CHU: O SILENCIO DE UM TALENTO...
Somente hoje. dia 10 de março, foi que tomei conhecimento do falecimento do pequeno e grande músico Shuitinho, filho de Sr Luizinho e irmão de Chuite.
Chuitinho ou CHU terminou sua carreira e encerrou sua fé com a honra de ter escrito seu nome nos anais da filarmônica de Correntinense, como saxofonista, onde por décadas também seu Pai foi músico na percussão.
Manoel Vieira Damasceno, ou simplesmente CHU. Realizou seu grande sonho é entra para a nossa história como ex-saxofonista da atual versão da centenária filarmônica Heráclito, criada na década de 20, tendo por ela passando grandes maestros compositores de belos dobrados e entres esses como esquecer os mestres Guara e Nemesio Galhardo,l Liozirio Ferreira e por último José Bezerra o responsável pela renovação de nossos valores musicais, coordenada pela Prefeitura Municipal.
CHU também teve sua importância em nosso cenário musical, onde escreveu a sua história. O homem quando determinado não desvia do seu foco na busca dos seus da realização de seus sonhos; não se dá por vencido, por mais que lhe pareça difícil o processo preparatório deste propósito.
Eu não sabia deste propósito de CHU com relação a música até que FredBar, notável colunista do Jornal de Correntina, em sua matéria noticiando a passsgem do amigo nos fizera conhecer, que CHU, como Ele assim o chamava, sonhava sentar-se à mesa dos banquetes nas festas tradicionais da cidade. Este era um privilégio de honra dos músicos da filarmônica; - Então não estava fácil. Talvez pensou Shuitinho! Era só se tornar um deles! E para traçou o caminho a percorrrr e saiu à luta com disposição é objetivo.
CHU era na verdade uma pessoa simples, modesto de pequeno porte, situação financeira sem grandes ou médio privilégio que soube superar as diferenças sociais e agarrou-se as oportunidades que lhe surgiram com objetividade. O seu pai certamente se orgulharia da trajetória e desta grande conquista do filho, tornar-se músico, saxofonista da filarmônica onde Ele foi percussionista por décadas.
Foto: Familua

Mais um pouco Manoelito passava por despercebido, não fosse o seu sonho e a sua persistência em fazê-lo tornar-se realidade. Devemos essa revelação ao colunista do JC, Fredbar; que certamente sendo um amgo mais próximo do CHU, ouvira do mesmo tal revelação. Imagino o processo desta trajetória! A firmeza de propósito a as horas infindas de sedição, persistência em busca do seu sonho, em ser um dos primeiros a sentar-se a mesa dos banquetes das festas do Rosário. Divino, Nossa Senhora da Glória ; mas antes, Ele tinha que ser músico; correu atrás deste sonho misturado a um desejo; comer bem! Se fartar! O garoto chegou lá! Seu sonho tornou-se realidade por mérito exclusivo dele. Sentou-se à mesa como convidado de honra!
Quem diria CHU ! Que do anonimato e da sombra de seu irmão Shuite Voce renasceria pra ser você mesmo! Eu o conheci assim, na sombra do seu irmão de Shuite; um exímio jogador de bola de gude, que andava com uma sacola cheia de bola de gude, ganhas pela cidade nos jogos de bola de gude de diversas modalidades.
Era as vezes um “top” um pequeno buraco no chão e a sua volta se faziam as jogas e apostas, medidas a palmos... Quando não eram as pequenas e brilhantes bolinhas, coloridas, cada "catoio cubiçado!” atiradas contra um canto de parede ou calçada tendo por objetivo que aquele que primeiro a acertasse uma bola já atiradas era o ganhador da bolada de bolas ali esperando no canto da calçada ou parede, o acertador! A este era dado o direito de embolsar todas bolinhas atiradas e Shuitão era o sortudo!
Manoel para uns Chuitinho para outros e agora descobri que era também CHU! Seja Ele quem fosse, não era mais a sombra do do irmão mais velho porém Ele mesmo! O irmão Shuite era vendedor do pão de Seo Petrônio, em tabuleiros pelas ruas da cidade. As pessoas não precisavam ir a padaria a padaria ia a porta de suas casas na cabeça de Chuite o cheque jogador de bola de gudes e um folgado peladeiro de futebol que "mangava" sorridente daquele que acabara de levar um de seus desconcertantes dribre. Shitão só não era melhor que o velho Linguiça, o nosso Garrincha de pés descalço, cuja hisitória vale ser lembrada. Eram dois irmão de Pelé e Linguiça… sabe lá o que tem a nos dizer o historiador filósofo Antônio Rocha..,
CHU adorava mato e pescar rio acima pó abaixo e em temporadas de ferias pra lá ía ele com os amigos, pescar, caçar com sua mira certeira fosse de estilingue ou uma velha cartucheira não passava vergonha... Pois é! o homem se foi... se foi o músico e tudo que Ele foi, se foi! Mas ficaram as lembranças que na verdade é tudo fica deque se vai em forma de saudade daqueles a quem um dia chamamos de amigos.
e aí eu pergunto!
Que tipo lembranças você deixará pra seus amigos?
Foto:fanacos
O que ninguém esperava é que a sombra Shuitinho fosse se conqustando seu próprio espaço, seja como Manoelito ou CHU, com se incumbiu de fazer dele Ele mesmo, as suas cusas e méritos. Tornou-se maior que Shitão. Não era mais a sombra de ninguém senão dele mesmo. Enbora a semelhança física lembrace um o outro.
Quero antes de adentrar mais neste contexso, agradecer de coração ao colunista Fredbar do Jornal de Correntina, por seu simples e notório texto: Chu: Luxo da simplicidade; claro que em um momento triste, de pesar, mas que vale pelo reconhecimento da vida de um homem que grande ou pequeno, soube lutar por seus sonhos. Claro que em outras circunstancias, vivas, seria bem melhor, mas creio que neste aspecto Fred soube em momentos entre si, reconhecer o talento do pequen e notável CHU.
Seja em vida ou em morte, o importante é o reconheciento a um amigo, a um talento artistico. Assim outros que não se atinavam para tal questão, perceberá que esteve perto de um grande valor humano, mas que não soube viver o momento. Chut tocava na bandinha dos blocos carnavalescos e quem em momento como aquele iria perceber um músico tocando para completar seu momento de alegria? Percebemos certos valores na vida quando já é tarde... O amigo já se foi... ou o momento já passou!... águas passadas que não movem mais rodas d´água!
Óbvio que de preferencia queremos ser reconhecidos em vida, receber os aplausos pela arte e sorrir para os que reconhecem nossos talentos, em vida!
Nosso mal, como criaturas humanas, é por vezes achar que o outro não tem condições de se tornar um talento, em uma das tantas modalidades das artes que a vida nos oferece, todo mundo tem um dom, pena que alguns morrem e não descobrem por qual razão vivera.
Foto: fanacos
Confesso que cometi esse pecado, mesmo que por um instante, do qual logo me redimi e esclareço como: se o Chu a mim dissesse dito que sonhava ser saxofonista, eu certamente o desestimularia, dizendo ser muito difícil... acho que você não vai consegui! - Agora porquê esse opinião se não conhecemos a força determinante do outro, ou mesmo seus talentos O seu sonhos é a sua maior força de realiação, esta é uma certeza, foi assim comigo e certo que foi com Chuitinho . Eu tive minhas dificuldades por ser um auto-didata, saí tocando um sax tenor tendo o google como professor, mas Chuitinho, como Sócrates, Tilicha, Urani tiveram mestre gigantes como Liozirio Ferreira, José Bezerra e depois alguns alunos, como Tilicha e Vinicios assumiram a batuta e foram fontes de inspiração e estímulos para que muitos rapazer e moças hoje comporem a Filarmonica atual do Municipio.
Não deixou de ser uma surpresa agradável, para mim, ao chegar em Correntina e vê CHU ou Shitinho, em meio a uma charanga de carnaval, empunhado um sax alto e com tal destreza que tirou-me a atenção do bloco que seguia pelas ruas, enquanto eu caminhava passo a passo ao lado do pequeno grande saxofonista; vendo na expressão do seu rosto a felicidade a sorrir por estar vendo o seu sonhos acontecendo a cada passo pelas ruas da cidade. Eu ouvia cada nota, de cada marchinha observando a sua agilidade naquela charanga de carnaval, quando o ouvi e vi, tocando sax pela primeira vez. Outras oportunidades vieram e para meu espanto, ele estava com um sopraninho, depois um soprano e um alto, o que significa que ele tinha um dominio da familia do Adolfo Saxsofone o cirador do instrumento.
Não demorando muito, lá estava ele definitivamente trajado com o uniforme da filarmônica da cidade, quem sabe já sob a maestria de José Bezerra, outro grande maestro responsável pela nova geração de músicos de nossa renovada e jovem filarmônica. Pensei! o que não diria hoje o velho Luizinho, musico percursionista da velha e inesquecível filarmônica Heráclito Correntinense e Pai de nosso artista?
Na verdade nossa filarmônica está entre uma banda e uma filarmônica; pedaço de uma e de outra, sem aquela fartura instrumental; mas é o que temos e defendemos com orgulho até pela inclusão de musicistas do sexo feminino entre seus participantes.
Se foi o pequeno, grande saxofonista Manoelito, alguém que provou que ao homem basta ser determinado em seus processos, para que os propositos aconteçamos. O processo é aquela fase em que buscamos vencer as dificuldades, reunmos forças para buscar a realidade dos sonhos e o propósito é o periodo em que a todo tempo, nos mantemos firmes em não desistir daquelo que almejamos.
requiescat in pace
Manuelito ManoeL
Nosso pequeno Chuite
voou rumo ao infinito!
vai CHU a gente se encontra por lá!