Esse cara não é de Santa Maria?
Que tem Ele haver com Correntina?
Leia e saberá!
Talvez você tenha feito esta pergunta por não saber que muitos santamariense e correntinenses teem muito em comum na história de nossas cidades. Eu correntinense me sinto tão santamariense quanto Josenildo; de nascimento temos diferentes naturalidade mas de coração somos filhos por adoção, Eu de Samavi, Ele de Correntina. Cada um de nós vivemos momentos inesquecíveis na terra de naturalidade do outro.
Josenildo, ou simplesmente Josa é filho de José Firmino Barbosa e Josefa de Souza Barbosa; nasceu em Samavi, sim! mas suas raizes descendem da família Souza Barbosa, oriunda do Barreiro, uma localidade no município de Correntina. O inquieto menino hoje septuagenário é sobrinho de Rafael Souza Barbosa, logo, é primo do nosso saudoso poeta e seresteiro Antonio de Souza Barbosa. Nasceu no dia: 20/08/53, sendo de uma geração privilegiada por viver as últimas décadas de um periodo onde prevelesceu o conservadorismo; as tradições culturais e folclóricas; uma época sem as ideologias que vieram para deturpar os valores morais da humanidade; os princípios naturais na formação e princípios familiar que se forma apartir de um homem e uma mulher.
Os bons costumes se foram e as tradições também; as cegas o homem acha-se evoluindo, enquanto caminhado rumo a um abismo que há de comprometer sua existência.
O mundo vira de ponta cabeça, Até mesmo da justiça hoje se perde nas monocráticas decisões a favor das conveniências como moeda de troco.
Josa é um conservador que ainda tenha em si, os vestígios pessoais do rapazinho de andar "pancoso", um robô pilhado, alcalino, incansável; cujas moças da época chamava de "pão"!... ou seja aquele cuja aparência era agradável, atraente; um gato… Logo podia-se dizer pelo porte do invocado rapaz que Ele era um mini-pao!
Joselito É outro menino felizardo da década de 50; época em que se dava prazer ser menino, pela criatividade, pela liberdade que vivemos; pela disciplina que tanto nos ensinou ser hoje quem somos; hoje; homens e mulheres conscientes de suas obrigações.
Tinhamos que nos virar, para ocupar o vasto tempo vasto, que tinhamos para viver a vida. As vezes sem nada pra fazer, sem ter com o quê brincar, tínhamos que por a imaginação a prova e um brinquedo saia de uma coisa qualquer que chegava a nossas mãos.
Era um período sem a modernidade tanta, sem a tecnologia tanta; que dava aos homens e meninos mais tempo para vê, ouvir, observar o que acontecia a seu redor.
Era o tempo do "Chão de fabrica" do suor no rosto e das mãos calejadas; era tempo em que se amarrava cachorro com linguiça e do valor moral do “fio do bigode” que simbolizava a honra da palavra empenhada e cumprida. O mundo virou mesmo de ponta cabeça e a inversão de valores éticos e morais, não mais assegura o cumprimento da palavra nem escrita nem falada nem autenticada em cartório sendo a classe política a mais desacreditada, a campeã mundial em corrupção, mentiras e promessas vans.
O mundo foi contaminado pela imoralidade das ideologias e a banalidade da era que domina a sociedade; as escolas e tudo iniciado com metodologia do verme Paulo Freire no curso fundamental. As universidades federais adotaram os princípios das ideologias de esquerda, como uma “over dose” que transformou os campi em espaco de doutrinação, libertinagem sexual, apologia e consumo de drogas .
O que antes era oruglho para os pais, ao vê seus filhos conquistarem uma vaga em uma universidade federal, passou a ser motivo de preocupação e medo; os pais rogam a Deus para que seus filhos não se envolvam com a decadencia humana que se vê nessas instituições, tudo em nome da vulgar liberdade de expressão; da falsa democracia. Eu que por meio século fiz parte de uma delas, posso-lhes assegurar que nossas universidades federais se desviará dos bons princípios da moralidade e de deiscência humana, com raras excessão a se observar.
…
Ah aqueles nossos tempo de meninos e meninas quando nós mesmos fabricava-mos nossos próprios brinquedos; o pinhões de goiabeiras; pipas ou raias; rodas com guiadores, bolas e bonecas de pano e de gude; brincadeira de finca; cavalo de pau; e as prachas de barrigudas com as quais se descambava rio abaixo. Ah o rio! Era um rio imponente, majestoso, até parecia inabalável diante da exploração humana.
Os belos vapores, as barcaças e corredeiras trafegando suas águas ,profundas; pescadores felizes, certos de seus pescador; a hidrovia por onde trafegavam as matérias primas, bens de consumo e meio de transporte populacional…
Vivíamos num pedaço do paraíso e não sabíamos! O rio corrente que por vezes invadia com suas águas as ruas, as praças da cidade baixa. O que parecia uma tragédia, era mais uma diversão para a grande maioria que supunham estar passeando pelas ruas da Veneza do oeste baiano.
O Corrente aos poucos foi perdendo seu encanto; pontos de esgoto, assoreamentos, terra e mato invadindo seu leito… em nada parece ter sido aquele rio de vidas aquaticas, fartura de pescados, passeios de barco e o desafio nas travessias, não havia pontes e as canoas ferfilhavam de um lado para o outro, atravessando as pessoas entre Santa Maria e São Felix do Coribe; enquanto o ajoujo do Seo Emílio atravessava automóveis e caminhões e lá iam os meninos de carona no ajoujado até o meio do rio, onde se ativavam nas águas com o grito de cuidado do Velho Emílio que acabou se acostumando e parando de tanto avisar dos riscos de afogamento, mas os meninos eram como piabas ariscas, alguns pareciam aqueles piaus três pintas de tão ágeis que eram sobre as águas do corrente!
Arq. Facebook Prof. Jayro Rodrigues

As vezes nos perguntamos de quê os meninos de hoje sentirão saudade? se um dia hão se saber o que é sentir saudade da forma como sentimos? E’ certo que não! mas terão sim um jeito maluco de definir o estranho sentimento que os incomodara, sem saber que isso é saudade as vezes de si mesmo.
Josa começou cedo sua saga laboral; tanto pelos princípios de entender cedo a importância do trabalho para seu sustento próprio; como a necessidade de ajudar em casa. Isso já era cultura dos país ensinarem seus filhos homens e mulheres a aprrenderem que as coisas não eram adquiridas de graça; os meninos logo ganhavam uma caixa de engraxate com todos acessórios para prática do oficio; as meninas aprendiam cozinhar, costurar, fazer bordados... Apenas no natal ou no aniversário costumavam ganhar, os meninos, uma festinha "mixuruca" de aniversário, com um bolo comum servido com bolacha recheada e QSuco; enquanto as meninas era mesmo uma festa de aniversário com casa enfeitada, brigadeiros, bolo confeitado e o “refri” do momento; Guarará, crush sabor laranja e a Bidu de uva.
Josa sempre foi um menino alegre e falante e assim se manteve na vida adulta. Gostava de andar sempre impecável, bem vestido, cabelos alinhados, brilhantina e água de cheiro, com um sorriso inconfundível e como arremate deixava exposta sua´lma generosa.
Nos conhecemos quando Ele exercia a função de gerente da agência de passagens da Viação Badeco. Alí eu costumava fazer um "bico" nas sextas e sábados, era contratado pela Exportadora Coelho de 2a. a 6a. e no final da tarde de sexta me apresentava para fazer um extra como cobrador nos onibus que partiam para o interior do municipios, buscar os feirantes que chegavam na sexta a noite par armar suas bancas na Praça dos Afonsos. A feira de sábado que abastecia a cidade com produtos fresquinhos como: feijão rapaduras, farinhas, mandiocas, galinhas e porcos vivos ou não; frutos do cerrado até mesmo caças.
Os ônibus pareciam um mercado sobre rodas, onde se acentuava o cheiro da carga que levavam, misturado ao perfume das moças, maquiadas, perfumadas, vestidas como se fosse para uma festa e era de fato uma festa a visita a cidade, com a conveniência de vender a produção semanal. Tinha até mesmo aquele rapaz moderno com seu radio gravador, tocando em suas fitas K7 as modas sertanejas.
A volta era outra festa com a alegria dos torcados no bolso. As moças mostrando uma as outras as compras que fizeram; cortes de tecidos para seus vestidos especiais; roupas íntimas, perfumaria, algumas até faziam as unhas alí no salão de Romilde Borges. Era visível nas feições daquelas senhoras e mocinhas as inusitadas viagens a cidade onde de tudo se via e vendia.
O frenético vai e vem da feira, centenas de cavalos subindo e descendo ruas, quando não ficavam amarrados ao longo do cais do riacho ou orla periferia da cidade. Muitos tradicionais feirantes não trocavam seu cavalo machador nem por um avião, imagine um buzu! No mais tinham a liberdade de voltar pra casa quando bem quisessem; podiam tomar sua cana e farrea no Pingo d´água ou butecos da cidade a vontade!
Sobrava pouco o tempo para moças, rapazes e Senhoras curtirem a cidade. Depois que a feira findava cada uns saia para um lado outros para outro; as moças e rapazes de bem ficavam pelo centro, passevam pelo jardim, curtiam o Caneção, o Santa Clara ou pela beira do rio vendo o movimento das barcas carregando e descarregando; enquanto outros iam tomar sua cachaça bem ali na esquina da praça dos Afonsos onde ficava o Ovo de Codorna.
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Arte no muro - Jayro. & Rosa Tunes
Em 1975 eu deixei Samavi morrendo de tanta paixão, levando no peito a dor de um amor rompido e a vontade antecipada já agendava da volta... Uma dia eu volto para rever Samavi ou Marinalva mas sabe Deus o que seria!
Fui morar em Brasília, enquanto Josa assumia a vaga por concurso na agenciando Baneb aberta em Correntina. Ficou no banco pouco tempo, pois logo foi convidado pelo Prefeito Teófilo Guerra que precisava de alguém com experiências contábeis para compor sua equipe na Secretaria de Finanças da Prefeitura.
Era uma troca ariscada, deixar um cargo concursado num banco estatal para aceitar um cargo de prefeitura. Creio que o salário e o brio de orgulhar-se de si mesmo foi a tônica da vodka que embriagou Josa. O garoto não era de recuar diante de desafios, afinal gostava do ambiente político e foi em frente.
Logo logo o Prefeito Teófilo Guerra o envolvera nos emaranhados da política, ao apresentá-lo ao diretório di Partido Trabalhista Renovador - PTR que nascia coligado ao PFL. Foi um tiro certeiro de Teofilo Guerra que nessas eleições elege o seu sucessor Dr. José Maria e os vereadores Nilson Maguila e Heitor Alcântara; este ultimo entra para história como primeiro e unico ocupante de cargo eletivo assassinado no município. Um crime político que não ficou esclarecido senão na boca do povo.
No governo seguinte como se previu, Josenildo deixa a prefeitura e é contratado como prestador de serviços no Cartório Eleitoral de Correntina, ao lado de Odeilde Rocha e um dia põe em prática seu velho plano de mudar-se para Capital Brasília, onde enfim definiria sua vida, como o fez até os dias de hoje.

Chega a Capaital um dia antes de completar seus 20 anos de idade. Era o dia 19/09/1973. Não perde um dia de seu tempo e vai direto para o Quartel General das Forças Armadas onde se alista no exercito, ficando alí até o ano de 1980 quando pede baixa no posto de Cabo Intendente do Exército Brasileiro.
Torna-se servidor público do GDF, lotado na administração de Taguatinga; é quando volta a flertar e com a política no GDF. Entra para o grupo de apoiadores do Governador Joaquim Domingos Roriz, que por 14 anos manda e desmanda na política do GDF. Navega por vários partidos sempre sendo indicado uma função importante na coordenação das atividades partidária da 3a. Zona eleitoral Taguatinga/DF.
Em 1.992 filiou-se ao Partido Trabalhista Renovador do Distrito Federal e mais uma vez é indicado para coordenação regional partidária agora pelo PTR-DF. Josa segue os passos do governador Roriz que gpverma o Distrito Federal de 1988 a 2006 não consecutivos.
Em 2002 candidata-se a Deputado Federal pelo PRTB-DF e em 2018 coroa sua participação na política do GDF como membro da equipe de apoiadores do Deputado Jair Messias Bolsonaro a presidência da república. Josa sempre procurou estar filiado ao partido pelo qual milita.
Por diversas vezes o ví entre os acompanhantes das autoridades políticas, em meio as entrevistas concedidas em temporadas eleitorais ou em atividades do dia a dia. Neste intervalo faz sua graduação e pós-graduação e também se casa com a jovem Edna Maria dos Santos Barbosa com quem tem três filhas; Kelle Cristiane, Carla Cristina e Keilla Karen; todas formadas e atuantes na área da saúde do Distrito Federal.
Seu curriculum trabalhista e andanças politicas é vasto e experiente; tendo sido Servidor Público do Governo do Distrito Federal - GDF, lotado na Administração Regional de Taguatinga - DF onde exerceu o Cargo de Fiscal; (2008 a 2010); Chefe de Patrimônio e Materiais da Secretaria do Trabalho do Distrito Federal; (2010 a 2012); Assessor Especial do Gabinete do Secretário de Trabalho do Distrito Federal. Foi neste periodo entrou a para a faculdade e gradua-se Pedagogia, concluído sua pós-graduação em Gestão Educacional e Pedagóga, torna-se professor universitário substituto na Faculdade COC de Taguatinga/DF e atualmente é um mcro-empresário na Construção Civil em Brasília/DF; executando projetos e obras de engenharia civil de pequeno e médio porte e mesmo em meio as atividades laborais não deixa que a poesia seja uma atividade do passado, mas faz dela uma ponte por onde trafega suas memorias.
Finalmente, em nosso bate papo para formulação deste texto, faz quetão de enaltecer seu carinho por Correntina e os amigos que lá deixou, sendo que muitos já partiram desta vida, mas cita Claudionor Rocha - Canô; seu primo Antonio Barbosa, (Tonho de Rafael) Odheilde Rocha, Getúlio Reis, Veríssimo Araújo, Marício Pinto, (Moka) e Teófilo Guerra os seus grandes amigos pelos quais, vivos ou mortos, têm a maior gratidão e reconhecimento de uma amizade duradoura.
" SER MÃE "
Josenildo de S, Barbisa


- Mãe... É uma palavra doce e mística
Cheia de segredos E de reais convicções...
II
- Mãe... É uma lágrima chorada
Que às vezes, por um nada Faz doer o coração.
III
- Mãe... É o Universo mais perplexo,
Paraíso de verdadeiras alegrias, e
Puro símbolo de fraterno amor.
IV
- Mãe... É o delírio infinito,
Da vontade incansável,
Da razão de ser e de viver.
V
- Mãe... É a doçura divinal da vida,
É a renúncia da vontade própria,
Em benefícios dos seus próprios filhos.
VI
- Mãe ... É a proza em verso,
É a " Poesia e o Poema ",
É a luz da alma de um Poeta.

" DONA JOSEFA - MÃE"
Professor Josenildo
I
Oh! "Minha Mãe"
A senhora é tão pura,
Inteligente e trabalhadora.
Oh! "Dona Josefa",
A senhora é tão sofrida,
Serena, humilde e conformada.
II
Oi ! "Dona Josefa",
A senhora é tão sincera,
Paciente e modesta.
Oh! "Minha Mãe"
A senhora vive tão sozinha,
Caseira e bastante solitária.
III
Oi ! "Minha Mãe",
A senhora é tão honesta,
Dedicou-se à sua vida inteira
Aos seus filhos, e a sua casa.
Oh ! "Dona Josefa",
A senhora será sempre "Eterna".
IV
Oi ! "Dona Josefa",
A senhora é uma "Mãe Guerreira",
Mãe exemplar e amorosa.
"Minha Querida Mãe",
que Deus lhe abençoe
Aqui na terra, pela sua grande honra.
Obrigado "Minha Querida Mãe",
obrigado "Dona Josefa".
Homenagem póstuma à memória de minha querida "Mãe, - pelos seus dois anos ausente de nós- em gratidão ao meu amor eterno pela minha querida "Dona Josefa". Falecida em: 30-10-2018. Brasília/DF; 30 de outubro 2020.

SER PROFESSORA:
À Profa Artuzita Santana
Ser Professora
É levar no peito o orgulho de transformar vidas;
É ter em si a graça Divina
de realizar no outro seus sonhos.
É como sentir-se sorrindo pra si,
diante do espelho
ao semear em corações secos
a fertilidade da vida!
e nele fazer brotar a esperança
por vezes morta.
Ser Professora é nunca desistir
por mais árido que seja o coração
onde se planta o conhecimento!.
Ser professora é ser Mãe
dos filhos que não são seus filhos...
É ter em si a vocação
sem distinção ou preconceito
de ensinar como se fosse
a conhecedora do universo!
É aceitar o desafio e feliz estar
em vê o fruto vivo do conhecimento
amadurecendo dia-a-dia!!
É não queixar-se do cansaço
e das dificuldades do dia a dia
É amar os filhos alheios
como se seu, filho fosse! FanacoS

CORRENTINA
Josenildo de S, Barbosa
“ Dos filhos deste Solo és Mãe Gentil”
Terra Amada e querida
Cidade caricia do Brasil !...
II
- Salve, salve, Correntina na Bahia !...
Tua beleza é única. E’ a glória
em tuas formas métricas e rítmicas
que o poeta cantou em versos.
Correntina, Correntina...
Tens alegria de uma criança,
Tens uma linda história a contar
Vida e Poesia,
És o sonho de um "Baiano Poeta" !...
III
- Salve, salve, Correntina na Bahia ! ...
De Cachoeiras e Cascatas,
De lindos Rios e Ribeirões
Àguas cristalinas, descem
das nascentes e mananciais.
eternos horizontes
das Veredas e Gerais!.
IV
Oh! querida Correntina da Bahia !...
De amor eterno seja símbolo,
dps teus filhos orgulho, glória.
Berço esplêndido de vitórias.
Correntina dos belos carnavais
desfiles e festivais,
Corretina das Camélias
e Cabrochas,
Correntina do Major
e velhos Coronéis !...
V
Ah! querida Correntina, Correntina
quanta saudade bate-me o peito
das manhãs, das tardes
e noites de luas...
À beira do "Ranchão".
VI
Das águas transparentes
e das cervejas geladas,
Das exuberantes e sinuosas
"Baianas"
Morenas, loiras e mulatas,
as mais belas moças,
Embaixatrizes Correntinenses.
Correntina de tantos amigos
já saudosos
Maurício Pinto, (Moca)
Canô e Verissimo
meu primo poeta
Tonho de Rafael
Graças a Deus
ainda temos o canto doce
de Odheilde
e a poesia de Teófilo Guerra,
O gentil Capitão Getúlio
Ah Correntina, Correntina
quando voltarei a ve-la?
ULTIMO OLHAR
Nadir Athayde 1974
Nunca um olhar falou-me tanto
Como aquele olhar!
Profundo... cheio de magias
Cheio de desejos e de saudade...
Olhar de amor tão puro
Que nunca vi em outros olhos
aquele seu olhar!.
Aquele olhar
vinha acompanhado de frases lindas,
silenciosas... cheias de caricias
Nunca ví tanta ternura num só olhar
recordar aquele seu olhar dá saudade
vontade de estar ao seu lado... sonhar!
Talvez só eu entendesse aquele olhar
Era seu jeito manso e terno de olhar
Porque naqule dia o meu olhar
era igual ao seu olhar
cheio de saudade... vontade de ficar
fitando aquele seu ultimo olhar
Quisera Eu ter aquele olhar por toda vida
Quisera Ele ter o meu olhar por todo sempre
Pois o seu olhar... o meu olhar...
O nosso foi um adeus.
..................
Roberto Borges -l Robertinho

Foi o meu colega de trabalho no primeiro emprego de carteira assinada, na Exportada Coelho.
Eu o chamavam de Boby.
O poema foi inspiração da bela poetiza Nadir Athayde ao findarem o namoro e Ela passou-se na época o poema que guardei por mais de meio século!. Roberto casou-se com uma bela correntinense, Etiene Ferreira, filha do lendário maestro Liozírio.
A ex-namorada Nadir mudou-se para Brasília aindz na década de 70 e nunca mais tive dela notícias. Roberto faleceu em Samavi no ano de 2010. FanacoS.
DERRUBEM
Paulo Cezar Lisboa Cerqueira
(oprimidos) - 1982
Derrubem todas as cadeiras das excelências
Cassem todos os juízes
Desativem todos os fóruns
E aumentem suas marquises
Para servirem de guarida para mendigos.
Façam emanar toda a força do povo
Tirem todos os lacaios do Direito
Porque as massas não são a mediocridade.
Como queria Stuart Mill
Cassem todos os legisladores Burgueses.
Porque de fato a liberdade está sendo sangrada
No dia a dia nos ombros dos verdadeiros fazedores da História.
Ali estava EU sentindo a terra molhada
Encoberto num manto verde
todo verde
Dilacerante de esperança
nos entrelaçados raios de sol
Cravado entre as folhas era
o meu coração

--------------------
Paulo César - Já na década de 80, o saudoso Paulo já via m sistema judiciário precário e ineficiente. O que diria hoje o poeta, diante de uma Suprema Corte apodrecida pelas conveniências e favores!
O Poema foi extraído do livro: Chá de Koisa com biscoito creme - craque/ 1980, publicado no Recanto das Letras espaço privativo do poeta João Nogueira - JN.
Um livro artesanal que cruzou o século, graças ao amor pela cultura do poeta Jota Kameral que recuperou a obra e a publicou no site Recanto das Letras.
FanacoS
A DANÇA DOS GARIS
Fernando Kaofo – Samavi
30/01/1984

A lama rega as ruas
Cintilantes de lodo e lixo
Alguns homens passeiam brilhantes
No zênite da abundância
Os mendigos nem diga Mendigam.
Os operários
Escrevem as valas e os esgotos
utros homens e mulheres gestantes
Fazem a festa
Com bandeirolas e papeis
(de todas a matrizes)
Com frutos e pães mofos
Migalhas e trastes toscos...
Eles lá distantes
Sem fardas, sem luvas sem chapéus
Vem varrendo, varrendo e varrendo
Chii! Chii! Chii! Chii!
E o som aumentando
Eles, suas vassouras e sua dança...
No sol, sem chapéu
Dançando suando e tocando
a mesma música.
Com ritmo suando, dançando
e varrendo
Vem chegando.
O som aumentando
Vem chegando, chegando
Num medonho escarcéu.
E o chiado aumentando...
aumentando...
ULTIMO OLHAR
Antônio Salustiano
Não consigo explicar Por quê
fitei um dia Aquele estranho olhar.
Feito de sonhos... de magia!
Evita-lo eu não podia.
E não sei, se quando o vejo
Encho-me de desejos
Na virtude daquele olhar...
E a dona desse olhar
que trago na retina
parece adivinhar
que seu olhar me fascina.
Desejos... amor!
Vontade e medo...
A dona desse olhar nunca há de supor
Nem ao menos imaginar
Que louco e imenso de amor
Eu me perco, olhando o seu olhar

....................
O Poeta santamariense é foi um naita amigo... continua sendo, mas a distancia esfrio o relacionamento dos encontros semanais, depois que mudamos para Brasília. Ele foi morar longe, numa satélite chamada Brazlândia, onde eu sempre visitava, quando solteiro, e recordavamos nossos madrigais em Samavi, agora nas noites brasantes de Brazlandia onde ele ainda goza da vida ao lado da familia que formou. Criou raízes naquela aconchegante cidade.
Em Samavi. só nos separávamos na hora de namorar e depois de levar as namoradas para casa era hora de vagabundar... viver nossos momentos secretos na rua e por quê não no Pingo D´água!? Nas serestas e longos papos no salão do Santa Clara ou pelos bancos da Praça do Jacaré... era muita conversa jogada fora.
O MURO
Fernando Kaofo
Samavi 20/06/1985
No muro branco do lado oposto da rua
Não vejo só o branco...
Vejo as pichações
que não foram feitas
A vibração do ronco dos automóveis
A elevação do voo do pardal
Os riscos das traquinagens infantis
A sombra das palmeiras
A violência implícita.
O muro
É uma afronta ao branco
Nele também vejo
A silhueta do meu amor…
Malabarismos de saltimbancos
O muro e a chuva das seis
Soma e divide
Propriedade e liberdade....
PPP = poeta pintor e professor Jayro Rodrigues

*Poema musicado por Maria Gorete Xavier Figueiredo musicista do CUCA - Centro Universitário de Cultura e Artes da UEFS.
ANJO SAFADO
Flamarion Costa
Ao garanhão de Samavi
Lucival Prado / 1981
Oh lua que brilha no céu tão linda!
Devolva minha honra
que aquele anjo safado, levou!
Meu sentimento singelo
há tanto guardado
Esse anjo safado roubou.
Jurou-me amor eterno
Bebeu do meu casulo
o mel mel e depois se escafedeu!
Deixou-me de queixo caído
e o coração partido
numa taquicardia
de revolta e desejo...
Ele foi tão audaz, tão voraz!
Poderia ter me levado debaixo de suas asas
mas deixou-me na beira do cais
sem um aceno de adeus!
Foi tão belo sonho de amor...
nos teus braços ví um céu de estrelas
E o prateado da lua,
como é bom contigo sonhar …
Reviver loucuras de amor...sem amar!
Meu anjo safado! Meu anjo querido...
Partiu calado ao romper da aurora
fugiu!.
Era um anjo garboso,
formosura sem igual!
Tinha uma pegada tenaz
e até parecia um bom rapaz
deve pele bronzeada
sorriso moreno magico
Meu garanhão fugiu que pena!
A ele entreguei-me de paixão,
sem pensar no depois...depois!
Nem um beijo de adeus!
Ah se eu encontrá-lo outra vez!
Vou trucidá-lo em meus braços
abraços, amassos e beijos
Prá nunca mais esquecer
aquele anjo safado...
