir
lutar e gritar refletir cada instante vivido
na tentativa de rever da vida
a essência do sorriso e da lágrima
é preciso as vezes estar a sós
para  tentar encontrar o caminho de volta.

Preciso agarrar a uma tábua, uma corda, um canoa ...
uma motivação que me leve a dar a volta por cima.
A mesma corrente turva que leva os sonhos
também levam os pesadêlos de dor.

Passado e presente se fundem como bolha de ár
quando nas águas turvas me afundo...
elas parecem levar-me a margem
naquele rio turvo a oxigenar minha mente...  
Depois que a tempestade passar
depois que as águas baixarem na rua
vou poder outra vez andar com os pés firmes no chão
e certamente refeito
vou refletir sobre as tempestades do corpo e da alma
onde agora me afogo
e conhecer qual lição a vida me fez concluir...  

Depois que a tempestade passar, espero ter tempo para mudar!
Flamarion Costa
Enviado por Flamarion Costa em 15/03/2010
Alterado em 05/03/2013
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