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FAMÍLIA ARANTES COSTA

                            Raul & Isaura

 

          Este é um importante capítulo de nossa história; um período em que se registrou a maior obra já realizada no município, até então não houve outra. Eram os anos 50, O idealismo e a visão futurista de um jovem médico ao se  tornar prefeito inicia o processo que colocou Correntina como uma das primeiras cidades do oeste baiano a ter luz elétrica produzida pela força das águas do seu belo Rio das Éguas. O município, até então era  iluminado com lampiões ou candeeiros a querosene, nas ruas e residencias, uma iluminação muito lprecária para residencias, imaginem para logradouros o mais comum ,nas residências, era iluminação a vela de cera, feita na região, baixo custo ou velas de parafinas, industrializadas, o que  gerava um custo mais elevado, nem todas as familias podiam arcar, fosse  velas industrializadas e o querosene.que vinha de fora em latas de 18lt.

 

        Dr. Lauro vendo o potencial energetico da região, vislumbrou a possibilidade de construir uma usina hidrica para geração de energia, porém, antes de se dar a empreitada buscou apoio, através de João Diamantino, quando a seu pedido o mesmo escreveu e publicou um artigo no jornal de Juazeiro; importante veiculo de comunicação à epoca, sendo a cidade baiana mais proxima da capital, há 513km. O artigo era endereçado ao então Governador da Bahia Landulfo Alves. João Diamantino abordava no mesmo o potencial energético da região e suas pretensões em executar um projeto piloto para construção de uma usina hídrica no município; ao mesmo tempo e no mesmo artigo, convidava os prefeitos de Santa Maria da Vitória e Santana como parceiros no projeto e posterior compartilhamento no produto gerado entre si.

 

         Dada as dificuldades de comunicação .Dr. Lauro Joaquim não ficou esperando por resposta  e enquanto esperava, pos as mãos na obra’ por sua conta, custos e riscos.
 

            Contratou profissionais qualificados para elaboração do projeto, como avaliar topografia da região propicia, realizar estudos topograficos, custos para execução do projeto, para isso buscou no Rio de Janeiro o engenheiro Andrei Francois, que coordenou a elaboração do projeto bem como o seu início. O Engo Andrei contraiu matrimonio com Mariinha Rocha, irmã do lendário Claudionor Rocha, Canô e por aqui se estabeleceu até que em um acidente de avião, em suas idas e vindas entre Correntina e os grandes centro, , veio a falecer.  

 

                 Providências tomadas  a obra é iniciada e logo  Dr Lauro  obtém  apoio do Governo Federal a A parceria  desejada,  não obtendo resposata dos prefeitos convidados.  O projeto da Usina Piloto estava traçado, com o Engo ou sem o Engo Andrei a obra foi adiante até sua conclusão, sendo hinaugurada pelo sucessor de Dr. Lauro Joaquim, uma vez que o mesmo tenha renunciado ao cargo para concorrer a re-eleição, exigencias do cologio eleitoral à época.  Manoel Vieira assume a prefeitura e promove a hinauguraçao da Usina Piloto, que no meu entendimento, deveria ter sido chamada de Usina Piloto Dr Lauro Joaquim de Araujo.

 

               Neste meio tempo, outro projeto já estava em plenos estudos para sua realização, que era a construção de uma usina hidrica de maior porte, sob responsabilidade total do Governo Federal que  visando abranger a região com o fornecimento de energia, conclui a Usina Piloto (veja História de Correntina pág. 214 - Helverton Baiano) e inicia a preparação do conteiro de obras para construçao de uma barragem e o canal condutor de água até o prédio das turbinas da grande usina. Hinaugurada em 1964  com o nome de Usina Hidroeletrica Presidente João Goulart. (UHJG) que  fora deposto do cargo naquele mesmo ano,  numa intervenção militar que naquele momento combatia o movimento crescente do comunismo no Pais; intento hoje alcançado pela esqueça sobrevivente, que aprendendo a lição, hoje aniquila o inimigo sem lhe dar a chence que este lhe dera, quando foram anistiados.  (A história se repetiu e desta eles venceram: - Forças Armadas desativadas, o Pais a merce da sorte;  instituições aparelhadas,  universidades federais  hoje são como  campos de concentrações mentais que doutrinam e impõe suas ideologias macabras; o Pais vivendo de narrativas repetidas até que se tornam em verdades convenientes. Tudo em nome da democracia ditada pela quadrilha de toga, executora do novo projeto democratico do pais).  

 

             As atividades da Usina Piloto inicia-se por volta do ano de 1952/53, a euforia toma  a população que enfim conhece a força das águas, através da energia elétrica que iluminava  as ruas e casa; entretanto o projeto da grande hidroelétrica inibe essa euroria, ao desviar parte desta energia gerada para  o maquinário e obras no canteiro da grande hidroeletrica em construção. Ass obras da grande usina com previsão para duas turbinas e geração de até 8 megawatts tinha capacidade para abastecer as principais cidades do oeste baqiano e assim aconteceu, quando a UHJG foi interligada a usina hidroeletrica de Paulo Afonso. 

 

                 Enfim, ruas e casas iluminadas, privilegio exclusivo de Correntina. Embora a UHJG nos tirasse o fornecimento contínuo, a noite casas e ruas eram iluminadas, porém durante o dia se estabeleceu horarios especiíficos, pois a prioridade eram as obras da grande usina, em execçao.

 

          Não é necessário falar dos beneficios advindos da chegada da energia, está aí, até os dias de hoje, a importancia da energia no mundo moderno.... basta um instante sem energia para que a população sinta quao grande é sua importancia.  Com a nergia a população começou a sentir os efeitos do progresso, com a tímida chegada dos rádios, enceradeiras,  ferro de passar etc, máquina de costura as famílias de maior poder aquisitivos.
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  Piloto  - Engo Andrei e Dr. Lauro - visita a cachoeira, local onde se construir a Usina Piloto.  

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               O que nos inspirou escrever este artigo foi a passagem da familia Arantes Costa por Correinta, algo para mim, inovador, diferenciado e o movimento da emigração de muitas família para nossa cidade,  quando trabalhadores tecnicos e diversos, para cá vieram transferidos ou em busca de emprego e realizaram a maior obra já realizada no municipio:-  Uma barragem e duas usinas hidroeletricas. Aqui  formaram familiar e passaram a fazer parte de nossa história, nos dando por herança sua maior riqueza;  os filhos aqui gerados. Dentre tantas lembramos com carinho Seo  Aristides Alves de Almeida; (Bilisco) Seo Nascimento, Zé Gambiarra, Zé do Veio, Zé Cascavel, Seo Avelino Campos, Alcênio Longinho, Gumtemberg, Humberto Vilas Boas, Lauro, o dentista Leo, e em 1963 chega a família Arantes Costa.

 

        A família Arantes chega em Correntina tendo como patriarca Raul Arantes Costa na função de diretor, coordenador das atividades de conclusão das obras da Usina Presidente Goular;  responsável pelos testes de operacionalidade e ampliação da rede elétrica no municipio e linhas de de transmissão de alta voltagem para os municípios vizinhos ao mesmo tempo em que realizava o desmonte das estrutura temporárias para as obras realizadas. Ou seja o canteiro de obras, os grandes barrações de madeiras, onde funcionava as oficinas e a presenvação das casas funcionais do grande canteiros de obras. K

                                                                     (Família Arantes Costa )

               Lady Isaura Arantes Costa e seus 16 filhos, sendo 5 homens: João, Ronaldo, Romulo,     Marcos e Luciano

e 11; mulheres: Ma. Augusta, Glaucia, Edna, Elizabeth, Ormezinda, Norma, Lúcia, Ângela, Monica, Conceição e Socorro. 

 

                 Não sei precisar o ano 63 ou 64, sei que Dr. Raul e Lady Isaura, visando aproximar-se da cúpula social da cidade realizaram uma memorável festa de confraternização de fim de ano, que entrara para o calendário da cidade. A festa de fim de ano na casa dos Arantes Costa, localizada em um local privilegiado  e privativo, o chamado Bairro da Barragem, sob  responsabilidade da Codevasf,  - Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e coordenado por Dr. Raul Arantes Costa;  aquela  festa marcou época, marcou gerações.  

 

               A grande família passou a ser um forte referencial na cidade, não só pelas características finas e os belos semblantes femininos e masculinos; também pelos modos educados com que tratavam a todos, gentileza radiante a flor da pele e no olhar a expressão viva da sinceridade, junta-se a isso aquele sotaque “pernambuquez” parecia ser coisa das "europas"; era muito requinte para quem não estava acostumados com algo surreal. Um sotaque  musical, (esta é a minha visao da época). 

 

               A cidade tinha sua rotina habitual e qualquer coisa fora do seu padrão chamava atenção, até que se tornasse habitual e assim foram os dias, em poucos anos vividos pela família Arantes Costa em Correntina. Um família diferenciada não só por ser tão numerosa, pois tínhamos também familiar numerosa na cidade filhos do mesmo casal, como os Neves (Temistocles)  Araújo, (Major Felix) os  Guerra, (Pedro) porém os Arantes se destacavam pela meiguice comum a todos eles; a educação de berço chamavam atenção. Foi algo diferenciado, pois não se via em nenhum deles qualquer gestos de descriminação ou preconceito. Uma  família de posição social considerada rica, que não se esnovavam da posição social privilegiada.  

 

               A família trouxeram consigo “malas e cuias” e junto com a prole veio uma figura inusitada cuja responsabilidade era cuidar dos jardins das duas casas adaptadas para abrigar a famílias; cuidar dos jardins, da faixina da casa e dos carros. lembramos a figura emblematica de Zé da Vaca. Talvez tenha chegado sendo simplesmente Zé, ou Seo José como a família o chamava, mas aqui lhe foi dado o nome de Zé da Vaca, pela responsabilidade de cuidar da manada holandesa de tres cabeças de gado, a saber uma vaca, um bezerro e um pequeno touro, já correntinense. Seo José, simplesmente Zé da Vaca,  cuidava de tudo que referisse a jardinamem,  limpesa do quintal, cuidados com uma pequena horordenha da vaca holandesa, assegurando o leite fresquinha da turma.  

 

               Seo  José era figura calma de voz mansa, sorriso expressivo calejado pelo tempo, de origem humilde, semblante de paz. Tinha uma leve deficiência nos membros inferiores o que o fazia andar um tanto côxo, cambaleante, sem que isso lhe impedisse nas tarefas sob sua responsabilidade

 

               Ouvir musica na casa de Dr. Raul era algo surreal... a aparelhagem de som era HI FI com qualidade estéreo impecável; única na cidade acostumada ao ruído das velhas radiolas  a valvulas que aqueciam se ligadas por muito tempo. Com a familia chega uma nova geração de som, rádios; não mais radiolas, isso era coisa de pobre, mas sim amplificadores modulados, sistemas equalizadores, som Hi FI; caixas acusticas sofisticadas com diversos tipos de alto-falantes pare melhor equalizar o som ouvido..., Três, quatro ou mesmo cinco elemetos interligados em um só sistema de som... Era o top!  Não só a qualidade do som, mas o fino gosto musical das grandes orquestras Franck Pourcel, Paul Moriarty Billy Vought, Os Velhinhos Transviados  e os grandes  clássicos da MPB, faziam a diferença, quando ouvidos naquela aparelhagem de última geração. 

 

                  A aparelhagem experimental, do projeto, foi vendida a Jesulino Lopes da farmácia Sem Rival e o experimento rodou a cidade de casa em casa, promovendo bailes caseiros improvidos; era só “sextar” que alguém saiam a rua) de boca em boca anunciando ao pé do ouvido, onde seria o encontro dos jovens casais em seus bailes caseiros repentinos.

 

               Todo complexo da Barragem tinha um competente controle de acesso, sendo obrigatória a autorização para passar do portão de acesso, ou ser acompanhamento de um segurança em caso de visita turística a cachoeira ou ao complexo do canal condutor de água, da barragem até a usina era um bom pedaço a se caminhar para conhecer o grande canteiro de obras, incluindo a área da Usina Piloto e a bela cachoeira (extinta) até os andares subterraneos do predio onde ficava as  turbinas geradoras de energia Os únicos que não sendo funcionários da Codevasf que atravessar o complexo da barragem era os moradores do Cerco, povoado do outro lado da usina, onde uma pinguela lhes davam acesso ao povoado, até que no governo de Teófilo Guerra, quando uma tragédia nos levou a descobrir 7 ilhas. O Felix Filho, popular Filinho, filho de Major Felix Joaquim de Araújo havia desaparecido e a ultima vez que fora visto foi no ranchao, proximo sua residencia. Resolveram procura-lo pela beira do rio e foram encontrar o seu corpo enganchado nos arbutos nas 7 ilhas.  O local é de uma belea natural encantado e foi um, depois outros, deois familias buscavam o local para fazer seus pequenique e o Prefeito Teófilo, seguido de outros, investiram no local, sendo hoje um forte ponto turistico da cidade.

 

              Entre 1973/75 inicia-se o processo de transição das responsabilidades sobre a usina, testada e já interligada a Usina de Paulo Afonso; período esse em que alguns trabalhadores fizeram acordo trabalhista; outros foram absolvidos pela Coelba, que também realizou concurso local para contratação de servidores; enquanto outra parte do funcionalismo optava pela transferência para a unidade mais próxima de Correntina, que ficava em Colônia do Formoso, município de São Felix do Coribe, cidade localizado do outro lado do Rio Corrente, frente a frente de Santa Maria da Vitória. Colônia do Formoso era uma unidade agrícola da codevasf e para lá foi remanejado os servidores que optaram permanecer na Codevasf/; esses estabeleceram domicilio em Sta Ma da Vitória, há 20 km da Colônia do Formoso, pois o local não tinha estrutura adequadas para acolher as familias

 

       
          Entre servidores transferidos e/ou recontratados pela Coelba, da Codevasf, estavam as famílias de Iôzinho Costa, meu pai; Seo Joaquim Santana, Pai de Jandira e Lourdinha; Renato e Nélito Galhardo, Seo Belisco, João Bode, Seo Nascimento e por ai foi...

 

            O complexo da Usina Goulart passa para a responsabilidade da Coelba Companhia Elétrica da Bahia, (1972/73) que assume velhos e experientes servidores da Codevasf, entre eles Zé do Vei, Vadú, Ferreirinha, Seo Bilisco, Oswaldo Barbosa, Vadú e novamente assistimos o mover do tabuleiro familiar com a partida de uns e a chegada de outros.

 

         Dr. Raul e Família de Bom Jesus da Lapa vê seus passarinhos baterem asas inicialmente para Bom Jesus da Lapa, de onde aos poucos a família foi se discipando, cada um no seu voo próprio, ficando em Correntina apenas Markito, ou Marcos Arantes, já casado com a Profa Malba que tornou-se senhora Arantes; outros foram casando e buscando seu ninho próprio na cidade romeira do Bom Jesus, outros foram para o Rio de Janeiro, Brasíia ... não tenho noticias se algum retornara às suas origens no Pernambuco, tenho saudade da familia Arantes...

 

            O grande legado da família Arantes em Correntina se registrou também em um difícil  momento político no município;  quando alguns cidadãos da oposição (MDB depois PMDB) sofreram perseguições políticas por parte da (ARENA), partido onde se acomodou os militares, após a intervenção militar de 64, logo a Arena era um partido da situaçao. Não se pode dizer de direita ou esquerda, pois no meio estam os militares que naquela época defenciam de fato e de direito a nossa nação desta praga que hoje nos assola. O interessante é que a esquerda hoje está acomodada dentro do que seria a Arena de ontem.

 

               Os cidadãos atuantes na politica pelo PMDB foram perseguidos e neste período que conhecemos um  carrasco militar na pate tente de Sargento,  seria o Sargente  Cabral, muito temido por seus métodos violentos de abordagem o que levou muitos de nossos cidadões a refugiar-se na roça para não serem presos. Os que não tinham para onde correr, buscaram em Pa. André e Dr. Raul o apoio em um esconderijo na Casa Paroquial, Educandário e no canteiro de obras da Barragem ou da Codevasf, área Federal sob responsabilidade do Dr Raul. Sendo o local um território sob legislação federal, a policia comum não tinha poderes para adentras, caso nao tivesse um mandato com ordem judicial suprema autoriando  o acesso policial.  Com isso esses cidadãos estavam seguro e guardados da violencia policial, políica, que caiu por um periodo sob nossa sociedade .

 

               A história dos homens é uma repetitiva sucessão de fatos que se repetem sempre, por vezes muda o cenário e os atores  mas a história continua a mesma, com os mesmo erros cometidos se repetindo

em razão da curta memoria do homem

 tudo se repete, em situações cada vez pior. Tá aí a realidade de hoje.

AVERMELHOU... TÁ TUDO DOMINADO  DERRAMOU-SE SANGUE INOCENTE!.

 

               A Família Arantes Costa foi um grande orgulho para nós correntinenses, um aprendizado cuja gratidão se expressa nas lembranças daqueles que tiveram o prazer de conhecer e conviver com essa nobre família, que em um determinado momento fizeram parte de nossas vidas.

 

O coração sabe a dimensão desta gratidão!

GALERIA ARANTES COSTA 

* Familia, precisamos de foto para melhor ilustrar o texto.

 

 

 

 

 

 

Flamarion Costa
Enviado por Flamarion Costa em 22/02/2026
Alterado em 25/07/2026
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