Correntina Arte & Cultura
Casa da Cultura Iozinho Costa
Textos
UM MINUTO COM DEUS
Oh Deus onde estás
que de tão longe teu olhar não me vês?

Como o poeta triste
lanço ao céus também meu grito
no anseio de que me ouça o pranto
a corra o infinito em busca de mim !

Não existe nada mais triste
que morrer antes do fim !
A esperança passa
a felicidade passa
o sorriso passa
tudo deixa um rastro de pranto
passa sem que veja a vida
que passa despercebida
enquanto me apego lembranças
da vida que também passou!

A luta parece vã
quando se perde a capacidade de sonhar
de que vale olhar o jardim que lá fora cultivo
se não me alegro com o colorido das flores...
neste instante vejo da sacada
que alguém diante delas...
pára... olhar... admira!
agacha e leva uma muda de esperança
acendendo em mim um breve suspiro de fé!
...
Elevo outra vez os olhos aos céus...
o jardim... minha casa, minha vida!!!
por vezes me acho nas horas infindas
a lidar com aquele jardim...

Velo nele o sorriso inocente de minha filha
meu filho meu neto,
minha esposa, minha amiga...
Pedaços de mim que não se desprendem
suas  raízes me sustentam o tronco...

Enquanto isso os dias passam
deixando tristezas pelo caminho
de  outro dia que ainda nem começou!
já nem sei se prefiro o riso ou o pranto
se não há quem perceba no meu olhar
a minha dor!

Oh Deus,
tira-me da areia movediça que me traga
e traga-me de volta a vida!!!
Vivo um faz de conta que é vida
emoções são mortas
sonhos apagados
e eu pareço morto antes do fim.

Eu quero um colo
onde chorar minhas mágoas
Eu quero encontrar razão que justifique
sonhar
sorrir
gozar a vida como antes fui
sem antecipar meu fim.

Só Deus sabe
a razão de meu pranto
onde estás oh Deus, em que mundo
em que céus !

... e no silêncio vazio ecoou de dentro de mim
uma voz a dizer assim:
- Olhe num cantinho onde você não me procurou
Estou aqui, no teu coração, a ti escutar.

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A vida me reservou provações sem fim, amo tanto minha filhinha, (especial 27a) e além da luta e dedicação diária para com ela, ainda trago no  cálice da vida o gosto amargo do excesso glicêmico, que tolhe a vida.
Flamarion Costa
Enviado por Flamarion Costa em 16/02/2011
Alterado em 09/07/2026
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