Correntina Arte & Cultura
Casa da Cultura Iozinho Costa
Textos

ALOÍSIO ROCHA FRANÇA

Palavras  do  poeta amigo ALOROF

Recanto das Letras

 

“Como é difícil falar de mim mesmo; só sei que eu sei, que não sei muito de mim; nem a esmo. “

Adoro artes em geral! Música  e literatura são minhas preferências. Graças à Dona Cicí minha primeira professora, hoje posso sei le e escrever “corridamente” ou seja, correndo - pois o tempo que disponho é muito pouco para ler e escrever tudo que quero, parado numa esquina  da vida, vendo que o trmpo e’ que passa por mim.  Aprendo a cada instante que a vida é movimento! 


Ainda no primário passei a ler e escrever de traz para frente (basicamente palavrões) junto com colegas e amigos de infância. Henlacos e Jobacassan, também vulgo Periquito de Mariana.  Hoje de tanta pratica falamos de forma normal, sem embaraços; ,falando, lendo e escrevendo qualquer assunto. Henlacos até canta canções populares falando as palavras de trás pra frente…

 

Aos 10 anos passei a fazer cartas enigmáticas. Aos 11 anos já escrevia alguns versos; fiz minha primeira canção; paródias musicais; adorava escrever fazer jornalzinho manuscritos que circulava entre amigos, com o sugestivo título “Espalhe”!

 

Daí em diante não parei mais escrevendo textos, poemas, letras de músicas, contos, jornais, tudo que vem à mente; sempre utilizando papeis disponíveis na hora, mesmo os já usados. Depois de "vazar" para os parentes e amigos (e deixando a timidez de lado) agora passei a publicar os meus escritos no Recanto das Letras, em doses homeopáticas. Escrevo sobre tudo, buscando sempre valorizar o amor pois, entendo que sem ele nada se constrói.
 

Adoro a boa educação, o respeito ao próximo, as diversidades, a justiça, a fé e tudo que enaltece o ser humano. Para mim "gente é pra brilhar e não pra morrer de fome", como bem cantou Caetano. Cultivo muito o bom humor; gosto de ser singelo; curto muito a família; sou apaixonado pelo jornalismo; adoro a minha terra natal, com todas as paixões que ela me deu.

 

Dizem que eu nasci num certo dia dez do mês de maio talvez lindo como dizem por aí... e foi no ano de 1954 em Correntina-BA.

Alorof

 

ALOROF  VIROU NOME DE UMA ESTRELA CHAMADA SAUDADE!

 

Dois anos sem as inspirações poeta do amigo poeta Alorof…

que “preju” literário!

     10/05/1954 / 08/05/2024

 

ALOROF tornou-se estrela que iluminava a noite escura e de nossas tantas lembranças perdidas no passado, que de repente ele focava com sua fonte inspiradora de luz, trazendo  a tona  os belos dias de nossa juventude vivida em Correntina   ou Samavi, a quem  Ele deu por acrônimo o nome de Samavi, meio a contra gosto do poeta santa-mariense, Novais Neto! Calma poeta !! Pois cada poeta tem a sua inspiração ao referir a sua amada e o outro não é obrigado aceitar, apenas a respeitar o s emitimos e não Go outro. Somos muito grato e orgulhosos só vê esse nome no comércio, nas placas públicas, na boca do povo e sendo Samavi não deixa de ser o seu eterno lugar, ou seja a Santa Maria da vitória!
 —————

 Amigo, a saudade hoje tenta se aproveitar do momento frágil pra tirar dos nossos olhos uma lágrima de nostalgia…  A saudade bate a porta  acentuando sua ausência, quando então reviro o baú  do Recanto das Letras e lá encontro fragmentos de sua vida, sua personalidade, sua alegria e toda sua vontade de viver!  
 

           A  saudade faz doer em muitos corações, especialmente aqueles bem próximos, como Dona Leda e as meninas  suas filhas, netos e os  Franças de Correntina, que ultimamente tem sofrido uma baixa após a outra… até parece terem comprado passagem para a mesma espaçonave, que quando atingida a lotação voa derrepente sem avisar os francas filhos de SrOswaldo eDina Dina marcaram um encontro inadiável no gabinete celeste.
 

             Todos nós sentiremos  falta  do seu brilho Alorof;  seus  escritos que nos acalantava a alma! Mesmo distante, você se fazia presente pelas redes da modernidade, há qualquer tempo, em qualquer lugar.


            Era quando  o virtual tomava formas reais e vencia distâncias na velocidade da luz, como aquela nave que o levou para bem bem distante.
 

            Agora você está aí… aí a onde? Nem imagino, mas certamente bocejando  a paz da eternidade, enquanto nós aqui deixamos o pensamento voar imaginando o imaginável céu, além deste azul; além das estrelas!
 

               A saudade que sinto de você  meu amigo Alorof  não me traz  tristezas, pois você está  presente, enquanto presente estivermos no  lado de cá! mesmo que o outro, no caso você, seja um espírito vivo em nós.
 

            Há uma ponte espiritual invisível ligando nossos mundos físicos, ligo,  estamos   vivos, não importa quem foi que morreu ou quem ficou! Eu também não  acredito e ponto.  Pois você.E’ morto pra vida, mas vivo  em nós na eternidade.

 

          Sempre estaremos  juntos quando nosso grito silencioso incomodar,  não é livuzia ou assombração, é a saudade querendo saber um do outro onde anda e  como está…!

 

Como  está você meu amigo?
O que está  acontecendo do lado de lá? que ninguém de nada sabe!

 

A coisa aqui está feia... pior do que você deixou! A corte tornou-se covil do crime organizado e sua bela Salvador está se desmanchando em abandono, violência e corrupção. Aqui só  tem escândalos, roubo e do outro lado do mundo guerras!!


          Quantos mistérios entre a vida e a morte;  quanta dor pra quem fica… 

 

          Você  geralmente responderia minhas indagações, se estivesse aqui não se calaria! Foi sempre assim. Um  verso com outro verso e eu me via encorajado seguir adiante, sem presa de chegar, até por que não temos alternativa nem como nos esconder da toga e da quadrilha do 9 dedos. O cara é o capeta ! Mentirossso! Ladrao !!!  
 

          Nosso  destino aqui é tão incerto, não  sabemos onde vamos chegar ou se chegamos! Então pra quê ter pressa de morrer!

 

         Agora que nos afastamos fisicamente, matéria para um lado e espírito para outro, mesmo qu’eu o tenha por morto; o seu  Espírito é vivo nesta desfalcará e amorosa família. 
 

Será mesmo que nos encontraremos lá ? como e onde é lá? Se um dia isso assim acontecer Eu  não terei dificuldades em reconhecê-lo em suas novas vestes reluzentes e santificada; afinal, você não mudaria quase nada! Sua timidez e’ marca eternizada na timidez que o envolve!

 

Dá vontade de desistir dos sonhos, da vida, da lida, do luto, pois afinal amigo ninguem liga mais prá quem morreu e se possível for, na proxima quaresma antes de queimar o juda, farão  a partilha do que resta, do sapato velho, da roupa remendada, pois o fino do espolio os politicos e seus herdeiros togados nos tiraram, sem nem esperar que morramos!.

 

Não tenho duvidas que saberei reconhece-lo; você nunca soube disfarçar seu jeito de ser! você não mudará de uma vida pra outra. Não será tão dificil reconhece-lo, mesmo que agora tenhas asas e uma aureola brilhante sobre a cabeça. Onde quer que esteja você,  será sempre anjo e nos  basta observar se a lingua que falam  " é ed sart arp etnerf”. Estão não haverá dúvidas. Aquele seu jeito manso, timido, que muitas vezes abaixa o olhar para não vê dentro do outro, as mentiras que falam e você a calar-se a ter que debater com inescrupulosas criaturas ignobeis,  a realidade da vida diante da política ou da polícia

 Gente como você engoliu muito sapo calado, você foi muito cortês, atencioso, disposto em servir. Um anjo vivo, de características tímida, sorriso acanhado e palavras certeiras...Certamente o encontraremos, quem sabe, num passeio solitário pelos vales floridos, admirando o cenário celeste ou escrevendo um poema inédito falando da sua nova morada, só não se esqueça,  mesmo que seja em um sonho, mandar-me a copia deste poema celeste falando da dimensão do céu.

 

          Nós seus amgos de sempre sentimos muito sua ausencia física,  cara! você escolheu uma hora tão errada pra morrer meu cara!  Até até parece coisa daquele seu poema... 'nasci no dia em que ti conheci"  voce quiz morrer também no dia em que nasceu? Não nos deu tempo para ir camihar ao teu lado, quando levado,  passando pelo beco de seo Anjo, onde carregado só passa um por vez. 


         Sabe quem lhe manda lembranças? 

 

Periquito de Mariana, que você chamou de Jobacassan,  Henrique de Iôzinho, que você chamou de Henlacos; Eu a quem você também chamou de FanacoS e aquela menina MANS que junto contigo deram os primeiros passo a procura do amor, que você por fim encontrou nos braços de Dona Leda, mãe de suas filhas; uma simpatica criatura que conheci ao visita-los na Capital.

 

          Pois é amigo, seus amigos de verdade até agora vivem essa mentira, que dizem por aí que você morreu... “Eu só  crédito veno”, por isso gosto deste seu poema onde “Ninguém Morreu!” talvez por isso, não caminhei ao teu lado, enquanto você subia o beco de Seo Anjo.

 

PAZ agora você tem em plenitude

 

FanacoS

  A FAMILIA - Dona Leda & filhas

Fanacos & Alorof - Aloísio Rocha França

                    05-1954 / 05-2024

 

 

 

POEMA do ADEUS

FanacoS Ao amigo Alorof

Brasília DF 4 Maio 2024

 

Quando será Eu não sei,

mas sei que Ela virá.

Não tenho razão nem idéia

de como será

se podesse, dela me esconderia...

mas onde?

Ela nos acha em qualquer lugar

que se esconda

e no final,

tudo mundo que nasce um dia morre!

Abençoados

os que morrem de morte morrida

e não morre matada!

 

Não vivo encabulado com isso

imaginando a hora, o dia…

viver é preciso, mas sem que se esqueçer

que ninguém é eterno.!

 

Não ser indiferente a realidade

Viver e morrer faz parte da existência

tudo que tem folego e vida,  um dia morre!

 

Ela virá... vejo sinais a minha volta

parece próxima, 

são fortes e evidente os indicios...

Se soubesse o dia... a hora...

também em nada adiantaria

morreria de qualquer jeito!

 

Que venha no silêncio da noite

Quando todos estiverem dormindo

e chegue sem bater o carro…

sem cair do avião

sem o assalto na rua 

sem a dor padecida num hospital…

mas no acalanto de um sono profundo

livrar-me  deste mundo

no silêncio da noite…

Sem alaridos ou vexames...

Ter o privilégio de morrer em paz!

 

E de manhã para surpresa de todos

ao me chamarem para café

Vou estar tão longe… tão longe…

que não ouvir me chamar, 

nem vou tomar o meu café ...

 

- Agora ou na hora que quiser, pode vir!

Pode chegar!

mas chegue sem prantos, sem dor

 pronto estou!.

 

A matéria é que ainda reluta

apegada que é a miudezas da vida.

A coisa aqui tá violenta demais

Não há como ter paz!

 

Se tudo que foi pra ser, já foi!

O que esperar mais acontecer

se nada de bom vira amanhã !

 

Não tenho mais vaidades para inflar o ego,

Estou tão cansado, extenuado...senil!.

O peso dos anos, os atropelos da vida…

74 anos no caminho de Émaus

tentando encontra o meu Salvador…

 

Agora sou apenas um idoso

que se dá por satisfeito pela vida que viveu.

Tudo que foi, teve que de ser como foi...

“se chorei ou se sofri o importante

é que emoções eu vivi!” (RC)

 

O que será amanhã, não sei!

Com tantas narrativas ideológicas

Que desvirtuam e envergonham a toga

e os homens de bem!

Os homens perderam o temor de Deus.

"Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro".

                                    Filipenses 1:21

 

Se possível for, oh! Deus!

deixe-me morrer dormindo

Sonhando que estou acordado

voando como um pássaro

rumo ao infinito eterno

E quando me acordarem pru café

já pousei na eternidade!

 

A vida aqui ficou tão banal...

o moral do homem se vende e se compra…

a consciência tem um preço

que a toga majora!

 e bem ali na esquina

acabou de acontecer

um feminicídio brutal que ficará impune...

e a mulher vítima da possesividade machista. Todo dia, todo dia!

 

Na TV a violencia virou sensacionalismo cada canal quer ser enclausuro 

O suicídio... o  assalto...

o celular roubado e seu dono morto

por uma cervejinha gelada

e  em rede ao vivo  ladrão braveja

"- É preciso mentir...

o político precisa mentir"

Como ter bom ânimo pra vencer e lutar?

 

Não há mais segredo

na fechadura

que detenha O vil tentador

que tem a copia das chaves.

- Na causa, só Deus, salva!

 

O mundo acabou

e não foi por falta de aviso,

O alarme falhou!

o botão do pânico “emperrou”?

a tornozeleira

é só uma satisfaçao social

O porvir que não veio

a esperança morreu!

"a noite esfriou, o dia não veio,
o bonde não veio, o riso não veio,
não veio a utopia e tudo acabou
e tudo fugiu e tudo mofou,
e agora, José?" (CD)

 

O tempo passou e eu nem percebi!

 deixei a vida segui na mesma toada !

Só Tua palavra e tuas promessas, PAI! consolam

e se vier agora buscar-me,

estou pronto pra glória!

Aquele que crê em mim ainda que morra, viverá   Jo.11:25

 

OH Deus salve esta nação

nos livre do satânico sistema

que as ignóbeis criaturas

são incapazes de vê!

- Por favor meu Pai! 

Que eu sonhe estar dormindo

e ao me chamarem pra acordar

Eu já esteja no gozo da Glória,

na asa do Pai.

—-////——

 

Poema enviado ao amigo Alorof  10 dias antes de sua partida:sua resposta foi: -  "Belo pedido, boa morte! mas por favor, matenha-se vivo! sem furar a fila."

                                         Alorof

 

CONCLUSÃO:  Em  muitos casos os amigos se vão sem saber que não foram esquecidos...! Por vezes pensamos que nunca nos separaremos de pessoa querida, mas aos poucos a vida vai nos distanciando um dos outros; os tempos modernos trocou o encontro fisico, o aperto de mão, o abraço, pelos encontros virtuais, sem o calor humano, sem a sinceridade do  olhar! O espelho da tecnologia é falso, replica a imagem, mas nem sempre expõe o coração.  

FanacoS                                        

 

Flamarion Costa
Enviado por Flamarion Costa em 05/03/2026
Alterado em 25/07/2026
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