O Mito que os correntinenses beatificou São André Berenos, sem que houvesse qualquer resistência ao ato, senão por parte de alguns padres que vieram após Ele e se manifestaram incomodados com tanta reverência ao eterno Padre André.
André nasceu no dia 07 de abril de 1919 longe de Correntina, do outro lado do continente num lugar chamado Paramaribu, no Suriname; nasceu com a vocação do sacerdócio mas teve muitas dificuldades para se por neste caminho; acabou passando da idade para ingressar em um seminário, quando então passou a se valer da fé e da determinação de servir ao próximo e ao Senhor Jesus como ministro do evangelho.
Foi preciso muita determinação, fé e mais força para realizar o desejo ardente de servir a Deus; certamente o própria Deus testava o homem André em sua determinação, se outros caminhos vividos em seus vinte e trinta não o faria desistir do sacerdócio.
Não conseguiu realizara seu sonho em sua cidade natal, por alí e nas proximidades certamente não ter seminários e onde encontrou não foi aceito por ter uma idade já avançada para consagração ao sacerdócio, onde uma das barreiras estava a provável vida carnal já o ter levado a experiencias sexuais; a meu entender uma hipocrisia secular da igreja católica e não vamos entrar nesses detalhes em respeito aos irmãos cristãos.
Sua insistência o levou a ser aconselhado a vir para o Brasil, onde a barreira da idade não era obstáculo para seu ingresso em um seminario e assim o fez. Realizou seus estudos e formação eclesiástica em Minas Gerais após chegar ao Brasil em 1949. O Seminário Maior de Diamantina, embora outras biografias e homenagens citem também o tradicional Seminário de Mariana, ambos em Minas Gerais.
Após concluir a sua formação teológica em Minas Gerais, ele foi ordenado sacerdote em 8 de dezembro de 1955 aos 36 anos de idade, na diocese de Barra (antiga diocese de Barra do Rio Grande), na Bahia. No seminário conheceu o jovem correntinense seminarista Teófilo Guerra, embora o fato não conste nas biografias conhecidas, o fato é reconhecido pela família Guerra e o próprio Teófilo Guerra que nesta aproximação leva o seminarista André Bérenos para conhecer Correntina em um dos momentos marcantes em que se comemorava as festas religiosas, tradicionais que se mantem ativas até a presente data no município.
Providencias Divinas ou interesses das partes é integrado a diocese de Barra que o nomeia vigário da paróquia Nossa Senhora da Gloria, no município de Correntina - BA e assim aos 37 anos de idade chega a Correntina no dia 30 de junho de 1956 onde passa a servir aquela carente comunidade por 50 anos, marcando sua história no antes e depois. Pa. André faz excursões pelo município não só para conhecer as necessidades espirituais, mas também sociais e as questões envolvendo a saúde populacional uma vez que no período muitas doenças infecciosas eram sistemas, atingiam grande números de pessoas e crianças. males como a malária, febre amarela tiffo. Tornou-se comum vê-lo sob lombo de um cavalo ou mula a se enveredar município adentro indo Ele cuidar do seu rebanho com celebração de missas, batizados, casamentos, assistindo de perto as almas necessidades em seus corpos doentes em distantes comunidades precarizadas sem qualquer assistência social.
André não foi apenas um Padre de celebrações religiosas; com a palavra da salvação ele também levou o pão, o remédio, a escola e até mesmo momentos de descontração, esporte e enfim, construiu o grande Educandário São José principal centro educacional interno e externo, que atendeu não apenas os moradores de Correntina ou município, mas de diversas localidades próximas e até outros estados que alí matricuram seus filhos no modulo interno do Educandário. Foi o Padre, foi o Assistente Social, foi o enfermeiro, foi o médico, foi enfim o grande pai dos correntinenses em seus 50 anos de dedicação exclusiva a nosso povo.
A cidade na década de 50 era muito pequena; reduzida a um miolo em volta da igreja matriz, uma praça a frente outra atrás, uma a leste outra oeste, a velha Varginha; o Candelão do Cemitério Velho, porteira de saída para o Goiás e no outro extremo a Rua de Cima que se estendia pela rua da Chácara do Major e nos levava a uma pequena pista para pouso de pequenos aviões; um campo de futebol com gramado nativo e seguindo a esquerda outro cancelão marcava o fim o perimetro
A maior parte da população morava no interior do município e viviam da agricultura; pequenos roçados ou produtos extraídos da cana de açúcar em pequenos engenhos. A cada 7 dias compareciam a cidade em uma movimentada feira de sábado, vencer um pouco do que plantavam para adquirir manufaturados e outros produtos de suas necessidades diárias.
Pa André teve justo reconhecimento não só de seu rebanho, mas foi reconhecido pelo Papa Paulo II que o concedeu o título de Monsenhor André. Faleceu em 1 de setembro de 2006 deixando seu nome não apenas no coração daqueles que de perto o assistiram, mas ficou por nome da Praça que era da Matriz e onde um gigante estátua alí foi plantada como símbolo de sua grandeza, entretanto sua maior grandeza ou virtude está no coração do povo; está em tudo que ele plantou e que milhares de crianças tornaram-se jovens e depois adultos que hoje guardam com gratidão o nome e os feitos do Revdo Monsenhor André Frans Berenos, cuja memória está viva além da gigantesca estátua numa das ruas de acesso a praça da matriz, mas também em cada coração correntinense, para o todo e sempre.
Entre as diversas religiosas freiras que se dedicaram a Correntina, no auxilio pastoral junto co o Revdo Monsenhor André, não se pode esquecer a eternas filhas da congregação filhas de Fátima, que em 1971 chegam de forma definitiva para se estabelecer no município e aqui permaneceram por toda vida sacerdotal do Reverendo. As irmãs Oneide Costa, mais diretamente responsável pela agenda religiosa e a Ir. Zélia de Magalhaes Brandão, que dirigia o Educandário e exercia o papel de secretaria da educação da gestão Berenos.
Monsenhor André Berenos falecera em 1o. de setembro de 2006 e a para a Irmã Zelia Brandão foi um perda irreparável, entrou em depressao profunda e veio a falacer seis meses depois, enquanto a irmã Oneide Costa entre na casa dos novena anos de exisencia, ainda em meo aos correntinenses.

Padre Andre faleceu em 1o. de setembro de …