João de Seo Zeferino
' Quando a fição se une a realidade.".
Quem conta um conto aumento um ponto, foi assim que dei título a um de meus livros onde narro diversos histórias ocorridas em Correntina. Por vezes uma frase se torna o eixo central em torno do qual a história gira. O escritor por vezes quer um pretexto para desencadear sua imaginação na elaboração do seu texto. Gosto de levar o leitor a imaginar o cenário, até mesmo em razão da atual Correnina estar bem diferente daquela onde vivemos.
Há frases que quando ditas entram para a história de um povo, como por exemplo: - A Máquina de escrever do Delegado Quinca; O Sorriso da Desgraça! ou as brincadeiras de crianças daqueles idos anos 50/70 que Corriam Atrás do Avião e tínhamos medo de almas do outro mundo … esses são contos reeditados nesta série de publicações, neste espaço dedicado a Casa de Cultura Iozinho Costa.
Nosso personagem apartir de agora É João Guerra Barbosa e eu não estaria aqui contando está história se por um instante não tivesse sido dela personagem; mesmo sendo um menino de 13/14 anos de idade, quando o ácaro colocou-me naquela celha praça da matriz. Ali presenciei um momento marcante, embora parecesse algo tão natural; uma partida de futebol transmitida pelo rádio... A televisão era algo ainda distante e obrador era o maior e mais eficiente meio de comunicação. Não era uma partida de futebol de um time porcentagem razão João Guerra, embora Flamenguista, atende o pedido da clã botafoguense naquela final internacional com o Benfica deportugal e promete retransmitir a final pelo serviço de alto-falantes da prefeitura.
Hoje certamente entendo a importância daquele dia, pois aquele dia anos e anos depous seria descrito por aquele menino, despercebido ali na praça E hoje eis aqui os vestígios de um dia que não foi como um dia qualquer.
...
João Guerra Barbosa nasceu em Correntina no dia 23 de julho de 1942 sendo que neste ano de 2026 faria 84 anos de existencia. Filho de Seo Zeferino Barbosa e dona Mariana Guerra Barbosa tendo por irmãos: Licia, Dilson, Hilda, Lélia, Aldite, Dilma, Ilson e Hilton; entre eles diversas profissões, como professor, motorista e servidores público da Prefeitura e os dois irmãos caçula, Ilson e Hilton os responsaveis pelo funcionamento do Bar Sorveteria de Seo Zeferino, funções essas compartilhadas entre aqueles que naobtinh compromisso empregatício.
Por ser Correntina uma cidade de pequena população num raio de extensão pouco mais de 4km; entre o cancelao do cemitério Velho até o cancelao da chácara do Major Félix. Os serviços de alto-falantes da cidade não cobriam com nitidez todo este espaço, estando esses instalados no velho centro da cidade, com nitidez de alcance da praça da Pensão de Dona Neném Guara e as o Riacho avermelho. Região considerada o que chamo de Velho centro algo entorno de 1.5km (medidas supostas e não exatas), mas que nos dá a dimensão do crescimento da cidade tanto para norte sul, leste e oeste.
A familia de Seo Zeferino e Dona Mariana morava no centro do centro. Numa das tantas esquinas da bela Praça da Matriz e seu movimentado jardim, onde até hoje vive a memória do Velho e querido jardineiro Seo Joel, o holandês!
O casarão dos Barbosa ainda lá está, com sua faixada externa intacta, colada ao prédio do Bar já formando outra esquina, vizinha ao casarão do Mj Félix vizinho da prefeitura, da cadeia pública e da Igreja Matriz, privilegiados pela ampla visão da grande praça.
Toda aquela geração de jovens da década de 50 foram estudantes do saudoso Educandário São José, antes mesmo de sua sede definitiva ser construída onde hoje se vê, atrás da casa paroquial. O Educandário fundado pelo maior benfeitor da história de Correntna, Pa. André Berenos, foi o grande avanço da época, que permtiu a milhares de jovens do lugar, se prepararem para então deixar a cidade em busca de emprego ou continuar seus estudos. Antes do Educandário, somente as familiar com recursos ou estrutura de apoio nas capitais, mandavam seus filhos para casas de parente para avançar nos estudos ou buscar um bom emprego com o que se havia cursado em Correntina, 1o. grau e o Curso Normal visando formação de novos professores.
Seo Zeferino um era comerciante muito conhecido na cidade, ajudou abrir estradas entre elas a mais importante, Correntina x Posse. Depois da chegada do Lechéu da Prefeitura, anos depois, alguns comerciantes começaram comprar seus caminhões para exportar e importar produtos, o que movimentava o comercio na região. Época em que surgem os famosos Paús-de-Araras, caminhões que não só importavam e exportvam produtos, também era o meio de transporte de passageiros, principalmente para o estado de Goias e a Capital em construção. Varios donos de caminões do municipio e de fora, fizeram parte deste momento, como Zé Moreno, de Anáçolia - Go; Vavá & Emílio de Santa Maria; de Correntina tivemos Elias e Zeferino França; Antero Alecrim, Seo João du Fino, Renaldo Alcantara e Joelio Araújo; os irmãos Badecos de Goiania e os Irmãos Brandão de Santana dos Brejos e esses dois ultimos acabaram indrutizindo o trnaporte de passageiros nas velhas jardineiras, um quase onibus e entao entramos na era da Viação Badeco e Viançao Brandão.
No dia a dia Seo Zeferino montou um bar e por um bom tempo era o unico bar da cidade que tinha sorvete e picole. Bar tinha uma boa estrutura para época: Era um salão especifico para a sorveteria e outro salão para que acolhiam as familias que se reuniam no bar para tomarem sorvere e chupar picole. No salão da sorveteria, propriamento dita havia algumas mesas azul, um imenso balção que mais parecia um frigorífico horizontal com um compartimento cheeio de salmora, um produto a base de sal, semelhante um imenso liquidificador controlado por uma pá de madeira; quase um remo, onde era batido as misturas para se fazer os sorvetes e picolés que depois eram armazenados em compartimentos espedíficos, no enorme frigorico horizontal.
O bar de Seo Zeferino era o point da praça!! um lugar privilegiado que nós, sessentões acima, tivemos a honra em conhecer quando meninos e a ursufruir de seus variados picoles e sorvetes, nas tardes de calor! Hummm! O picolé que faziam Hilton e Wilson... minha preferência era pelo picolé de abacate e leite com côco queimado! O côco geralmente ficava na ponta inferior do palito... e o picolé era chumado de cima prá baixo, ddeixando por último, aquele fundinho de côco queimado com leite... hummm... Bem, vamos focar em João Guerra, foi para isso que nos propomos escrever.
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João Guerra ainda adolescente quando se fez destacar pela voz de baritono, que certamente na maturidade o faria ser um profissiona dos auto-falantes da cidadel. - Este menino vai ser locutor... certamente ouvira muito vezes esta professia, que acabou acontecendo. Aos 14 anos de idade já estava no mercado de trabalho, iniciando sua trajetória trabalhista na Prefeitura Municipal de Correntina. Primeiro com pequenas tarefas de contínuo, (office boy), depois passa pelo almoxarifado e mais tarde pela tesouraria, como sub-contador, figamos auxiliar de contabilidade. A sua funçao destaque na prefeitura foi mesmo no serviço de locução dos auto-falantes da Prefeitura. Foi locutor oficial do serviço de alto falantes e uma vez escalado, nunca mais deixou a posição de lucotor oficial da Prefeitura.
Eram varios os servços de autofalantes existentes na cidade, todos com a missão de informar a populção acerca dos fatos do dia-a-dia. era pequeno o raio de alcance, mas os que ouviam uma noticias, a passavam adiante no boca-a-boca, e ete sempre foi o mais eficiente meio de comunicação, por mais que evolua os homens e as tecnologia. O velho centro da cidade era a região beneficiada com esses serviços, uma vez que todos esses auto-falantes ficavam neste espaço. Praça da Matriz, duas central de autoralantes, a da Prefeitura e logo ao lado, os serviços de autofalantes da Igreija Matriz logo atrás desta, a Praça do Hotel de Vivi e a que ficava mais distante, estava do outro lado do rio, a hns 30 metros da Casa Paroquial, no meio de uma ribanceira, com uma pequena casinha de apoio, como studio.
Os altofalantes surgiram no Brasil entrena década de 40, tendo funcionado com eficiencia até inicio dos anos 70; embora já houvese o rádio, os serviços de autofalantes tinham a vantagem de nao gerar custos para os ouvirtes. Os rádios eram mais eficiente pelo seu poder de alcance mundil, porém o custo não favoreciam a aquisição comum a todos. Poucos tinham condições de ter um rádio. Havia rádios eletricos, imensoa como radios de pilha, de todos os tamanhos e aos poucos foi deixando de ser um artigo de luxo, para ser de utilidade publica e atualização dos fatos no pais e no mundo.

O serviço de alto-falantes A Voz do Município, propriedade da Prefeitura municipal; locutor oficial João Guerra; não conheci outro nesta difusora, por vezes, ocasionalmente, Teófilo Guerra dava o ar da graça arrastando eloquentemente os seus “eres” (rs) pelos ares. Eram quatro bocas fixadas no quintal da velha prefeitura, voltadas para norte, sul, leste e oeste, assim se ampliava o seu alcance no epicentro da cidade, onde primeiro chagava as ondas sonoras da Voz do Município; O Serviço de alto falantes
A Voz da Esperança – proprietária a empresária em hotelaria, Valderina Coimbra Costa, locutor oficial, seu filho enteado, Raimundo Martins da Costa – Iôzinho, duas bocas voltadas para o norte e sul, fixadas sobre o teclado do casarão na praça que já foi Marechal Teodoro e hoje é homenageia a empresária, Praça Valderina Coimbra Costa – Vivi.
A Voz Paroquial Nossa Senhora da Glória - propriedade da igreja católica. Essa era o serviço de alto-falantes que mais tinha locutores e alto-falante. Contava com dois Studio. Um na própria igreja Matriz Nossa Senhora da Glória, padroeira da cidade, duas bocas instaladas na torre da direita outro studio do outro lado do rio, próximo a casa paroquial.
Os locutores se revessavamna hora da ave-maria, geralmente as difusoras paroquiais e a voz do município; era o momento maior em que a cidade parava para reverenciar o momento de fé, a ave-maria pelos locutores paroquiais Adalberto, enfermeiro de profissso e sacristão pela fe; Pedro músico da filarmônica, carpinteiro sacristão e locutor da Voz Paroquial, Pedro era conhecido pelo entranho apelido de pitoca! Iozinho Costa, servidor público federal, alfaiate, diretor e ator teatral locutor da Voz da Espersnca, da empresaria Valderina Coimbra Costa-Vivi é o Revdo Andre, em participações especial e na hora Santa da Ave-Maria. Na Voz do município, João Guerra que com sua voz privilegiada emocionante também fazia a hora Santa da ave-maria que era revezada entre os locutores e serviços de auto-falantes.
A Voz do Cine Teatro Ítala de propriedade do fotografo da cidade, também eletricista da Codevasf, ator teatral Oswaldo Barbosa, popular Vadú. O serviço de alto-falantes tinha o nome de sua filha mais velha. Não era um serviço de programação diária, funcionava quando havia programação cultural no prédio, como peças teatrais,, bailes, palestras, reuniões projeções de filmes de cidadãos.
Todos esses serviços de alto-falantes tinham horário estabelecidos para funcionamento, ficavam praticamente na mesma região central da cidade e ninguém atravessava o horário do outro.
O rádio era uma tecnologia cara, nem todos tinham condições de adquir-lo, fosse ele elétrico ou a pilha; porém o radinho a pilha, com capa de couro era o mais comum entre eles, principalmente para os homens que se sentava a porta de casa e nos fins de tarde ou anoitinha se relaxavam a ouvir modas caipiras, programas de humor via radio; novelas, reportagen e enfim o futebol pelo rádio, era uma febre para os homens, como as novelas eram para as mulheres. A hora da Ave-Maria as mulheres eram maioria ao pé do rádio, com seu terço, participante da hora santa.
Haviam vários modelos de radinhos a pilha, um parece ter sido exclusivo para levar aos estádios e coloca-lo ao pé do ouvido para ouvir vendo a partida de futebol ou sentar-se a porta de casa, no banco da praça e ouvir atentamente a narração de uma partida de futebo; Geralmente eram os chefes de família que tinham poder aqusitivo, comprava um rádio eletrico ou a plha, de maior porte para a familia e outro exclusivo para ele ouvir, assistindo, um programa de humor, muito comum no periodo, ou uma partida de futebol; João Guerra, que pouco se afastava do seu radinho e tinha uma programação que ele chamou de Noticias do Rádio e trazia do tádio para a difusora as notícias que achava relevante para a sociedade, ou os recados que os conterraneos mandavam principalmente de Goiania e Anápolis, para os parentes na cidade; Trazia sempre ao local noticias do mundo que achava importante a todos.
Era João o único que tinha esta programação, os demais tinham algo semelhante a que anunciam como: - Aviso de Utilidade Pública! anunciando entao notas ou avisos dos orgãos da administraçao ou a pedido de terceiros.
A chegada do homem a lua foi um grande momento divulgado por todos os serviços de alto falantes, extraídas do rádio, porém o Serviço de Alto falantes do Cine Teatro Ítala foi o mais empolgado com o feito. levando Vadú a encenar o feito na praça Caboclo, que hoje foi oficializado este nome. Esta encenação está descrita em um conto, no livro Conto MAIS um longo (Flamarion Costa - Thesaurus. (1986) O Foguete de Vadú., .
Locutor JG - Serviço de alto-falantes A Voz do Município. Momento de utilidades Pública: .
- Alô alo Denise ouça esta canção
As rosas não falar com Nélso de autoria do poeta Pixinguinha. Quem lhe oferece é um fã anônimo encanto pelo teu sorriso!
E assim, nesses momentos de utilidade pública, era dado todo tipo de avisos; anúncio de venda de , trocas de bens, nota de falecimento; aniversários e os pretendestes a namoro se declaravam, direta ou indiretamente, com seus recadinhos apaixonados e embalados por uma canção de amor.
…
João casou-se bem jovem,aos 22 anos de idade, por volta de 1967, estiveram juntos por 21 anos e a felizarda neste matrimônio foi a bela filha de Seo Joaquim Santana. Ele era funcionario da Codevasf que na ocasião construia as usinas hidroeletricas de Correntina, a saber, a Usina Piloto e a Usina Presidente João Gouart. Seo Joaquim tinha duas filhas, Lourdes Santana, que casou com um servidor da Coelba chamado Jose, que não sei por quê cargas d´água foi rotulado de Zé Cascavel... só se foi no trabalho, pois no dia a dia, era Zé de Lourdinha, manso, calmo, de uma vasta cabeleira e andar preguiçoso... Jandira Santana, a filha mais velha foi a escolhida de João Guerra.
O casal tiveram quatro filhos: Janilda Santana Barbosa; Jarlene Santana Barbosa; Heleny Mariana Santana Barbosa e Zeferino de França Barbosa Neto. Após falecimento de João, em 7 de agosto 1985, então com 43 anos de idade, a viúva Jandira mudou-se para cidade de Anápolis – Go onde concluira a formação dos filhos, vendo-os ingressar numa faculdade é onde cada um trilhou seu próprio caminho, sem se afastarem do convívio familiar a mãe, Jandira Santana Barbosa faleceu em 27/02/1916, aos 74 anos de idade, em Anápolis? para onde mudará após falecimento de João Guerra.

Da historia de vida de João Guerra guardo um momento inesquecível que aqui rememora com os meus devidos pontos de vista, Foi a retransmissão de um torneio internacional de futebol, como dissera anteriormente.
Eu não era apenas um menino levado e curioso!. Não torcia pra nenhum time das capitais. Torcia mesmo para o time em o que jogava as pelada no gramado do jardim da praça e mais tarde no Atlético de Correntina, comandado por Barão de Seo Anjo, onde lembro-me bem de Neto de Cordeiro, Nito de Leônidas, Josa, Romão, Renatinho, Fio de Chituito no gol, Barão na meia direita.. ah velhos tempos que dá saudade!
João Guerra foi convencido pela clã botafoguense a transmitir aquela final do torneio internacional entre o Botafogo e o Benfica,; mesmo sendo um flamenguista, era um desportista e amante de um bom futebol!
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GLORIOSO BOTAFOTO DE CORRENTINA
DE PÉ Hermes Bispo - Zé de Cinza - Afoso Ném de Baia e (?) AGACHADOS: Almir Bispo - Ferreirinha - Wilson França - Adauto e (?)
Nesta década o Botafogo do rio chegou ser tricampeão mundial nos certames internacionais de 67, 68 e 70, embora, lamentavelmente, não tenha sido reconhecido pela FIFA.
Era o dia era 30 de junho de 1968, quando o Botafogo venceria o Benfica, 3 x 2 sagrando-se bicampeão internacional naquele domingo. Faltou banco na praça para o movimento que ninguém esperava que tivesse tanta repercussão! Alguns pelo jogo, outros pelo movimento e outros pela oportunidade de vender lanches e com certeza a industria de Seo Hélio não perderia a oportunidade de vender os "sacolé", leranja descasdada na hora e outras novidades de sua pequena industria de fazer dinheiro.
A praça era o grande point de encontro das famílias, jovens, velhos crianças e namorados se encontravam na praça da matriz. Ali era o xodó da cidade, Era um belo jardim que não sei ao certo quem foi o felizardo do projeto que eternizou nossa praça e o , nosso jardim; dizem que foi Seo Astrogildo Costa, em seu curto período de prefeito interino como presidente da Câmara de Vereadores;, em um afastamento político do prefeito Eluas França. (quem melhor pode contar essa encrenca é o escritor Hélverton, em sua obra A história de Correntina.)
Enfim chegou o grande dia, João colocou o Hino do Botafogo como préfixo musical. A praça tremeu com os fogos de artifício a mando dos irmãos Zé e João Binga.e Walter Santos; estr uma figura emblemática no cenário esportivo da cidade, parecia uma lagarticha. tonta, de um lado para o outro, sorrindo com a mão tapando a boca sem dentes. Ele não se cabia de tanta felicidade; afinal, futebol era uma de suas maiores paixões.
Locutor: João Guerra - e com este glorioso préfixo musical, entra no ar o Serviço de Difusoras A Voz do Município, convidando a todos torcedores do futebol brasileiro, para vir prestigiar o glorioso, naquela final memorável, retransmitida do rádio para os alto-falantes da prefeitura municipal, na Botafogo Brasil x Benfica Portugal. Ouvintes, uma boa e gloriosa tarde a todos. Hoje retransmitiremos este jogo de futebol, direto da Radio Nacional do Rio de Janeiro, com narração de José Carlos Araújo – Aqui em nosso estúdio teremos os comentáritas locais de Walter Santos e José Binga. Esta final acontece em Caracas na Venezuela.
Walter Santos – Este será o jogo do século. O juiz da partida é um arbitro de nível internacional acostumado com as grandes competições europeias. É o suíço Gottfried Dienst que apitou a final da Copa do Mundo de 1966, na qual a Inglaterra venceu a Alemanha Ocidental. Ele também apitou as finais da Copa Europeia em 1961 e 1965. É um excelente juiz, linha dura! Isso nos assegura confiança e imparcialidade. Que vence o melhor.
Zé Binga, Tá chegando a hora minha gente. O glorioso vem a campo com Manga (Cão), Moreira, Zé Carlos, o mago Leônidas da Silva, Waltencir; Carlos Roberto o maestro Gérson; Rogério, Roberto e nas pontas Jairzinho e Paulo César Caju, e como técnico, Ele, Mário Lobo Zagalo.
BOTAFOGO DO RIO DE JANEIRO

A praça fervilhava, até parece que o banco de frente a Casa do Major Felix era a tribuna de honra, pois lá estavam os grandes esportistas da cidade. Seo Nego, presidente da Liga local, Raimundo Costa (o sapateiro Flamengista) Iôzinho e Lúcio Machado os vascaínos… ainda na muvuca Reinaldo Alcantara Joelio Ramos E tantos outros, unidos na Praça da Matriz torcendo não por um time, mas pelo futebol brasileiro.
O ataque mortal do Fogão fez parte da seleção brasileira / 1968

Rogério - Gerson – Roberto Miranda Jairzinho e Paulo César Caju
João Guerra era um boêmio romântico, afinal se vivia romantismo. Não era de cantar se bem que no seu vozerão cairiam bem as canções do Nelson Gonçalves. Foi o seu romantismo, certamente quem primeiro tocou o coração da menina Jandira, a filha de Seo Joaquim Santana porteiro do comolexovds barragem.
João foi da saudosa turma do bar do Rochinha, onde grandes talentos musicais fizeram história. Época de ouro de alguns famosos bares na cidade, que se revesaram em seus períodos de sucesso: Bar do Afonso: Bar do Guerrinha; Bar de Tonho de Rafael, afinal os homens precisavam de um lugar onde afogar suas mãgoas e suas paixões, além de amar suas mulheres. João era um amante das letras, poeta reconhecido no meio literário correntinense; tinha em si o grande desejo de publicar seus poemas, que se limitou numa modesta circulação, mimeografada que tive o cuidado de guardar a peças aqui expostas.
O grande amor de sua vida estava declarado em seus versos e segundo informações da família seus versos foram reunidos em dois livros: Canções do meu ego e Flores que murcham! duas obras ainda não publicadas.
Alguns poemas de João Guerra chegaram a mim quando montei minha primeira antologia dos poetas de correntina, no final dos anos 80, e desde então tenho guardado embora perdido algumas peças importantes pela forma precária de armazenamento, em cópias xerox. Faziam parte desta primeira antologia: Áureo Silva, Álvaro de Castro, Badú Araújo, Joaquim Silva, (São Manoel), Sérgio Joaquim de Araújo, Leandro e Valéria Caetano, cujo conteúdo foi perdido,.
Estás são as lembranças que guardei deste elegante jovem e senhor; de andar firme altivo; sempre de óculos escuro e aparência seria! ser!
Concluo esclarcendo que para se contar uma estória desta natureza, tem que haver os meus pontos… tanto tempo depois o escritor precisa se valer não só de algumas artimanas de escritor como também boa memória para descrever as caracteristicas de alguém, sem se distanciar de sua realidade. Se alguém se lembra Joao, com detalhes que eu não contei aqui, abro esta oportunidade e me conte, para que juntos assinemos esta autoria.
FanacoS
Bsb DF Ago/2018
Observação : agradecemos a colaboração de Ilton e Ilson Guerra Barbosa,

AS BORBOLETAS
João Guerra
Aos casais:
Entre a espessa ramaria verde rendada
Ao sol deste verão
Livre e felizes vão as borboletas vão
Por este céu azul abobadado.
Despreocupadas pela floração se perdem
Num inquieto voo sobem... descem...
Dos meus olhos se perdem
Para onde foram? Em que lugar estão?
Já não as veem os olhos que antes viam
E perplexo nos seus encantos
Meus olhos as vêm...
Sobem... descem... num voo suave
Voltam pelo espaço Sobem... descem...
Tremulas coloridas amorosas vão
Asas rosas, azuis como violetas
Enfeitam a primavera as borboletas!
A MATA
João Guerra
A mata em silêncio, toda verdejante
Aninhando a beleza destes teus montes.
Ao longe canta o João-de-barro
Acordando a natureza
O sabiá fagueiro canta
Lindo e meigo trovador
Canta inspirando felicidade
Com altivez e amor.
O uirapuru arisco
Trovejando um cantar flauteado
Faz tudo silenciar ao seu redor
Evocando longínquo passado...
- Saudade de um grande amor!
Retinindo tristonha a araponga canta
Emite ondas de saudade...
Recordações através do horizonte além.
A cotovia sonolenta canta
Românticas notas pelo ar
Parecendo mais uma poetiza
Conjugando o verbo amar.
É sempre assim a mata verdejante
Do meu longínquo sertão
Sempre linda e saudosa minha terra
Que sempre trato no coração.
FLANANDO
João Guerra
Acendo um cigarro e saio por aí
Flanando em devaneios...
Procuro um bem que não encontro
Embora esteja envidando meios.
Tenho na mente as feições do sorriso dela
E absorvido ando a ermo sonhando...
Se tivesse assas, voaria
Mas só minha alma adeja
Vendo muito além dos meus pensamentos.
Paro no bar da esquina, um amigo acena...
- Uma cerveja gelada... um papo brasa, mora!
Mas digo obrigado e prossigo a sonhar.
Não me reconheço no ato da recusa
Tornou-se obsessão
Conquistar meu grande amor.
Tento alcançar minha alma
Que longe voa em busca de nós dois...
Não é fácil encontrar um amor verdadeiro
Em meio a tantos males que surgem
Num mundo que assusta nosso pais.
Passei frente a porta de sua casa
Na desculpa de admirar a represa...
- Jandira! Alguém gritou lá de dentro
Mas ela nem veio, me ver passar.
A mata em silêncio, toda verdejante
E eu continuo a flamejar por aí!
Série Reflexão:
ERVA DANINHA
Arranque do teu coração a semente da tristeza
antes que ELA fira teu coração
com o semblante da morte.
A tristeza é uma erva daninha
que rama no coração e traz à alma
o saber amargo da vida.
FanacoS .
JANDIRA
João Guerra
Outrora curti paixões desenfreadas
Colhi desgosto e desventuras
Por frívolos motivos praticados
Dando asas as minhas travessuras de boêmio
Depois tornei-me moderado
Praticando o amor com mais cuidado
Pisando mais firme o tablado
Vendo sem tristezas o meu passado.
Hoje comparo minhas aventuras
Sem refletir no dissabor das desventuras
Que, em muitos casos, encontrei.
Peguei o pião da vida a unha
E como um mágico que não se acabrunha
Desfruto da vida nova que adotei
Pois hoje encontrei, Jandira.
O RETIRANTE
João Guerra
Envolvido num manto de tristeza
Em passos lentos, numa longa estrada
Segue o retirante ao Deus dará
Necessitando de uma pousada onde descansar.
Obedecendo a força do destino
Sofre aqui, sofre ali, sofre acolá
Curtindo mágoas em desatino
Na esperança de achar um lugar
Onde possa encontrar guarida
Onde possa minimizar a vida
Onde possa minorar seu sofrer!
Diante de tanta inclemência
Somente de Deus
espera a providência
Que um dia acabe seu padecer.
E vai na estrada da amargura
Pelos arrodeios das desventuras
Esperando lograr um instante de alegria
Mas a sorte é rija para o viajor .
Desemparado, exausto, extenuado
Que procura uma pousada
Que lhe encha os olhos de esperança
Mas tudo são enganos e desenganos...
O retirante vai a deriva
Bebendo as noites da vida
E na passagem de uma estrela cadente
Um leve sorriso
derrama de seus lábios, mudos
Como se a renovar a esperança
do novo dia
Que amanheceu risonho.