POEMA do ADEUS
Flamarion Costa
Quando será Eu não sei
mas sei que um dia Ela virá.
Não tenho razão pra me esconder mas sinto ela que por perto…
Um dia agente morre, bem sei
Não vivo encabulado,
esperando a hora o dia
enquanto isso vivo!
Nao sendo indiferente a realidade, Ela virá!
os sinais são evidentes
Ela virá!
Que venha então no silêncio da noite
quando todos estiverem dormindo
seja silenciosa como a noite,
venha na ponta dos pés!
sem alaridos ou vexames...
entre sem bater a porta
que está sempre encostada
e fale baixinho
pra não acordar ninguém
É uma questão pessoal!
- Ei... ei... Toinho! ... cheguei!
E de manhã para surpresa de todos
Ao chamarem pra acordar
Ah não ví sofrimento
nem fiz sofer ninguém
Só um corpo estendido na cama
e um Espirito voando
rumo ao infinito…
de Volta a casa do Pai.
- Agora ou na hora que quiser vir
pode chegar !
que chegue sem prantos, sem dor pronto estou!.
A matéria é que ainda reluta,
sem querer desapegar das miudezas da vida
a coisa aqui tá violenta demais!
Não há como se ter paz!
Se tudo que foi pra ser, já foi!
O que estou esperando acontecer?
Não tenho mais vaidades
para inflar o ego,
nem o vigor e a força antes!
Estou tão cansado, extenuado...
a idade pesa nos passos lentos
e nos ombros o fardo que parecia leva
pesou …73 eras!... cara!?!
Dor ou privilégio.!
Agora sou apenas um homem velho, senil
que se dá por satisfeito pela vida que viveu.
Sobre tudo, grato a Deus por ainda viver.
Tudo que foi, teve que de ser como foi...
“se chorei ou se sofri
o importante é que emoções eu vivi!”
Na toada que a vida leva
o céu é o limite a si chegar
Aqui na terra a gang da toga
virou uma piara, vara de porcos na lama
Tá uma loucura... a fissura da lei.
O que será amanhã
com tantas narrativas, lideológicas
que desvirtuam e envergonham
os homens de bem?
Os homens perderam o temor a Deus
enquanto EU
morro convicto da fonte da vida
morro conservador,
crente em Cristo Jesus!
Se possível for, oh! Deus,
deixe-me morrer dormindo,
sonhando que estou acordado
E quando me acordarem pra vê,
Serei um morto Vivo
a caminho da eternidade!
A vida aqui tornou-se tão banal...
Vende-se o corpo e a alma por ninharia…
A honra e o moral foi-se as favas
e ali na esquina mais um feminicídio...—
um suicídio... outro assalto...
um celular roubado e seu dono morto
tudo por uma cervejinha gelada...
Neste mundo
não há mais nenhum lugar seguro,
não tem mais fechadura
que detenha o vil tentador
Uma gang togada assombra o pais
coagem pelo medo,
O mundo acabou
e não foi por falta de aviso,
nem tempo tive de tomar o meu café
o alarme falhou!
o botão do pânico “emperrou”?
O porvir que não veio...
e o tempo que passou...
Eu até pressentia e desconfiava
estava em meu coração
meu riso entristecia ...
Mas eu insistia seguir
acreditando na palavra
Por tudo que prometeu o meu Salvador .
- Eu sou a ressurreição e a vida
aquele que crê em mim,
ainda que morra, viverá
Jo.11:25
O “Brazil morreu... também a bela Zil”
Só Deus salva esta nação
da força do sistema
Que as ignóbeis criaturas
são incapaz de vê!
- Por favor meu Pai
que eu sonhe estar dormindo
e quando me chamarem pra acordar
Já serie um morto VIVO,
em Sua eterna morada.
