Correntina Arte & Cultura
Casa da Cultura Iozinho Costa
Textos

Minha Cunhada Minha amiga
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São milhares de fotos que tenho catalogadas em diversas categorias como por famílias; por eventos; por temas… quando de repente deparou-me com as ultimas fotos que tirei da minha unhaa Sonia Marly, quando estava estava internada no Hospital das Forças Armadas… MEU DEUS! que tristeza danada tomou meu coração! As fotos… as lembranças…

Meu Jesus Querido, ninguém merecia morrer assim!.. aos pouquinhos de cada vez; agente poderia dormir para vida e acordar na eternidade, pelo mérito em sermos filhos de Deus.  Foi difícil tirar aquelas fotos, mas você pediu.- Cadê a máquina? - Tá no carro? - Vai pegar, registre meus últimos momentos com vocês…. Era um ultimo pedido de alguém que sabíamos que realmente vivia seus últimos momentos… Recusei-me vê-la depois daquele dia Recusei vê-la depois daquele dia, para não guardar na memória sua lembrança sofrida e desfigurada; de todas as minhas cunhadas você foi a mais próxima. Vivemos a essência da alegria e da tristeza, juntos dividimos o peso de nossa cruz e juntos, também,  trilhamos em busca do mesmo Salvador.

Você deixou um pedacinho de você em nosso coração… tivemos momentos desagradáveis sim! toda familia vive, mas quando precisei você estava sempre disponível, para que eu e a Jane tivéssemos alguns momentos a dois e até viajávamos, deixando contigo a nossa eterna menina Jessika, que a você entregávamos como 2a. mãe… ninguém conseguiu até hoje, conquistar esta confiança da Jane em cuidar de nossa anjo especial. Você conquistou

Em nós ficam os fragmentos de um vaso raro quebrada, pedaços indestrutíveis de lembranças... saudade infinita! 

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Que morramos para vida, afinal sabemos que nesta matéria carnal, somos passageiros, porem  cremos na eternidade com Cristo; cremos numa vida além do infinito e enquanto não voamos como um pássaro rumo e este lugar, agente vai levando este barco, por mares dantes nunca navegados, sob tempestades e raros instantes de bonança... O objetivo é alcançarmos o porto seguro, como ponto de equilíbrio para refazer nossas forças...

Quantas vezes estendemos as mãos um ao outro pedindo socorro, mas não somos compreendidos pelo próximo. alguns até nos  empurram pra sair da frente, pois querem passar e nos tem como obstáculos; outros até nos dá a  mão, mas condiciona critérios... mas Deus sempre manda um anjo em meio a tempestade e eles fazem reluzir suas vestem de anjos,  e nesse instantes são como seres celestes, que nos livram do peso de nossos pecados, orgulhos, vaidades  e ações uqe nos materializam e nos faz sentir também anjos, para outras vidas.

 

Quantas vezes fugimos para não viver a vida do outro! é difícil e chorar uma dor que não é nossa, mas nós vivemos esta dor por muitas vezes. por muitas vezes compartilhamos lágrimas e sorrisos; por muitas vezes nos desentendemos e dissemos: -Nunca mais!… a raiva passava, as necessidades surgiam e aí percebíamos a importância de cada um, naquilo com com ele poderíamos contar e no instante seguinte nem era preciso gritar por socorro, pois o silencio do outro era coo um pedido de ajuda, que só era capaz de entender, quem sentia nossa ausência e isso nos fez ser íntimos e superar nossas falhas, pois o outro precisava de um abraço, uma ajuda, um favor. uma mão segura. 


Quantas pessoas passam por nossas vidas, tantas recebem de nós tudo que ofertamos e se vão, sem olhar prá trás; um gesto de carinho, um gesto de gratidão… Nossa se fosse levar isso a sério não fazia nada mais por culpa das ingratidões.

Sabemos que na vida cometemos erros, por vezes somos injustos, falhos em momentos que deveríamos acertar, erramos, em momentos que deveríamos estar presente, viramos as costas e nos omitimos. Quando porém assumimos a postura de servos, discípulos de Cristo, entendemos o que seja nos humilharmos em atos e palavras numa sensibilidade tanta, que faz o amago doce.

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Não podemos reunir em nome das famílias, fazer seminários, pregações com as famílias dos outros, enquanto queremos distancia de nossa família, em razão dos problemas que elas nos trazem… podemos ajudar sem comprometer relacionamentos, sem envolver emocionalmente, pois perdoar é dar outra e outro e outra oportunidade a quem perdeu todo direito de acessar nosso coração.

Amar e perdoar o próximo, é toda a essência do desejo de Cristo e esta é a nossa grande provação, por toda a nossa existência. A grandeza do perdão é o passa porte que nos dá acesso a eternidade e essas foram qualidades inegável a você, querida cunhada e em razão disso, o Senhor Jesus dos seus pecados e dos nossos pecados, não se lembra mais; eu porém vou continuar, por quanto tempo não sei, lutando cada dia para matar os anseios da carne, lutando contra a índole humana; suplicando a misericórdia do Senhor para não me desviar do caminho a ponto de não querer o outro por perto.

Saudade já sentia desde o momento em que você se prostrou no leito daquele hospital; sofremos juntos, oramos juntos, choramos juntos, até que rogamos a Deus que Sua vontade fosse manifesta, e você parasse de sofrer como tanto sofria. A morte foi um descanso pode até ser, mas de certos ente queridos não queremos tal descanso pois sua ausência é uma dor que só a morte cura, nos levando a um novo começo. Que bom! você começou de novo.

Sentimos muita saudade,  nos lembramos de você quando ouvimos suas canções prediletas, quando nos lembramos de seus sonhos e planos mirabolantes... mas quando nos lembramos daqueles meses de sofrimento, nos sentíamos aliviados sim de não vê-la sofrendo tanto!. 

Agora é nossa alma quem chora em meio a saudade e as recordações; gritam no fundo do coração, querendo vê-la por um instante, querendo compartilhar alegrias e detalhes que são a sua cara... Queremos ter um momento a dois, Eu e Jane, mas não tem ninguém… ninguém que se dispõe como você se dispôs; anos e anos convivemos e adquiramos experiencias de saber do outro os defeitos que deveríamos evitar, estávamos a caminho da maturidade

Saudade sim, de suas histórias e sonhos extravagantes, você sonhava grande em tudo, a ponto de margear as linhas paralelas da utopia e do surrealismo... mas era você em sua forma de afugentar as dificuldades do dia a dia… ah@ que saudade de ouvir sua voz ungida louvando a Deus, que agora lhe tem por privilegio absoluto.

Saudade é sempre quando o coração trás da mente,  a vontade de rever alguém que nos foi querida pelos momentos  gratos e ingratos, harmonia e de quando em vez uns sopapos que nos acordava para

Querida cunhada,  você deixou tudo que foi para continuar sendo o que eternamente será em nós. Você  se despiu de si mesma para ser plena em  nós e naqueles que do seu ventre concebeu à existência.

Até o BILLY nos deixou, e foi melhor assim, pois como suportar vê o cãozinho feio e tão dócil, querido, sem nos lembrar de você? e como Ele suportaria sua ausência. 

 

O que nos conforta é sabermos que onde você está, tem milhões de anjos sentados, tocando harpa e liras douradas e que você juntou-se a eles com sua voz ungida de ternura, louvando a Deus. Você certamente há de respirar um ar com cheiro de rosas dos campos perfumados, que só os anjos têm o privilegio, ao passear pelo jardim do éden.

Descanse em paz maezinha, como seus filhos ainda a chamam, descanse em paz Cunhada, irmã Sônia, amiga... 

Ah! se você pudesse ter visto quanto amor se revelou em torno do seu corpo naquela despedida!!! Pela primeira vez eu toquei sax em publico, só para homenageá-la..

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Ninguém a substituirá, ninguém; você será sempre a rainha no reino encantado que você criou, com oito filhos, 11 netos,   2 bis-netos e uma família que se orgulha do nome, que se arranham se engalfinham mas não se deixam

 

Flamarion Costa
Enviado por Flamarion Costa em 30/05/2012
Alterado em 09/07/2026
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