Correntina Arte & Cultura
Casa da Cultura Iozinho Costa
Textos

JOÃO DIAMANTINO DE OLIVEIRA

      “Bichão de Sorte”

 

               João Diamantino foi um mineiro baiano que habitou entre nós; um apaixonado por Correntina e pela filha do Major Felix Joaquim de Araújo, Idalina Diamantino Araújo (Sinhá) que ao toma-la por esposa, aqui ficou até os últimos dias de sua vida!

 

             O poeta “Baianeiro” foi um grande rábula no século passado em Correntina ,  a quem dedicou sua vida e o seus conhecimentos jurídicos. Homem de uma oratória impecável, rica em eloquências, sendo essa uma de suas grandes virtudes que o destacava no meio  social e político. Diamantino emprestava sua voz a todos, fosse um cidadão comum ou mesmo autoridades públicas, nos eventos  sociais ou políticos.
 

         No fim da tarde e a noite costumava ;sentar-se  a porta de casa, vendo o sol encerrar mais uma jornada do dia;  enquanto prosava com um e outro, ou mesmo observando os pardais e andorinhas antes de se acomodarem  em seus ninhos.  passsvam por  sua porta pra ouvi-lo filosofar.


            Seo  João era o "Bichão  da sorte".  respeitado por grandes e pequenos, pobres e ricos. Uma pessoa admirada    pelas crianças a quem sempre dispensou especial atenção e carinho.  Um notório cidadão honorário que recebeu dos correntinenses todo o reconhecimento e toda a gratidão que um ser humano pode receber em uma cidade que se curvava diante  do seu conhecimento.
 

.           Todos os direitos e privilegio de cidadão “Ad aeternum" foram concedido a Ele, tornando-o um  correntinense para o todo e sempre.

 

               Não sei por que “cargas d´água” veio parar em Correntina; mas certamente em alguma diligência jurídica a serviço de alguém ou do próprio Major Felix, que tornou-se seu sogro ao casar-se com Idalina Araújo e por aqui então se estabeleceu.

           …

            Havia muita carência de advogados no pais, e os custos para formar um profissonal desta linha, era para poucos!!! Sem falar das dificuldades se levando em conta que só existia faculdades nos grandes centros. Formar um doutor médico engenheiro ou advogado era coisa pra famílias ricas ou um pobre fora da curva em determinação.

 

            Essas barreiras  sociais  levou jovens e senhores a se dedicarem por conta própria, estudar as leis federais, estaduais; normas e princípios que regem direitos e deveres do cidadão, para então ser  provisionado, ou seja, ter do Estado já uma autorização especial para advogar. A esses profissionais improvidados se dava o nome de “rabulas” ou seja pessoas que advogavam mesmo não sendo formadas em uma universidade.

 

              Os rábulas prestaram relevantes serviços ao Brasil Império e Brasil República e aos leigos cidadãos comuns que requeresse os serviços advocatícios por uma razão qualquer; perante a lei ou conflitos sociais; tinham a importante função de conciliador.

 

        A República se valeu desses profissionais por um longo período, diante da carência de profissionais formados em universidades. Um pais de dimensões continentais precisava conhecer os conflitos da sociedade e fez dos rábulas, um porta-voz com autoridade perante a Lei para tomar decisões.

 

               Logo após a revolução de 1930, o Presidente Getúlio Vargas, via decreto, cria a OAB – Ordem dos Advogados do Brasil 18 de novembro de 1930, com o objetivo de organizar, fiscalizar a profissão na defensa da democracia. Os rábulas continuaram o seu valioso ofício até 1994, a coisa estava degringolando, qualquer um estava se se achava o doutor em leis e as falhas eram escandalosas; quando a OAB resolve criar o então exame que comprovaria a eficiência do formando para o exercício do cargo, para então receber as credenciais que o autorizava advogar; com esta decisão ocorre assim o fim definitivo dos advogados provisionados ou seja rábulas.

 

              João Diamantino estava entre esses rabulas que tiveram relevante papel no contexto jurídico e social em Correntina e hoje se comete a grande injustiça para com esses profissionais que o Brasil tanto deve, ao ser rotulado pejorativamente, atribuindo só  rábula, como aquele profissional ineficiente, fraco sem força em suas argumentações.  Ao Rabula hoje é atribuído set aquele que falam muito e pouco sabe, ou que usa argumentos capciosos, vindo do latim "gritador" ou "mau orador".  
               
                 Hoje quando se quer ferir o ego de um advogado o chamam de rabula. Entendendo ser um incompetentemente,  Quando não o chama de “advogado de porta de cadeia.”[

 

Dr. Lauro Joaquim ?  João Diamantino  Pr. Ceres Crisostomo - Sinhá 

               João Diamantino entrou para a vida do município pela porta da frente, sendo um dos primeiros nesta condição, a de rabula a se instalar na cidade. Aqui escreveu várias páginas de nossa história, com participações importantes no contexto cultural, político e social. Prestou serviços ao Sogro Major Felix Joaquim de Araújo enquanto esse governou o município como “intendente” ate que o município através do Major conquistara sua emancipação , em seguida tornando-se o primeiro prefeito do recém-criado município, João diamantino teve importante atuação neste processo emancipatórios, 

 

            João   Diamantino, um diamante lapidado, respeitado cidadao; manso, calmo e tranquilo, tinha uma pequeno sítio aos pés do Morro do Estreito e lá plantava seu roçado, milho, mandiocas, melancia, aboboras,.. roçado de subsistência mas que na época de colheira, o “dono do alheio” lá chegava a surdina como meeiro, para levar sua parte, na calada da hora! Isso ocorre sempre que  o alheio chora por seu dono. 

 

               Para esses casos, Seo João criou um bordão que entrou para história: “- Cai n´água bichão de sorte!” A frase era atribuída ao jovem larápio de “penosa,” frutos do pomar ou produtos do roçado, que ficava as margens do Rio das Éguas, próximo ao exuberante Morro do Estreito.

 

               Costumava-se dizer que alguns donos de roçado, no período da colheita, ficavam escondidos no meio do milharal com uma espingarda cartucheira carregada de pedra de sal, esperando o larápio chegar para levar o que não plantou e diziam que alguns desses de lá saíam com as nádegas pegando fogo. Na defesa do seu roçado o agricultor atirava mirando a bunda ou as costas. Sabiam que aquele tiro de sal não  matava, mas deixava um bom tempi de molho o larápio. Nunca ví a bunda de alguém marcada por um Tito de sal e todos criam que este fato era verifico.

 

          Seo João  fazia diferente, procurava surpreender o maroto no ato da gatunice ou com a prova do crime na mão e lhe apontava a cartucheira dando uma ordem sumária… - Cai n´água bichão de sorte.! Era pouco o tempo que ele tinha para tomar a rota de fuga. Obvio que o maroto não pensava duas vezes e corria para se atirar no rio, deixando pra trás o que não lhe pertencia. Assustado queria mesmo era  escapar do temido é falado tiro de sal.

          Seo João  falava por parábolas, certamente imitava alguém importante!  Certa feita, no Grêmio Cultural do velho Educandário São José nos recitou e explucoubem detalhes o famoso texto de Rui Barbosa no episódio que ilustra o “juridiquês eloquente do jurista baiano arretado chamado Ruy Barbosa, diante de um simples ladrão de galinha. Aquela também era uma forma de Seo João ensinar o certo é o errado as futuras gerações. Os bons costumes e os valores preservadora de uma sociedade integra. João Batista, popular Periquito de Mariana ficou tão entorpecido com aquele juridiquês que pediu copia ao velho João e a decorou, passando a recitar o texto pelos corredores e pátio do velho educandário,

 

“- Não o interpelo pelos bicos de bípedes palmípedes, nem pelo valor intrínseco dos retrocitados galináceos, mas por ousares transpor os umbrais de minha residência. Se foi por mera ignorância, perdôo-te, se foi para abusar da minha alta prosopopeia, juro pelos tacões metabólicos dos meus calçados que dar-te-ei tamanha bordoada no alto da tua sinagoga que transformarei sua massa encefálica em cinzas cadavéricas.”

O final da história é que o ladrão, pasmo,sem entender patavina do que falara Ruy, perguntou:

-  Cume é doutor, posso levar ou não a galinha?"

 

               Seu João só ameaçava, vai vê que nem pedra de sal tinha naquela espingarda. Tudo não passava de uma classica ameaça, forçado o larápio a cair nas águas do rio e descer corrente abaixo de mãos vazias, para melhor nadar. Também de que lhe adiantaria citar um sermão eloquente, como  Ruy, se gatuno mal sabia entender o que ouvia!  sua cabeça poderia ser partida sim, não pela tal bordoada, mas pela ingnorandia de não saber o que se falava e ele ouvia!  Seu então João resumia num discurso direto, apontando o cano de sua cartucheira: - Cai n´água bichão de sorte!” E o gatuno entendia de imediato, em segundos que tinha para escapar ileso.

 

               Seu João não foi um político-partidário, mas empunhava a bandeira da fidelidade a quem se manifestava apoio. Sempre se manteve fiel a corrente política do sogro, Major Felix Joaquim de Araújo e do cunhado, Lauro Joaquim de Araújo. Sua presença era notória nos palanques políticos, nas festas a padroeira da cidade, nos discursos nas residências dos festeiros do Divino e Rosário, ao som dos sobrados da saudosa filarmônica Heráclito e o foguetório lá fora! Joao Diamantino foi professor tanto na sala de aula, como na escola da vida, onde seus discursos ou palestras, geravam expectativas, pelo aprendizado que proporcionava. A eloquência de seus discursos estava intrinsicamente ligada  ao público que o ouvir. Ele como ninguém sabia a capacidade cognitiva de seu público, por esta razão fazia tanto sucesso suas falas, pois procurava termos simples, para quem fosse simples no seu entender.     

 

               Entre essas e outras qualidades de João Diamantino de Oliveira, destacava sua atenção e o seu carinho pelas crianças e jovens. Seo João foi um grande referencial de estimulo para os que o observava e o ouvia. Muitos de nós aprendemos com ele, a ser hoje parte do que somos, homens e mulher de bem,

 

         Todas as festas tradicionais da cidade, após o período de sua realização, era comum os meninos copiarem o evento, principalmente as festas do Divino, Rosário e as Cavalhadas, quando na semana seguinte, após os festejos, era comum vê os meninos fazendo na sua rua, o cortejo aos moldes do que assistiram. Entre esses estava Miro de Adélia, Carlinhos de Cinza Edson Biscoitão, Weden de Iozinho, não vou comprometer ninguém, mas se vestiam de Nossa Senhora e faziam uma cara de Maria Madalena arrependida, que arracavam risadas dos adultos que viam aquela encenação melodramática.

 

               Também era comum se vê ou dia seguinte, de um grande evento cultural a Filarmônica de Taboca, ou seja, pedaços de paus enviados na boca e na base do tum tum tum, se achando ser a Filarmônica Heráclito, com tal habilidade bocal que tocavam qualquer dobrado e se lhes perguntasse quem ele era naquele precioso instante, diziam? Eu sou Pedro Ferreira, esse fazia o som alarmante do trompete do velho Pedro; outro dizia: - Eu sou Geraldo Corujão e arrumava uma geringona para por sobre os ombros, dizendo ser o Tuba, fazendo a marcação bocal do dobrado que achavam estar “bucalizando” cada um dizia ser quem queria ser quando crescesse, para tocar o sax de Queno e Valdo de Porfírio; o clarinete de Seo Hélio, Iozinho e Canô os pratos do Velho chichico  então era pra todo lado o instrumento mais tocado, com os pratos de alumínio trazidos de casa às escondidas da mãe.

               Todo esses movimentos findavam na porta de Seo João Diamantino que nos recebia na porta de casa, ouvia nossos dobrados cuspidos e soltava foguetes! E a hora tão esperada era chegada com Tia Sinhá e Flora, vindo porta afora, com as bandeijas de Qsuco e bulacha de sal e doce, sem recheio não tinha esses luxo por lá ainda.

 

               Seo João foi mais que um poeta, foi mais que diplomata, foi um embaixador da felicidade;  foi um defensor do meio-ambiente/ foi um pacificador, foi um símbolo referencial; foi a personificação da honra e do caráter; um pensador além de seu tempo.

 

             É lamentável que sua obra poética, artigos e crônicas, tenham se perdido no tempo, pela falta de historiadores que tivessem a preocupação de catalogar muito coisa que se perdeu de nossa história e aí lembramos novamente o poeta, escritor Hélverton Valnir Neves Silva, o filho de Vessinho e Dona Zenilda, que assumiu o pseudônimo de Hélverton Baiano e nos brindou com diversos trabalho (livros) entre esses a História de Correntina, sem duvida a maior e mais completa obra de nossa cultura. Não é atoa que o menino poeta passou pela Jornal O popular de Goias, como jornalista, foi para o Palacio das Esmeralda  e brilhou como o Anhanguera na jazida das pedras preciosas do Goiás. Publicações premiadas nacionalmente até que abriu-se as portas da Academia de Letras do Goiás. Porra! Se não tenho palavras para descrever tamanho feito,  vai mesmo um palavrão.!!!!

 

        Ao grande poeta e cidadão Diamantino nossa eterna gratidão, seus poemas aqui apresentados, são apenas uma partícula do ele representou para nossa sociedade; na cultura, na política e no meio social entre grandes e pequenos, ele era um do Joao Fiamanti de Oliveira e nós “bichões de Sorte” por termos com ele convivido, vivo!

FanacoS

 

 

O PERU

João Diamantino de Oliveira

Correntina /1968

 

Ei-lo inchado... rude e magnate

Na presunção de vil, de ser garboso!

Ter vermelho o pescoço, qual tomate

Vem andando altivo... vagaroso!

 

Na ilusão de ser um potentado

Abre o leque da cauda, em explosões

Julga o “aviléu” já dominado

Pela força imbecil dos fanfarrões.

 

Num círculo, feito por maroto inteligente

Que artimanhas traz

Vê-se perdido o vil maroto

E gira... gira... dentro da prisão

Sem achar saída pra livrar-se

De um risco de carvão

 

 

 

CAÇADOR DE PÉROLAS

João Diamantino de Oliveira

Correntina /1968

 

No mar da vida entre o soluço das ondas

E a salsugem dos folguedos :

- Eu tenho sede!

 

Sede de um feliz e grande amor

que seja lenitivo do meu tormento

da minha dor de pescador cativo.

 

Pescador de pérolas rutilante, eu sou

Com as ideias alegres e exultantes, estou

Por ter colhido uma preciosidade na minha rede.

 

AH se eu pudesse, pois se é pérola vistosa

E deslumbrante a que eu amo.

Pérola no gesto, no semblante

na figura plasma, por mãos divinas

 

Se tem da pérola a raridade e o renome.

Pescador de pérolas eu sou

mas pescador cativo meu amor.

 

 

REFLETINDO

João Diamantino de Oliveira

Correntina /1968

 

As vezes fico:

Fazendo versos para melhorar o humor

Fazendo versos, para poetar

Fazendo versos, para me acalmar

Fazendo versos, para descansar

Fazendo versos, para vencer a dor

Fazendo versos para embevecer

Fazendo versos, p ama me engrandecer

Fazendo versos para esquecer! – O que mesmo?

 

As vezes faço versos

Para me distrair

Para me fazer sorrir

Fazendo versos, para refletir!

Para não me consumir

Para celebrar o amor

Para rimar amor, dor, flor...

Fazendo versos olhando o céu azul!

 

Fazendo versos para esquecer

As grandes mágoas que carrego do mundo

Fazendo versos...prá mesmo o que?

 

 

 

SERIE REFLETIR

REFLEXÃO

 

Estou vivendo aquele tempo

em que todo homem precisa refletir

no por quê resultou as consequências de hoje

para então planejar uma possível restauração.

 

Não há como alinhavar o passado

Mas nele se aprende coser o futuro

como uma roupa nova sob medida.

                               FanacoS

 

 

O SOL

João Diamantino de Oliveira

Salvador BA /1982

 

Acordo para ver o sol e a paisagem

Um o pedaço do oceano verde

Um recorte do céu azul.

E as velinhas brancas que se esgarçam

Na distância cinzenta da saudade!

 

Penso na minha terra

Penso na minha tortura de lutador anônimo

Dentro do oceano da existência

E sinto-me desanimar!

Volto a olhar a paisagem

E insistentemente contemplo novamente o sol

O céu... o mar!

 

Revisto-me então de uma súbita coragem

Ao contemplar a natureza Um desejo imenso de viver

Uma vontade enorme de lutar.

 

 

 

Série Reflexões

LABIRINTOS

 

O vazio interior de um homem é como um abismo,

onde Ele se perde a procura de sua alma

presa entre os labirintos que o aprisiona...

 

É uma mala sem alça... um beco sem saída

É uma vida perdida no vazio do nada!

 

É preciso saber o sentido

ou a razão pela qual se vive

pois o vazio de quem não se encontra

acomete na alma  um homem infeliz;

mesmo tendo tudo para se viver o contrário.

 

O homem sem Deus

é como um ponto perdido no infinito do seu universo,

é uma vida sem alma.

 

FanacoS

 

 

CONSCIÊNCIA TRANQUILA

João Diamantino de Oliveira

Correntina /1986

 

Que sossego n´alma sinto

Quando pratico uma ação boa honrosa!

Fico com o coração em polvorosa

E a mim mesmo em contrição: - louvando!

 

O gesto nobre que me inspira

deixa-me assim Engrandecido,

sentado na soleira da porta

Vendo a vida passar por mim!

 

A sensatez em que se firmou

Perante a consciência enobrecida!

Vale mais a sinceridade altiva

Que a falsidade esquiva.

 

Portadora de fugaz beleza

Poro símbolo da nobreza

Está mais nas belas ações

Do que no esplendor da natureza.

 

Este poema tem a data do ano do falecimento do poeta.

(1986) Sua consciência certamente

já descansava na paz de quem viveu

sua vida, de amor e paz.

 

 

 

JOÃO GUERRA

João Diamantino de Oliveira

 

Acaba de fechar os olhos para o mundo

O jovem poeta João Guerra!

É com a força de um pesar profundo

Que lamentamos sua ausência deste mundo

E a saudade de sua voz na difusora municipal.

 

Idealista de voos condoreiros

Nas exaltações espirituais

João Guerra, entre os correntinenses

Mereceu destaque sem igual.

 

Quem romperá a aurora em solene voz?

Quem há de parar a cidade com fervor e fé

Na hora da Ave-Maria?

 

Sua devoção à Correntina

Sua lealdade, sua pujança...

Os velhos amigos de boemia por certo

Não terão maias a mesma alegria

Se foi João de Jandira

Se foi João de Zeferino

Se foi João Desportista

e João municipalista

 

João poeta e o João orador

Se foi o João dos amores de seus amores

João Pai, amabilíssimo, se foi!

Que os céus lhe seja pródigo em delícias

Por compensação merecida

de quem viveu sem esboçar maldade ou rancor

João da paz...

João do amor!

 

 

Serie Reflexões

QUESTÃO de FÉ

 

Se um dia faltar alguém para andar contigo

não se desespere… nunca estamos sozinhos,

embora por vezes  até possa parecer!

O bem e o mal andam ao derrodor

querendo fazer de companhia a alguém... 

 

O silêncio nem sempre é vazio !

e nenhum passo é despercebido...

Estou convencido de que Deus está ao meu lado

e pela confiança Nele sigo seguro do bem que a mim faz.

                                                            FanacoS

 

 

Serie Reflexões

TEMPO da GRAÇA

 

Não cabe mais em mim a gratidão

que devo a ti oh! Deus 

minhas lágrimas de súplicas, enxugou

e agora choro pela graça do teu amor.

 

Quando tudo parecia perdido ouviste minha suplica

 e finalmente vivo o tempo determinado da  tua Graça.

- Minha graça!

                                 FanacoS

 

Flamarion Costa
Enviado por Flamarion Costa em 20/03/2026
Alterado em 12/04/2026
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