Correntina Arte & Cultura
Casa da Cultura Iozinho Costa
Textos


Simplesmente Vavá Cunha.

Natural de Malhada – BA, de onde surgiu em 21 de maio de 1960, para ser mais um astro da música, no oeste baiano. Vavá nos revela que tudo começou em família, vendo o Pai e o irmão, músicos, exercer o ofício, debaixo do céu de Malhada. Foi um autodidata que chamou atenção do irmão, que tinha por referencial.

Quando uniu a voz ao som do violão, chamou atenção e o chamaram de Fagner baiano. Óbvio que de certa forma qualquer artista em inicio de carreira, tem um seu referencial e por vezes, lembra um nome já conhecido no cenário artístico. Vavá Fagner..! não lhe ficaria bem, VaVá Cunha mostrou ser Ele, Ele mesmo, VaVa.

Também impecável com um violão no colo e uma voz solta ao vento. Um artista na trajetória de encontrar seu lugar, pode se perder na formação de sua personalidade musical e não conseguir ser o que lhe chamam, nem mesmo ser ele mesmo ser, o que sonha ser. Vavá não se perdeu nesse trocadilho de palavras e patenteou sua própria personalidade, sua excelência de compositor, musico e cantor. Ele é o próprio, VaVá Cunha.

Vem de uma família de músicos, e aos 10 anos de idade, já dava o ar da graça com o cavaquinho, numa antevisão de que o menino tinha dons naturais que havia de fazer a diferença entre ser e ter qualidades para ser. A igreja foi o primeiro palco do aprendizado, tendo no guitarrista e violonista Agostinho Cunha, seu irmão, o grande referencial que norteou seu sonho em ser músico.

No período da Jovem Guarda, e das saudosas bandas musicais, tocou na banda Pop Som, Aquarius, Cactos e no grupo Éden; nas cidades de Januária – MG e Carinhanha – BA.

Em 1983, descoberto pela banda Gera Som e Arco-Iris; também descobre Correntina, passando a tocar guitarra baiana no seu carnaval de rua; foi guitarrista do primeiro trio elétrico idealizado e montado na cidade. Um velho jeep, que feito um jumento duro na queda, subia ruas e grotas, carregando atrás e a frente, uma multidão de foliões.

Vavá Cunha teve data para chegar a Correntina, passaporte de boas vindas, sem carimbo de saída. O Prefeito Marcos Falção, outro apaixonado por musica, tocador de violão, cuidou de empregar o artista e Lourdes Ferreira, com seus dotes, de mulher correntinense, completou a sentença do desfecho final. VaVá Cunha e Lourdes Ferreira tornaram-se marido e esposa; e assim VaVá começou a escrever sua história, em meio a nossa própria história, a ponto de sermos, irmãos de fé e artes.

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Participou de diversos eventos artísticos, em diversos Estados brasileiros: O aniversário de 510 anos do Rio São Francisco, em Penedo – Al; onde conheceu o cantor Geraldo Azevedo. A convite deste, participou do CD e DVD “Salve o São Francisco”, em 2011, quando já era notória a trajetória que nos traria a este momento triste, de vê morrendo nossos rios. Na ocasião apresentou uma canção de sua autoria, “Saudade do Vapor.” Gravada inicialmente por Henrique Soares, em seu primeiro CD.

Em 2013 compôs a trilha sonora para a peça teatral escrita por Elio Filho. Apresentando-se ao vivo, no período de cartaz da peça, no Teatro Solar de Botafogo – Rio de Janeiro; também compôs a trilha sonora para o curta metragem “Fogo Ardente, Água Corrente” de Larissa Malty.

VaVá Cunha e presença de carteirinha no Memorial do Cerrado, na PUC-GO, onde já participou da gravação de dois CDS, cujo temática aborda o folclore e as riquezas do Cerrado brasileiro. Em seu primeiro CD, Voz e Violão, tem quatro canções maravilhosas de Welson Moreira, Versos de Algibeira; Paralelepípedo e Roda D´água. Vavá também compôs com Henrique Soares, sendo Ele um curinga musical, que se encaixa, perfeito, aos diversos parceiros que lhe tem procurado.

Este texto seria incompleto, se ao falar de Vavá Cunha, não nos lembrássemos de incluir junto a ele, Welson Moreira, e sua grande capacidade de compor versos, odes específicas, que já nascem canções. Welson Moreira e Vavá Cunha são cartas que se completam, no mesmo baralho; nomes atrelados, como dupla de bois encangados, o onde um segue a direção do outro, embora tenham seus momentos de individualidades.

Eu tIve uma aproximação por momento com Welson Moreira, quando o mesmo estudava na Escola Agrícola de Planaltina – DF e um belo dia descobriu o rumo de minha casa na QE 4 do Guará, que tornou-se seu lugar predileto para as fugas em fins de semana, alí se refugiou Djalma Ferreira, Reizinho - !Guara), Fenelon, faltou Vavá e Américo Nascimento para que o grupo estivesse completo. Mais tarde conheci através de Vavá uma das obras primas de Welson e Américo Nascimento, uma canção de nome A Rosa! Perfeita, até conheci a musa inspiradora e é uma das canções que sempre canto, quando tenho a oportunidade de estar na companhia do grande violonista Magnovaldo, Vavã. Tornou-se minha canção predileta, parece que feita sob encomenda pra minha voz rouca e melancólica.

Os poetas, Henrique Soares, Américo Nascimento, Welson Moreira e Vavá Cunha, são especialistas em chorar as suas e as nossas paixões. Choram a saudade que é de todos nós, quanto ao que foi, na tristeza de não ser mais, senão, nas lembranças que fecundam este sentimento eterno do lugar que nos viu crescer. Saudade que nos faz sorrir e chorar, ao evocar as lembranças das viagens de vapor ou paus-de-araras! Com riquezas, sentimentos, detalhes.. O mundaréu de águas do Velho Chico, do Rio das Éguas e Rio Corrente de Samavi e as paisagens quase que indescritíveis, do Cerrado e suas estradas tortuosas como se fossem rios de areia.

Graças a esses poetas, as futuras gerações, que infelizmente não conheceram tais cenários, podem vê com olhos virtuais, em seus versos canções, o encanto que influenciou nossos compositores, que estão sempre presentes nos eventos organizados na Vila do Cerrado, onde o Professor Altair Sales, baiano de Correntina, que reproduziu em Goiânia, uma copia mais sofisticada do museu empalhado de Correntina, também de sua autoria com informações da flora e fauna do Cerrado.

Fica aqui um convite, ao irem a Goiânia, procurem conhecer o Museu do Cerrado, que é um pedaço de sua história, sua terra.

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Vavá e Geraldo Azevedo - Show em Correntina

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Flamarion Vavá e Tezinho do acordeon

evento emancipação Valsa Correntina

2017

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Guarabira Vavá e Sá

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OS ASES DO BARALHO CULTURAM CORRENTINENSE

VAVÁ - DINDA - VALMIR - HENRIQUE

Flamarion Costa

Flamarion Costa
Enviado por Flamarion Costa em 20/10/2026
Alterado em 23/10/2026
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