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ELIAS DE FRANÇA BARBOSA
1a DAMA ALVINA FRANÇA

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A família França Barbosa migrou do interior do município de Correntina para a sede, onde se estabeleceram no comercio local, todos eles tendo um papel representativo no contexto social, político e cultural da cidade; comerciantes,  alguns ocupantes de cadeiras no legislativo local,  embora não tenham desativado da vida na agricultura, mantendo  seus roçados na agricultura familiar, sem megas lavouras, mas pequenos rebanhos de gado para o abastecimento de leite e produção de seus derivados, vendidos em suas residências a cliente-las cativas.  Todos eles, são merecedores estar listados entre Os  100 maiores correntinenses de todos os tempos e aqui o fazemos  em nome de um desses seis irmãos, que mais longe chegou ao topo da hierarquia do poder executivo do município.

 A História de Correntina (Helverton Baiano)  não se ateve a fazer uma biografia mais detalhadas de nossos personagens histórico, se atendo a sua participação em dados momentos, importante da história do município. Por esta razão, aqui faço o pedido de que tem tiver algo que enriqueça este texto, que o faço pela dignidade e honra dos irmãos França Barbosa, que faço uso do espaço reservado aos comentários e nos ajude a  ser mais preciso no teor deste artigo biográfico.

Correntina, como toda as demais cidade pequenas do interior do pais, tem suas semelhanças históricas, desde sua formação social, cultural e política. Pequenos grupos que disputam o poder que em muitos casos, torna-se uma tradição hereditária, com a mistura de DNA entre as famílias e em Correntina encontramos essa miscelânea genética entre  Guerra, Araújo, França, Costa Ferreiras. Essas famílias por vezes se conflitam quando seus lideres se espalham entre os partidos políticos,  cada uma ficando do lado em que os laços familiares se mostram lmais fortes. 

Os irmãos França Barbosa, segundo meu conhecimento, são:   Antônio; se manteve nas funções ligadas agricultura, mesmo residindo na cidade, onde criou os filhos e entre esses está  o Professor da Univ. Federal de Goiás,  Dr  Altair Sales Barbosa; Oswaldo,  proprietário de uma pequeno comércio na praça do Cine Teatro, membro do legislativo municipal e entre os filhos mais conhecidos estavam Pa. Walderley,  José França e Aloísio França;(8 filhos)   Odílio também foi membro do Legislativo municipal e dono de uma fina e grande loja de tecidos, até hoje existente no mesmo ponto desde sua inauguração. (9 filhos).  Zéferino  também comerciante, dono da única sorveteria da cidade (8 filho), os mais conhecidos foi Dilson , João e Profa Lícia;   Joaquim o  literato que gostava de discursar, casado com a conhecidíssima Diolira Alves, não teve filhos, Ubaldo também lojista (5 filhos) e Elias casado com D. Alvina; (7 filhos: Aderbal Everaldo Luis e Hugo Auxiliadora, Consuelo e Solange).  Dos irmão o mais conhecido foi Elias França, dada sua influencia junto a agricultura no município, onde destacava-se  como comprador de peles, grãos, principalmente de algodão. Chegou a construir um grande galpão na saída para Santa Maria, um grande deposito do produto; quando seu comercio próximo a praça da matriz não mais teve espaço para armazenar os produtos que comercializava, exportando para os grandes centros. 

Elias de França entra em nosso cenário político por volta do ano 1951/53 no fim do governo de Manoel Vieira. Dr. Lauro ex-prefeito era o nome certo mas declinou por perceber que havia uma manobra velado que poderia ser mais tarde uma dor de cabeça. Major Felix, seu pai, sondou outros nomes que fizesse frente ao forte nome de Oseas Cardoso da UDN, que cresceu muito durante o governo de Manoel Vieira, tornando-se um nome possivelmente imbatível, para as próximas eleições. O Major então viu entre os correligionários que um nome se destacava principalmente  no interior do municipoio, esse nome era Elias França, dada a sua posição de comprador de algodão e demais derivados da lavoura, além de peles e couros bovinos e silvestre. Para fazer frente a Oseas Cardoso não bastava o apoio do Major, mas ter um nome conhecido, respeitado  e posição social de destaque do eleitorado.

Não tinha outro nome com tais qualidades, senão Elias França que recusou ao primeiro convite por razões familiares, sua esposa Dona Alvina mulher virtuosa e prudente a fez vê que a política gerava muitos conflitos, , muitos pontos negativos, principalmente uma grande capacidade de criar inimizades até mesmo entre familiares.

O Major não teve outra alternativa, senão, insistir com Elias  França, a questão era  convencer Dona Alvina a aceitar a entrada de Elias na vida publica  e isso ocorreu a pouco mais de um mês das eleições. Elias França não era o candidato que o Major desejava, aquela talvez seria a oportunidade que tanto desejava o filho Aldegundes Joaquim, entretanto a popularidade de Elias França não lhe deu outra escolha. A gosto ou contra gosto, o Major  foi para o pleito com Elias França  no limite do tempo.   Com o apoio do Major Felix somados as qualidades e prestígio do candidato Elias,  Ozeas Cardoso é derrotado.

Elias Governou de abril de 1957  a abril de 1959. Tudo transcorria bem, mas aos poucos alguns contratempos  começaram a surgir entre Elias e o Major. Certamente Elias não aceitava certas interferências naquele estilo de governança da época, em que os coronéis punham seus representantes no governo e os faziam de marionetes sob seu comando e isso não emplacou com Elias França.

Em 1958 já era clara a crise  entre o prefeito e o major; como bem presumira Dona Alvina. As desavenças criaram outra corrente política, os que eram fieis ao Major e aqueles que juraram fidelidade a Elias. As brigas  iram parar nos tribunais. Em uma dessas Crises, Elias tentando se garantir no poder, vai a Salvador tomar suas providências e deixa no poder, como interior, o presidente do Legislativo,  Sr. Astrogildo Costa, aliado do Major... mais detalhes você verá no livro A História de Correntina (pags. 217/233) A coisa virou tentativa de golpe e foi um bafafá.  Aldegundes Joaquim, filho do Major entrou no rol da encrenca tomando o partido do pai enquanto a maioria dos  vereadores fiaram ao lado de Elias... bem que Dona Alvina dissera e assim foi declarada guerra entre os Araújo e França que perdurou por um bom tempo.

Elias França  veio  para um segundo mandato, (abril 1963 / abril 1967) agora  mais experiente, mais forte, principalmente no interior do município e governa até 1667.  Elias terminou seu  segundo mandato já sendo considerado uma liderança política no município e neste momento então se dá  fim da Era sob a batuta do Major Felix.

Após este mandato, resolver mudar com sua família para Goiânia, onde já estavam seus dois filhos mais velhos. Aderbal formado em Direito e Everaldo formado em medicina, nos deixando um legado histórico marcado pelo seu caráter e sua postura de homem publica que se junta a outros, do período, dos qual nos orgulhamos ser parte de nossa história social e política.  

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Flamarion Costa
Enviado por Flamarion Costa em 26/10/2026
Alterado em 26/10/2026
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